
PODCAFÉ TECH
Aqui você encontrará um bate-papo informal entre profissionais de TI e convidados das mais diversas áreas tratando temas quentes com muito bom humor. Se você é apreciador (ou não) de um belo cafezinho, com certeza vai curtir esse bate papo. Uma forma descontraída e agradável de se informar e manter-se atualizado com as principais questões da gestão de tecnologia. Nossos hosts Gomes, Mr. Anderson e Dyogo Junqueira nos conduzem através deste podcast, sentados em torno desta mesa virtual, tentando reproduzir o prazer daquela conversa inteligente acompanhada pelo cafezinho da tarde, vez ou outra deslizando para uma mesa de bar, afinal ninguém é de ferro. Feito pra te acompanhar na estrada, no metrô na academia ou onde mais quiser nos levar, colocamos o “Pod” no seu café! Pode desfrutar, pois foi feito pra você!
PodCafé Tech
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Mara Maehara: Liderança e Inclusão na Tecnologia
No episódio de hoje, recebemos Mara Maehara, CIO, Diretora de Tecnologia, Conselheira Consultiva, Embaixadora de Gênero da TOTVS e co-autora dos livros "Mulheres no Varejo" e "Por Trás da TI".
Falamos sobre sua trajetória inspiradora na liderança tecnológica, os desafios da gestão de mudanças, a integração com novas tecnologias e o impacto das novas gerações no ambiente corporativo. Além disso, Mara compartilhou sua atuação no Instituto da Oportunidade Social (IOS), uma iniciativa que capacita jovens em tecnologia e fomenta a inclusão feminina no setor.
💡 “A inteligência artificial não muda o papel do CIO – ela reforça a importância da liderança estratégica.” – Mara Maehara
📚 Conheça os livros: 📖 Mulheres no Varejo – Co-autoria
https://seriemulheres.com/livro/mulheres-do-varejo/
📖 Por Trás da TI – Co-autoria e prefácio no Mulheres na Tecnologia Vol. I
https://seriemulheres.com/livro/mulheres-na-tecnologia-vol-i/
🔗 Conecte-se com a Mara Maehara no LinkedIn
https://www.linkedin.com/in/maramaehara/
🎙️ Hosts: Dyogo Junqueira, Anderson Fonseca e Guilherme Gomes
📌 Produzido por: PodCafé Tech
🚀 Oferecimento: ACS Pro
PodCafé Tech é um podcast onde Mr Anderson, Guilherme Gomes e Dyogo Junqueira, recebem convidados para falar de uma forma descontraída sobre Tecnologia, Segurança e muito mais.
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Instagram: instagram.com/podcafetech
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Música. Muito bem, muito bem, muito bem. Sejam todos muito bem-vindos. Estamos começando mais um Podcafé, tech Podcast, tecnologia e cafeína. Meu nome é Anderson Fonseca, o Mr Anderson. Hoje você vai. Se você não é de tecnologia, você vai tirar dúvida básica Se você pronuncia totos totvis, eu sei que tem gente que tem dificuldade. Vamos, vamos, fred.
Speaker 2:Aqui é Guilherme Gomes da ACS, pro voltando com a sexta temporada.
Speaker 3:É Diogo Junqueira, CEO da ACS Pro e da AC Cyber Pro, E pra nós é um prazer estar aqui com meus colegas pra mais uma temporada Agora, a sexta De volta, De volta pra sexta temporada. Né, cara, Agora é culpa de Café Tech, novidade né. Mas antes deixa eu passar pra nossa convidada, ela mesmo se apresentar. O Mister Anis já deu uma pequena introdução. Vou deixar ela mesmo se apresentar.
Speaker 4:Bom, boa noite. Meu nome é Mara Maihara, eu sou CAIU na TOTS e vim aqui hoje bater um papo gostoso aqui nesse café.
Speaker 3:Sensacional. Seja muito bem-vinda Amar. Mas antes da gente aprofundar um pouco mais com a nossa convidada, não sei né antes que história é essa cara. Por que Pode Café Tech agora cara.
Speaker 1:Pois é, não cabia mais dentro de Pode Café da TI. A gente tem um problema sonoro, sempre tivemos Da TI, é meio es de café.
Speaker 3:Tinha explicação da TI. Porque a gente convida a gente de gestão de TI. A gente fala sobre gestão de TI, mas faz muito mais. né, não era só TI, faz muito mais desde sempre A gente chama advogado engenheiro agrônomo.
Speaker 2:A gente começou falando a coisa de não era TI né cara Envolvia TI mas não era de. A gente começou falando de GPD Tech é pop.
Speaker 1:Então é tech. Pode de café. Agora, oficialmente é tech. E melhor do que isso?
Speaker 3:um domínio fácil, Pode de café ponto tech, ponto tech sensacional Com lojinha e tudo né Com lojinha, ah outra coisa Depois de cinco anos.
Speaker 1:Mara, você não faz ideia. Mara gostou da caneca, adorei, pois é, adoram as canecas. Faz cinco anos que eles pedem caneca pra gente, dezenas de e-mails. Cinco anos que eles pedem camiseta pra gente.
Speaker 3:E a gente manda. Faz cinco anos que a gente manda. Chegou um ponto que não dá mais pra mandar.
Speaker 1:Agora a gente pôs a lojinha né, então tem a lojinha online. Pode entrar lá pegar no precinho. Vai ter cupom também pra ouvinte. E é isso, estamos de volta.
Speaker 3:Vamos lá, mara, para os nossos convidados, te conhecer, conhecer a sua jornada, cio hoje da TOTOS TOTOS. Para quem não sabe, se você não está nesse mundo, não é de tecnologia. É uma das maiores Empresas de tecnologia do Brasil, na América Latina, líder de mercado De market share, de IRP, superando grandes players globais. Então, assim é uma sensação do Brasil e você, hoje, cio dessa empresa, conta um pouco para os nossos ouvintes da sua jornada, mara. Bom, a minha jornada.
Speaker 4:Ela começou há 34 anos atrás. Então estou aí no alto dos meus 34 anos de carreira, sempre na área de tecnologia Sensacional. Aí, durante aqui a nossa conversa, a gente vai falar um pouquinho sobre isso. Né, não foi uma vocação de berço, mas ela foi sempre bastante constante. Eu nunca saí da área de tecnologia e eu vim desenvolvendo a minha carreira em varejo indústria. E tô indo aí pro meu décimo ano dentro da TOTOS né como CIO de uma empresa de tecnologia serviços, né e com o tema, o business core mesmo tecnologia, que é bem diferente. Né você atuar numa empresa onde o business core é de tecnologia é diferente de você atuar numa área de tecnologia diferente?
Speaker 1:porque a tecnologia? é fim e não é meio.
Speaker 4:Né então é diferente a pegada eu costumo dizer que eu cozinho pra chefes porque eu tenho os meus clientes. Ilustração perfeita os meus clientes são muitos colegas de mercado, inclusive, que já trabalharam comigo em outras empresas inclusive, e hoje são meus clientes e eu preciso atendê-los e, obviamente, conquistar confian, conquistar o respeito E como são pessoas que fazem o meu trabalho né, então é por isso que eu falo é cozinhar pra chefe, porque sempre alguém tem né.
Speaker 2:Não, a analogia é perfeita. Perfeita é Não tem como definir melhor. Nunca tinha ouvido nada parecido cara. Nada parecido, cara. Acho que assim acertou 100%. Mas como começou Quando o bichinho da tecnologia te picou? né Como é que foi o start da tua carreira Quando você decidiu ir pelo caminho da tecnologia.
Speaker 4:Não foi, como eu disse, não foi uma vocação que veio de berço, até porque na época que eu decidi ir pra área de tecnologia eu não tinha gente, nenhuma decisão certeira de que eu tinha uma vocação para isso. Então no século passado, quando eu ingressei na faculdade, a internet estava chegando aqui no Brasil. gente, eu não tinha esse acesso todo ao que a gente tem hoje de informação. as referências eram muito poucas, então eu não sabia que eu estudei em escola pública. então eu também não tinha grandes bagagens requintadas pra poder definir uma vocação e eu não tinha certeza nenhuma que eu queria ir pro mundo de tecnologia. Eu simplesmente prestei letras, advocacia e processamento de dados.
Speaker 3:Caramba, três áreas completamente diferentes. Pra vocês verem como eu tinha certeza do que eu queria.
Speaker 4:É, e talvez a única influência que eu tinha na minha casa era um irmão que era analista de sistemas e que eu achava muito legal alguém ligar de madrugada e ele ter que sair correndo pra resolver.
Speaker 3:Ela gostava disso. olha só, que legal Eu achava assim pô. Ele é muito importante eu queria ser importante, assim como ele tá vendo galera, você que é plantonista e fica ligando, se liga, você é importante e aí assim eu falava não, eu acho que vou precisar processar meus dados porque eu quero ter essa relevância.
Speaker 1:Muito legal, só ele pra resolver os problemas de madrugada não quero adiantar a conversa, mas tenho certeza que quando aconteceu você percebeu que não era tão legal assim.
Speaker 3:Deu de um spoiler né Spoiler alerta.
Speaker 2:É um belo de um spoiler, exatamente.
Speaker 4:Mas aí foi isso e eu acabei passando em processamento de dados, gente. E aí eu fui, entrei. agora eu vou fazer Então assim numa época, inclusive, inclusive, em que as salas até hoje a maioria é masculina, mas a sala era muito poucas mulheres, inclusive no encontro de 30 anos de formados recente, das poucas mulheres que foram, eu era a única que tinha permanecido na área de tecnologia. As demais, todas que se formaram comigo enfim tomaram outros rumos. Né, e foi impressionante olhar aquilo 30 anos depois. né É uma realidade que a gente vê na prática acontecendo, né Sim, com certeza Foi assim que eu entrei no mundo da tecnologia.
Speaker 1:Mas você não apenas permaneceu, você fez um estrondoso sucesso.
Speaker 4:É, eu fui né aproveitando as oportunidades. Eu acho que a gente quando procura fazer o melhor que a gente pode, independente da área que você está, as oportunidades aparecem e você está ali para poder aproveitar as oportunidades também. Então eu acho que o meu crescimento eu não fiz carreira em muitas empresas, eu trabalhei em poucas empresas. Até hoje foram quatro empresas por onde eu passei e eu sempre fiquei muito tempo dentro dessas empresas E eu acho que isso também dá a chance de você plantar, colher e poder crescer com o benefício da colheita, Atividades diferentes.
Speaker 1:Essa jornada de crescimento sempre vem né. Você começa num ponto e vai pra outro, Até você chegar ao ponto que você tá agora, como você disse, cozinhando pra chef. Você teve outras atividades completamente diferentes antes disso, né Como é que foi essa tua jornada.
Speaker 4:Comecei programando. mesmo gente É Cobol, cobol. né, olha só o mercado. Tá que se disto pra Cobol, você viu o caso, se você quiser voltar ontem a gente conversou sobre isso. Tem um monte de vaga pois é porque não acha mais agora você pega os mais 50 você acha ali uns profissionais de Cobol, mas amava assim e fiz curso extraissionais de Cobol, Mas amava assim E fiz curso extra, você começou com Cobol.
Speaker 1:O que teu irmão mais velho fazia Era assembler Fortran.
Speaker 4:Era cartão perfurado Quando ele começou. E ele também já programava em Cobol E eu escrevi alguns capítulos do livro que eu cito ele como uma inspiração. Ele fica todo orgulhoso.
Speaker 3:Ah, então conta pra gente sobre esse livro também Fala do livro, é interessantíssimo. O link vai estar na descrição do episódio. Conta pra gente sobre o livro.
Speaker 4:É assim eu, durante esse período que eu enfim de mercado, a gente acaba se engajando com vários grupos. Né enfim de mercado, a gente acaba se engajando com vários grupos. Né, e durante a minha passagem pelo varejo eu fiquei quase 10 anos no varejo teve uma iniciativa de um grupo de mulheres de escrever um livro. Cada um escreveu o capítulo. Isso agora tá bastante comum. Né A gente vê vários livros sendo lançados, e aí era Mulheres do Varejo, a primeira edição, e eu escrevi o meu capítulo ali, que foi a minha experiência no varejo.
Speaker 4:E aí passa por essa questão de como é que você começou e tal. Então eu citei ele, fiz uma menção ao nome dele lá e ele ficou todo emocionado. Depois eu participei, eu fiz um outro livro que é por trás da TI. Esse já não foi uma experiência no varejo, mas foi muito mais falando da minha vida mesmo, da minha história, um capítulozinho, e quando eu tava escrevendo aquele capítulo eu falava nossa, mas tem tanta coisa pra falar. Eu acho que um dia eu vou escrever um livro um livro da história inteira sabe por que gente eu passei por várias coisas.
Speaker 4:Assim 34 anos dá pra passar por bastante coisa né Algumas revoluções digitais aí né Nossa não pensa no primeiro Black Friday do Brasil. Entendeu, É o primeiro programa de cashback do Brasil.
Speaker 3:Então, assim foram coisas Muitos primeiros né Bug do milênio, é exato, passou por vários. Toda aquela né as ondas de outsourcing, as ondas de outsourcing as ondas de cloud, as ondas, a própria onda do mobile, né da internet. Enfim, agora a gente tá Aí. Você viu o RP crescendo como a existência do RP, né porque não existia o conceito de RP antes.
Speaker 4:Não, então é tudo. tudo foi sendo desenvolvido. Eu fui acompanhando né gente esse curso do Rio todo, então tem muita história pra contar. E aí, quando eu tava escrevendo um capítulo, eu falei nossa, mas é tanta história que eu não sei nem o que escolher pra colocar, né Aí me deu uma vontade assim de escrever um livro. Eu falei quando eu tiver condições de parar né gente, porque eu ainda tô, o tempo é corrido, tô com um at bem escasso, que é o tempo, mas quando eu tiver condições de parar, eu acho que eu vou fazer isso eu imagino o tempo é sempre.
Speaker 3:Tem que ter o momento certo pra administrar ao longo da sua carreira. Se você pudesse citar os seus principais desafios que você poderia mencionar pros nossos usuários, pros nossos ouvintes, aliás, e principalmente pra mulheres, que com certeza tem muitas nos ouvindo aqui. A gente tem uma audiência feminina bem bacana, a gente sempre apoia iniciativas, né, e tem muita mulher que fala cara, eu não vou chegar a um cargo de gestão, eu não vou ser uma CIO, porque a gente sabe como é que é o mercado, a gente tá lá no mercado no dia a dia. Então, eu imagino que você pode ter algumas histórias pra contar, histórias pra contar alguns desafios, o que você pode falar pra gente.
Speaker 4:Nossa tem bastante E a gente tá no mês das mulheres né gente Exatamente.
Speaker 3:É importantíssimo mencionar.
Speaker 4:E aí é muito gostoso poder compartilhar a história, porque quando a gente fala a gente vive de novo, né Com certeza Aquele capítulo da vida, né Eu acho que assim vários desafios, né É difícil escolher, mas eu acho que talvez o principal tenha sido escolher mesmo qual é a carreira que eu ia querer trilhar na minha vida. Porque assim, na verdade, gente, o estudo pra mim ele acabou sendo uma fuga pra não acatar o que o meu pai queria que eu fizesse, que era tomar conta do negocinho dele que era uma oficina mecânica. Ele achava que eu tinha que seguir com o negócio da família, não tinha que estudar, eu tinha que ficar ali.
Speaker 4:Inclusive, eu sei limpar carburador, eu sei trocar pneu, eu sei fazer funilaria, eu sei pintar carro, eu sei fazer um monte de coisa de oficina mecânica.
Speaker 4:Lá em casa eu faço a escolha dos carros, eu não tenho dúvida. Entendeu, só que eu não queria isso pra mim e pra eu fugir dessa ideia do meu pai. Eu sempre acabei me me escondendo no estudo. Foi um estudo em escola pública e tal, mas eu era sempre muito aplicada porque eu queria fugir mesmo de ter tempo pra que meu pai pudesse me alocar. Então com isso eu acabei investindo bastante tempo nos estudos, mas, como eu falei, a quantidade de informação não era assim volumosa como é hoje. Então eu não tinha muito direcionamento de para onde eu estudava. Eu era sempre uma das primeiras da sala de aula, tirava sempre muito boas notas E decidi que eu queria fazer uma faculdade que obviamente eu não conseguia pagar.
Speaker 4:Então eu tive que começar a trabalhar pra começar a pagar a minha faculdade. E aí começam os desafios né De você decidir o que você quer fazer, conseguir pagar aquilo, né Porque você não tem financiamento e nem incentivo para e conciliar. Então eu tive que conciliar a minha vida de trabalho com a minha vida de faculdade. Mas jovem tem energia. Então sempre foi um desafio, mas foi um desafio que dava para tocar com a energia que a gente tem. Eu acabei aproveitando os relacionamentos da faculdade e ingressando em boas empresas. Então aí, assim eu acho que o primeiro desafio tá em você começar esse primeiro salto. Ele é difícil né.
Speaker 3:Esse primeiro step ali realmente.
Speaker 4:É. E assim, gente, eu, pra procurar o meu primeiro emprego, que foi como recepcionista de um banco, eu tatilografei o meu currículo, pus no envelope, pus no correio e assim foi, olhando no jornal. Então, assim é difícil. Esse acho que foi o primeiro desafio de todos. A partir daí, eu acho que o desafio da tecnologia ele não tinha nem esse contexto de tecnologia. Quando eu comecei a trabalhar, eu, dentro da segunda empresa por onde eu passei, eu acompanhei a retirada das máquinas de escrever e a chegada dos computadores.
Speaker 3:Galera jovem que está aí. Cara, existe uma coisa que se chama uma máquina de geografia. Eu tinha um curso na geografia. Você fala ah, STFGH. Então A gente fazia curso antigamente disso. Só você Google, aí que você vai achar. Vai no TikTok, sei lá, você vai achar.
Speaker 1:Cara assim essa geração.
Speaker 3:Eles não têm a menor ideia, eles já nascem. Não têm a menor ideia de nada. Porque assim, igual ela tá dizendo, ela foi, pegou um jornal e encontrou uma vaga e datilografou, só que assim a galera já não sabe nem o que é pegar um jornal ainda mais datilografar. A gente tinha um anúncio no jornal, por que tinha um anúncio lá, porque não tinha outro meio não tinha um linkedin ali pra você achar um cato.
Speaker 3:Minha mão dói ainda porque a minha profess falar de teolografia Um cato. Né Minha mão dói ainda porque a minha professora da teolografia, lá de Guiatura, não dava reguada quando eu errava na minha mão. Sabe, Nossa Senhora, ela era brava.
Speaker 4:Hoje em dia a gente não consegue mais escrever. Você já percebeu, Eu não desisto de escrever.
Speaker 3:Não consigo. É a nossa caligrafia é onorosa hoje em dia.
Speaker 4:Grafado de olhos fechados, então eu estava à frente de vários candidatos né, porque eu tinha habilidades ali, mas eu acompanhei, então eu peguei o iniciozinho. Gente, e eu tô falando isso de uma empresa de ponta, não é, não é qualquer empresa. Não Vou citar o nome aqui pra não expor.
Speaker 3:Mas é uma empresa. Se quiser citar pode, não tem problema, se não quiser, não tem problema empresa. Se quiser citar pode, não tem problema, se não quiser, pode falar. A gente não tem isso aqui, não.
Speaker 4:Gente, eu peguei situações das pessoas pisando no mouse e achando que era pedal.
Speaker 3:Não, mas era naquela época normal. E era assim, e era assim que a coisa funcionava.
Speaker 2:Nossa, se zoaram. Já é difícil hoje, imagina antes.
Speaker 3:Né, Você não conheceu um mouse com bolinha Lógico que eu conheci, um mouse com bolinha Lógico que eu conheci, o mouse com bolinha. Ah, conheceu tá bom, calma, calma. Não, eu sou mais ou menos.
Speaker 2:Peguei ali ó Primeiro computador. Tinha mouse com bolinha.
Speaker 1:Eu já fui encarregado de treinar equipe de pessoal que carregava móvel pra usar o computador. Eu falei ó seguinte, vamos começar do início. Você pega o mouse, literalmente.
Speaker 2:A tela.
Speaker 1:Eu falei ah Tá vendo.
Speaker 4:O cara tava no outro Então assim é tão engraçado quando a gente relembra isso. Parece piada pronta. Mas não é, não aconteceu de verdade mesmo né. Então você falava assim ah, manda uma cópia pra mim. A pessoa tirava a cópia do disquete, né No caso é isso aqui, que só que era o grande né.
Speaker 3:E era o maior esse é o pai desse E colocava na máquina de xerox Todo mundo tem história, dessa pra contar.
Speaker 4:Mas isso era mega comum, né? Então, o desafio de conseguir trabalhar com tecnologia sem você conhecer, sem você ser introduzido, sem você ter um treinamento robusto ou sem você ter histó treinamento robusto?
Speaker 3:ou sem, você ter histórico.
Speaker 4:Não tinha era novidade pra todo mundo Referência. Você não tem referência de como funciona. Então, a partir daí, trabalhando numa, isso sempre foi na área de tecnologia que eu trabalhei, então assim as pessoas olhavam pra você e esperam que você, obviamente Claro, dê as respostas, né Dê as respostas todas.
Speaker 3:Você tá na área de tecnologia Ex E as respostas, né E as respostas todas.
Speaker 4:Você tá na área de tecnologia Exatamente A sua família toda olha pra você. você tem que fazer o computador da família inteira funcionar. Sim.
Speaker 1:E assim Consertar a impressora às vezes o ar-condicionado, geladeira, tudo tudo.
Speaker 3:Eu tenho uma dúvida dessa época. Até hoje eu não consigo responder, cara, Se vocês me ajudarem capa.
Speaker 2:Ele sentia frio né cara. A gente tinha que cobrir ele da noite.
Speaker 3:É verdade, cara, cara, eu lembro direitinho meu computador.
Speaker 4:eu tinha que pôr a capa no céu.
Speaker 1:A capa.
Speaker 3:Eu todo dia penso assim, gente. por quê Eu tinha que ir com a corte? por que que eu ponho a capa naquele? Eu gostava de ar, mas será que ele sentia frio A poeira.
Speaker 2:A poeira não gruda tanto, não fica tão amarelo Até hoje.
Speaker 3:eu acordo perguntando por que que eu cobri né?
Speaker 1:Tá vendo Agora, se você quiser saber o porquê das roupinhas de crochê que as vós faziam pra cobrir liquidificador eu quero saber Aí não dá, aí não dá, vamos concentrar.
Speaker 4:Então acho que esse desafio de você começar a trabalhar na tecnologia no início de tudo é uma outra coisa bem interessante pra gente destacar. Eu acho que eu não senti, apesar de saber que eu passei por várias situações de ser preterida por ser mulher, talvez alguma oportunidade. Eu senti muito pouco isso, talvez porque eu tivesse sempre que trabalhar muito, porque eu nãoivesse sempre que trabalhar muito, porque eu não tinha a opção de voltar, de desistir, de falar não tô gostando, vou sair. Sabe, essa coisa de ah não tá me agradando muito, vou tentar outra coisa, não tinha muito, eu não tinha essa possibilidade, até por conta do meu histórico.
Speaker 4:Então eu tinha que dar.
Speaker 3:Certo, eu tinha que ir pra frente. Mas desde sempre, né você saiu pô, não queria ficar no negócio da família. Eu só tenho essa opção. Eu vou seguir, cara, eu vou seguir Então, assim eu.
Speaker 4:Por mais que eu tenha passado e eu passei, posso até contar depois algumas situações aqui de assédio e tudo mais cara, eu olhava até porque eu não tinha assim o ib que tem hoje uma reclamação sobre esse tema Antigamente o pessoal estava Se você vai reclamar que você está passando alguma coisa.
Speaker 4:certamente você vai ser exposta e é capaz de você ainda pagar caro por conta disso. Então assim a gente tocava a vida, ignorava vamos embora. e assim foi, né? Então eu passei por alguns desafios como esse, mas como eu sempre trabalhei bastante gente várias horas enfim na mesma linha de que foi na escola, eu acabava Aparecia uma oportunidade e acabavam me cogitando praquilo porque?
Speaker 1:Sabe aquela coisa de.
Speaker 4:Você dá mais trabalho pra quem trabalha muito e não pra quem não trabalha Você sabe que quem trabalha muito vai dar um jeito de Vai te entregar o que você precisa.
Speaker 2:Vai te entregar Que é uma questão de post pra quem não trabalha.
Speaker 3:Você sabe que quem trabalha, muito.
Speaker 2:vai dar um jeito de Vai te entregar o que você precisa de novo, vai te entregar.
Speaker 4:É uma questão de postura. Eu sempre trabalhei bastante assim, mais do que normalmente uma pessoa trabalharia. Então eu acho que com isso eu fui né acabei crescendo. E aí vem o desafio de você sair de um aspecto mais técnico também e entrar numa linha de liderança de pessoas, que é um outro bicho.
Speaker 1:São fatias diferentes. Porque as pessoas não lembravam de você, porque era mulher. Não lembrava porque você dava resultados. Chega num ponto que as pessoas querem escalar. Eles querem que você ajude outras pessoas a darem tanto resultado quanto você dá, e aí você vira líder.
Speaker 3:E aí que eu ia fazer a pergunta quando é que você decidiu? né Chegou no ponto da sua carreira, tá o Y ok, eu tô aqui no Technicase, no Bit and Byte e vou pra gestão, vou tomar essa decisão, porque são decisões diferentes. Né Você acaba tendo que lidar com pessoas muito mais do que às vezes ali, com tecnicês do dia-a-dia, né Como é que você surgiu isso e como é que foi pra você essa transformação.
Speaker 4:Na verdade, eu não decidi nada, não Decidiu você Foi assim.
Speaker 1:O negócio é assim.
Speaker 4:Olha agora você vai coordenar esse time.
Speaker 3:Ah, meu Deus Tá bom.
Speaker 4:Pronto, eu não ia falar não. não porque eu acho que eu não tô preparada, não tem isso.
Speaker 2:Não existe a possibilidade de não fazer, só existe um caminho só pra frente, coisa legal e tal.
Speaker 4:Agora você vai passar a cuidar desse time e tal Aí. Daqui a pouco, mais um Aí, mais um Aí, você vai se virando gente.
Speaker 4:Você vai se virando Você vai se virando, obviamente que a empresa também as empresas por onde eu passei, foram dando capacitação. Né eu fui e você vai desenvolvendo soft skills porque você tem que se virar. Então você vai também de se descobrindo, né que tem uma outra coisa bem interessante nisso tudo que hoje eu falo com bastante clareza gente, nada como você se conhecer, conhecer as suas habilidades, saber no que você é bom e no que você não é trabalhar no que você não é e usar as suas habilidades.
Speaker 4:Saber no que você é bom E no que você não é E no que você não é. Trabalhar no que você não é e usar as suas habilidades para que você é bom, para você poder crescer. Isso é fantástico. Só que na época que eu estava na guerra, na luta, no crescimento, não tinha tempo para isso. Não É assim. Eu tinha que me virar, entregar o trabalho que estão me pedindo E eu preciso das pessoas. Então, gente, eu tive desafios de liderança. Eu era sei lá, tinha 20 e poucos anos e eu cheguei a ter que liderar pessoas de 50, pessoas de 40, com muito mais experiência do que eu, mas que não tinham habilidade de gestão. Então vinha pra debaixo de mim e é difícil você conquistar, você ganhar confiança, você gerar engajamento e tirar resultado.
Speaker 2:Disso tudo Eu tive que liderar Tudo isso lá atrás, né Lá atrás. Lá atrás, onde principalmente a área técnica. Era aquele cara que não queria, é o cara do Zero soft skills, exatamente Conseguir engajar esse tipo de pessoa que ainda mais.
Speaker 4:Não é bem difícil, e assim eu tive que liderar Colegas que passaram a responder Pra mim. Eram pessoas Meus colegas Viraram, viraram funcionários Subordinados. Eu tive que liderar meu marido. Foi por pouco tempo, mas ele acabou Ficando debaixo do meu time. Eu fiquei debaixo do time dele, depois ele, em outra oportunidade, ficou debaixo. Então assim são desafios, de lidar com situações e saber diferenciar as coisas que são muito complicados, né E saber que você dali tem que extrair um resultado disso, né Você tem que dar o seu melhor. Então assim, desafio de liderança, gente é um negócio, ele é atemporal. Hoje eu tenho outros desafios. Por exemplo, liderar gente sênior não é uma coisa fácil. Hoje eu tenho um grupo de pessoas muito sênior trabalhando comigo Liderar a geração Z também não é fácil.
Speaker 1:É outra história, É exato.
Speaker 4:A geração Y né a geração.
Speaker 3:Z é bem complicado também.
Speaker 4:A geração Y, a geração Z, é bem complicado também E tem o benefício de você também conseguir mesclar, mas também não é uma coisa fácil. Então, assim, por isso que eu falo que o desafio só muda de tipo, mas o desafio de liderança ele existe a todo tempo, Para, para, para para Pô galera.
Speaker 3:Eu sei que eu te interrompi aqui na sua programação, mas é por uma razão importante. Queria convidar vocês a não se esquecer de se inscrever aqui no canal, dar o seu like, compartilhar, seguir as nossas redes sociais, que está aqui na descrição.
Speaker 1:Estamos no LinkedIn, no TikTok, no Instagram e também os nossos apoiadores acsprobr no Instagram e accyberpro eu estou captando uma coisa assim de comportamento teu, porque assim eu vejo que você já tava super trabalhando. Vão te dar mais peso, te dão mais peso, te dão mais desafios e você não reclama Não é Nunca teve, não é Sempre pra frente.
Speaker 3:Não faz parte de você. isso Não exato. Eu captei a mesma coisa.
Speaker 1:Fala sobre isso, sobre a forma, como você encara a vida Danado você.
Speaker 3:Mas é cara A mesma coisa que eu captei aqui também.
Speaker 4:É nunca reclamei E também nunca pedi aumento.
Speaker 1:Uau, muito bom.
Speaker 4:E eu acho que eu sempre fui reconhecida, acho que eu isso é impressionante, é uma coisa que eu, inclusive, se eu tiver que fazer eu não sei fazer, então eu, assim eu realmente nunca reclamei, e não é só na questão profissional, na questão pessoal é a mesma coisa. A gente tem vários desafios na vida, né gente. Então, hoje em dia a minha mãe é minha filha, eu tenho uma mãe de 92 anos, então eu cuido dela. Na verdade, então a gente tem vários desafios na vida pessoal. Eu sou mãe, eu sou irmã, eu sou enfim, sou amiga, né Sou esposa, então sem vários papéis na vida toda, assim vem os desafios e a gente vai tocando, mas de verdade eu nunca recusei mesmo nenhum desafio, porque eu acho que é aquela coisa de você dar para quem sempre está ocupado, porque vai dar um jeito de resolver Essa habilidade de você se adaptar, encaixar. Isso não é uma coisa simples E assim eu acho que isso talvez seja a forma como eu lido com essas possibilidades que vão caindo.
Speaker 3:É uma vocação e um dom. praticamente vou te falar porque não é simples desenvolver esses skills, não é simples.
Speaker 4:Às vezes dá uns probleminhas, às vezes dá uns cansaços a mais, né Às vezes a saúde sente, aí você também tem que dar um step back e saber que você precisa cuidar do corpo, porque senão não adianta você ter disponibilidade, habilidade, sabedoria que não vai conseguir usar.
Speaker 1:Eu acho que isso que você está compartilhando é uma grande lição para diversas gerações, para todas, porque a gente encontra muito isso, gente que está chegando agora no mercado e não quer falar com resultados.
Speaker 3:Você falou muito com resultados os resultados falam muito alto e a pessoa não quer falar com resultados né. Você falou muito com resultados.
Speaker 2:Eu não tenho paciência dos resultados. Os resultados falam muito alto né.
Speaker 3:E a pessoa.
Speaker 1:Não eu quero. Eu quero né recompensas Rápidas, exato. As pessoas falam sobre recompensas, não sobre resultados né. Então é muito impactante. Você construiu com resultados. Os teus resultados falam por você e as coisas vão se organizando.
Speaker 4:E também tem uma coisa que eu acho que é conectada com isso que você tá falando que é assim e não tem nada assim a curto prazo, né Isso é importante. É, não é assim. Eu vou fazer isso aqui porque rapidinho vai vir, não tem isso, entendeu? Então é por um propósito maior, sabe, é por você gerar transformação e agregar valor naquilo que você tá fazendo pra empresa. É por você construir um ambiente de trabalho muito bom, onde as pessoas crescem com o que tem de contato com você. É como você contribui com a vida delas, é como elas se transformam. Hoje, gente, eu tenho o prazer de trabalhar com pessoas que eu tenho certeza que eu contribuí pra que ela crescesse profissionalmente, pra que ele crescesse profissionalmente.
Speaker 2:Isso não tem preço né Não tem. Essa é uma recompensa que você vai ter ali no seu dia a dia, que cara ninguém vai te dar, é sua e do seu trabalho. Então é um negócio que eu falo muito pros meninos que é cara já não é mais sobre o dinheiro E não é sobre nossa ganho muito Cara, dinheiro é importante, mas precisa sobreviver. A partir disso, cara não pode mais ser só sobre dinheiro, é sobre o propósito. Entendeu O que você quer levar pra frente E eu nunca ia dizer não, eu nunca ia precisar pedir um aumento, porque você sabe que uma hora a recompensa vai chegar.
Speaker 4:É isso. Então é muito sobre isso que eu acho que acaba sendo a transformação no ambiente que você tá. Isso é muito ligado inclusive ao trabalho que eu faço com o Instituto de Oportunidade Social.
Speaker 3:Conta pra gente um pouco mais sobre o IOS.
Speaker 4:O IOS é meu xodó.
Speaker 3:Pois é, conta o que foi pra gente.
Speaker 4:O IOS é um instituto que nós temos fundado há 27 anos E ele trabalha com o propósito de dar formação tecnológica e alocar no primeiro emprego jovens em vulnerabilidade de 16 a 29 anos. Então você pega aquelas pessoas que não têm condições de ingressar num curso e você coloca um conteúdo tecnológico importante pra um mercado né gente que tá super carente de especialistas.
Speaker 3:Sim extremamente.
Speaker 4:E esses jovens, quando eles vêm, eles são selecionados, eles são mega engajados, então assim é uma oportunidade deles. Transformarem a vida deles, deles, transformarem o entorno, a família deles. Então a gente treina esses jovens com uma série de soft skills, inclusive às vezes a gente dá reforço de matérias básicas português, matemática, porque é necessário se ingressar em um trabalho. A gente trabalha a alocação deles nas empresas, faz o acompanhamento, inclusive do desempenho por um tempo, e assim a coisa vai girando. A Tots é mantenedora principal, mas a gente tem Microsoft, zendesk, dell, grandes parceiros de mercado, e isso é uma coisa que eu faço com um carinho tremendo. Eu faço parte da diretoria, junto com outros executivos da TOTS, na administração desse instituto E é um prazer imenso porque a gente vê a transformação. É isso que ele falou, que não tem preço. Você vê a pessoa E eu tenho várias pessoas alocadas no meu time hoje que são extremamente importantes dentro do time, operando numa estrutura de desenvolvimento em agilidade que vieram de lá.
Speaker 4:Não é só eu que tenho, não Várias áreas tem e as pessoas contam né, E isso é como depoimento Mudou realmente a vida de muita gente.
Speaker 3:Muito legal. Pra quem quiser conhecer mais, o link vai estar na descrição, né iosorgbr Vai estar lá na descrição do episódio pra pessoal querer conhecer um pouco mais do Instituto. Sensacional. Mara, você passou por várias transformações digitais, várias mudanças digitais durante a sua carreira. Como é que você vê nas empresas principalmente, você participou de algumas por bastante tempo. como é que É a resistência a implementar novas tecnologias? Como é que os obstáculos que você sentiu? Porque mudança assim? todo mundo, ninguém gosta de mudança né. Vamos ser sinceros, toda vez que chega uma mudança você tem aquela coisa. Pô, eu já fazia assim, dava certo. E de repente você tem que mudar que é algo que tá funcionando pra algo que tá evoluindo faz parte né. Como é que foi isso pra você?
Speaker 4:ainda é né ainda tá sendo né. Isso é um negócio que nunca vai parar né isso é inevitável, a gente gravou um episódio há pouco tempo sobre computação quântica que é brand new?
Speaker 3:é brand new tava bugado fiquei no site do episódio.
Speaker 4:Meu Deus do céu, que difícil mas eu acho que vem mudando, por incrível que pareça, porque essas novas gerações que a gente tava comentando, elas são mais adaptáveis, elas já vêm com uma condição de flexibilidade diferente.
Speaker 4:Então, quando você pega empresas que a idade das pessoas já é da geração X, né É um pessoal mais de idade, mesmo mais alta, eu acho que essa resistência ainda é maior Porque mudar é difícil mesmo né Pra gente se muda alguma coisa dentro de um software que você tá acostumado a usar. Um app Muda um botão, você… Você fica perdido.
Speaker 3:ali Apple, eu odiei o novo foto.
Speaker 4:Eu adorei, cara Tá vendo a opinião Adore Eu odiei o novo Photos.
Speaker 3:Eu adorei cara, Eu adorei Apple.
Speaker 4:Essa é a geração QY É Olha lá. Então assim ele odiou.
Speaker 3:Você imagina, mas assim ó.
Speaker 4:Alguns pontos que eu acho que é legal citar. Né Sempre tem resistência nas empresas de adoção de novas tecnologias, por receio mesmo Receio de pô, eu tô acostumada a fazer isso daqui uma nova tecnologia vai tirar a minha dependência, a necessidade do meu trabalho. Com relação a isso, então, a gente enfrenta ainda hoje menos, menos, porque as pessoas estão mais aguçadas pra inovação por conta de tudo que a mídia agora pulveriza, principalmente de ir no mercado. Mas existe essa resistência de querer assumir uma coisa que pode tirar a dependência da sua atuação. Existe a questão da tecnologia ser nova mesmo né, e das pessoas tatearem e não saberem muito bem como lidar com isso.
Speaker 1:Isso atrapalhar a produtividade dela.
Speaker 4:Também tem essa parte que é real, isso acontece. E tem essa parte que é real isso acontece. E tem essa questão de você ter ser muito bom, você ter pessoas novas dentro do time pra poder fomentar essa troca.
Speaker 3:Eu ia até chegar nessa parte. Como é que? que estratégia você acha que é importante pra tentar engajar os colaboradores nessas mudanças, daqui que eu vejo que qualquer mudança, vamos pegar por exemplo a mudança de RP. Cara, se chega pra alguém falar mudança de RP é um pesadelo de qualquer CIO. Normalmente a gente tava conversando com um aqui ontem que ele tava nossa, tava fazendo uma virada meu Deus, tem daqui 3 vezes tava pensando uma virada do RP dele tem 2 anos de planejamento inclusive ele tá indo pra Totos, é o pessoal é o pessoal da Lorenzetti quando eu ia mandar um abraço pra ele aqui daquele go live deles há pouco tempo.
Speaker 3:Ele tá muito tranquilo, assim descrito, certo, mas pô planejamento e assim sempre é complicado. Né então mudança não é simples.
Speaker 1:É cirúrgico, é uma cirurgia.
Speaker 2:O cara se prepara pra cirurgia, pré-cirúrgico vai lá um RP, um botão, outro RP, O RP é você tá mexendo no coração do negócio, né, você tá mexendo com todo mundo.
Speaker 4:Gente, é assim. O nervoso de CIOs é a troca de tecnologia, inclusive tecnologia de base. Assim é um negócio que mexe com as entranhas, as engrenagens da empresa. Isso é bem complicado. Mudança de versão de RP gente, por incrível que pareça eu faço uma por ano, porque lá a gente implementa primeiro dentro da TOTOS as versões que a gente libera no mercado. Eu faço toda a parte porque a operação da TOTOS é uma operação complexa. Então assim a gente faz a troca, testa e depois disso vai ao mercado.
Speaker 3:Então eu faço, faz parte das minhas atividades fazer Sensacional.
Speaker 4:Então a gente já teve que achar uma forma de acomodar.
Speaker 1:isso É a rotina dela, só que agora é conversão beta.
Speaker 4:Entendeu, entendeu, então, mas assim como que a gente faz para quebrar as resistências. Eu me recordo muito bem quando a gente implement pra quebrar as resistências. Né Eu me recordo muito bem quando a gente implementou colaboração dentro das empresas, né As pessoas. Elas tinham o hábito de trabalhar com softwares que eram todos locais, organizar suas pastinhas né, e ter tudo ali, o arquivo no seu computador e tudo mais. E como que você fala que agora está tudo na nuvem, você não precisa organizar em pasta, você faz um search e você encontra e a pessoa buga né. Bom, primeiro, eu acho que é um para mitigar essa mudança que muitas vezes é bem drástica. Eu dei um exemplo aqui, mas tem outros exemplos bem, mais complicados.
Speaker 4:Eu acho que a comunicação é fundamental E assim, quando a mudança é muito profunda, é bem importante você ter uma figura de liderança importante, envolvida gente. Então eu já tive situações em que eu precisei que o CEO fosse lá na TV conversar com todo mundo. Isso aqui não é uma mudança de tecnologia, é uma mudança de cultura. A tecnologia é a forma como a gente vai adaptar a nossa cultura. É o meio. Então, assim muitas vezes você precisa do engajamento do top pra que as pessoas embaixo, pra que a liderança se engaje.
Speaker 4:E a liderança engajada, aí ela faz a coisa descer. Então a coisa tem que vir de cima pra baixo. Eu acho que pra mudanças mais drásticas essa é uma receita que eu já passei por ela e já vi que deu. Certo, eu também já fiz mudanças drásticas sem esse envolvimento e deu bem errado tive que fazer fallback de uma coisa que custou caro, porque o fallback nunca é legal e você gera um estresse bastante importante na operação. Então assim eu já vi a forma que deu certo e a que deu errado primeiro.
Speaker 4:Então eu posso dizer assim por experiência, que isso é algo que funciona. Me diga, tem que vir de top-down. Fora isso tem toda a questão do letramento que você tem que dar. Às vezes a tecnologia traz conceitos novos, então você tem que ter uma série de ações pra você pulverizar esse conhecimento em todas as camadas. Tem que garantir que as pessoas frequentem, porque também não vai e depois não sabe fazer e põe a culpa no software, mas de fato não houve engajamento. Então tem todo um change management que a gente precisa fazer, que passa por comunicação e passa por engajamento, que eu acho que é fundamental pra essa mudança de tecnologia. A área de TI tem um papel fundamental nisso, porque ela acaba sendo o centro de referência. Com certeza, quando você não sabe o que fazer, o que você faz, você vai lá e pergunta para quem é uma referência. Então a gente tem que garantir que assim.
Speaker 3:Vamos lá para o TikTok Exato, é o certo a ser feito Hoje. Nós falamos sobre isso aqui.
Speaker 1:Anteriormente, quando você precisava, por exemplo, de uma opinião matemática, eles chamavam aqui agora o matemático Oswald de Souza que entende do assunto vai dar a opinião dele. Hoje em dia não qualquer um dá a opinião e a opinião ela simplesmente viraliza Em vida verdade sem ninguém contestar né Sem ninguém.
Speaker 3:Isso é bem ruim. Né gente É bem complicado. Hoje em dia a situação é difícil.
Speaker 1:Essa metodologia. isso vale dar um destaque nisso aqui, porque isso que você narrou realmente acontece. Às vezes você recebeu da liderança da empresa uma missão e você sozinha pega aquela missão e vai propagar essa missão, bate no peito, você encontra vários outros líderes que se amotinam contra você e a coisa simplesmente não vai. Você tem que ter um sponsor ali tem um negócio só galera.
Speaker 3:Esse aqui é decisão de negócio é assim, a gente vai seguir, todo mundo vai remar pra lá, exatamente.
Speaker 4:E a parceria é fundamental né gente Ninguém faz nada sozinho E eu acho que esse é um dos pontos bem importantes, que assim, quando a tecnologia faz o que você falou, bate no peito, fala eu vou lá fazer, cara não rola, não vai. Vou dar o exemplo aqui quando a gente implantou colaboração dentro da empresa, na empresa que eu implantei anteriormente, deu muito errado porque eu fui sozinha como tecnologia, vou lá e vou implantar, porque eu sou a pessoa que faz a gestão do contrato, eu contrato, eu vou lá, eu instalo, cara não foi, não foi legal.
Speaker 4:E quem fez não ir, por incrível que pareça, foi a camada de secretárias. Eu acredito Não é complicado isso, por incrível que pareça. Agora, na segunda tentativa que foi um sucesso, foi parceria com RH, parceria com a área de marketing teve um engajamento de cima pra baixo teve uma construção, o negócio gente foi um sucesso. Virou case de mercado.
Speaker 1:Então é assim quando a gente vai sozinho, eu tenho uma experiência muito boa pra contar sobre isso, que assim eu fui pra fazer, enfim, desenvolver uma atividade como diretor, e assim só resistência, pei, pei, pei, pei, pei. Tentei de jeito A, não deu, de jeito B, não deu, de jeito C, não deu, e vamos conduzindo aí. Depois o CEO chegou lá e falou assim gente, eu quero desse jeito. E simplesmente veio pra ele. Ele falou pra mim viu, como é fácil, é só chegar e pedir É uma diferença, de cranchar Exatamente.
Speaker 1:Eu sei que é fácil, inclusive, eu tentei isso. E por que você não fez, então não é simples assim. As pessoas começam a remar contra Tod. e por que você não fez, então não é simples assim. as pessoas começam a remar contra toda vez que você tira elas da zona de conforto elas remam contra.
Speaker 4:É a resistência a novas tecnologias. Natural, né. E o que tem de legal é que quando você engaja e destaca os benefícios, a gente só tem benefícios, a gente não quer colocar uma nova tecnologia. Ninguém quer complicar a vida de ninguém, né, cara Eu tô aqui colocando uma nova tecnologia, porque eu tô achando que a nossa vida tá muito tranquila. Eu quero causar uns problemas E também tô querendo tirar produtividade. Vocês estão muito produtivos.
Speaker 3:Ninguém vai fazer um negócio desse.
Speaker 2:Não tem lógica né cara, mas é importante a comunicação É O porquê o, como é lógico, tem que ser top down, mas durante a mudança o cara tem que entender o porquê da mudança. isso é muito importante, porque não é uma mudança só porque a gente não tá fazendo isso só pra gastar um tempo e um dinheiro.
Speaker 1:Tem um porquê, explica o porquê e pede ajuda pra gente chegar no resultado. Não é só o porquê, é o porquê e a forcinha pra empurrar o porquê?
Speaker 2:Porque?
Speaker 1:só saber o porquê não é suficiente.
Speaker 2:não Tem que ter o porquê dela. Não é porque o senhor pediu e aí a gente vai conseguir fazer isso.
Speaker 3:Agora vamos falar um pouco de cultura organizacional. Olha, o trava-língua Pô a TOTOS comprou uma empresa, pra caramba deu correda sai, compra uma, compra outra. Como é que é tentar manter inovação e cultura organizacional dentro da empresa, tradição e cultura, e passar isso? porque eu penso no mundo da totes, toda hora pô comprou essa, comprou aquela e tem aquela coisa de culturas e culturas, né. Como é que você vê isso no seu dia a dia? A pergunta é de um milhão né A gente não tem receita. Não mas é sua experiência, porque receitas?
Speaker 4:tiveram. O que eu posso falar é a experiência que vem dando certo. Quando eu cheguei na Tots quase 10 anos atrás, eu recebi um backlog de incorporação de empresas.
Speaker 3:Eu imagino porque é muitas.
Speaker 4:Para fazer porque a Tots vem crescendo através de aquisição. Há bastante tempo.
Speaker 4:E eu tinha uma lista de backlog, de verdade, de empresas que eu tava atrasada pra incorporar. Né, e a gente é isso falando do ponto de vista de processos, de sistemas, e tem a questão cultural também E a gente veio fazendo isso ao longo dos anos, a gente acabou criando uma esteira pra isso. Então, hoje em dia a gente tem uma estrutura que roda e que a gente compra uma empresa e ela já tem data para ser incorporada, ela já tem um modelo. Na verdade a gente acaba fazendo parte até do due diligence da empresa mesmo porque a gente antecipa Caso dê certo o deal, a gente antecipa.
Speaker 1:O framework já está ali organizadinho.
Speaker 4:É um framework que olha do ponto de vista de tecnologia, olha contratos, olha infraestrutura olha sistema, olha segurança, olha dispositivos, olha soluções, olha tudo é a parte de comunicação.
Speaker 1:Adivinha qual R&P vocês vão usar e tem a questão de você.
Speaker 4:quando a gente vem, então lapidando muito bem esse processo e trabalhando a parte da cultura mesmo das pessoas, então como é que você faz pra você trazer as pessoas, pra elas não acharem que elas serão dispensadas ou simplesmente descartadas, mas pra elas fazerem parte de uma cultura que tem um crescimento muito bacana pra entregar, com várias oportunidades. Então tem várias frentes a frente de RH que entra, a frente de back-office, que entra, a frente de TI, que entra a engenharia corporativa entra também. Então tem todo um aparato para poder fazer isso que ele falou, que é importantíssimo comunicar, e as pessoas se sentirem parte daquilo, né E não a parte daquilo, porque é isso que gera o problema.
Speaker 4:Agora não é flores, não são flores, Não é flores imagino Claro que a gente tem diferença de cultura, tem diferença muitas vezes de localidade né Distância. Tem questões de conflitos de modelo de atuação. Tem como né Tem muita preocupação da gente comprar e garantir o atendimento dos clientes daquela empresa, não causar nenhum dano. A gente quer que o negócio prospere e a gente quer capturar oportunidades com o que a gente trouxe E não, obviamente, esmagar e prejudicar clientes. Não é esse de hipótese alguma o objetivo. Então, com isso a gente tem todo um cuidado pra tomar conta disso.
Speaker 3:Tem uma lenda urbana no mercado que diz que o cara falou ah, o TOTS vai comprar a empresa TOTS, em latinha é todos né. Então, assim, qual empresa? Aí ele respondeu TOTS. Entendeu, é a lenda urbana do Codemir.
Speaker 2:É só lenda urbana.
Speaker 3:Nem conhecia eu tava falando do RP Summit um ano desse.
Speaker 2:O cara falou aí o cara me explicou o que era todos em latinha.
Speaker 3:Boa é, o colega, faz todo sentido.
Speaker 1:Me pegou ali no RP Summit um ano desse claro, vocês são frente em tecnologia, trazendo coisas, e como é que vocês escolhem tecnologias, que vocês estão adotando O que você traz para a mesa?
Speaker 3:O que você vê de nova tendência agora Inteligência artificial, etc. Como é que está isso aí? Como é que é isso?
Speaker 1:Porque as coisas estão mudando. Vai vir coisa para a mesa. Tem coisas que você tá observando que Como é que é essa dinâmica lá?
Speaker 4:Gente, a inteligência artificial ela chega com uma força violenta, né A gente não participa de evento absolutamente nenhum hoje que o tema central não é o tema inteligência artificial.
Speaker 1:É inevitável.
Speaker 3:Tem certeza que todo mundo aqui tem a mesma sensação. Você vai pedir um hot dog. tem IA no meu hot dog Tem IA. com IA ou sem IA É exato?
Speaker 4:A gente tem um ponto lá de observação que é bastante reforçado, que não é a tecnologia pela tecnologia Não é falar que a gente está usando IA porque é moda usar IA, não é isso, mas é usar a tecnologia para potencializar o que a gente tem de objetivo e estratégia nos nossos produtos. A gente tem o objetivo de fornecer o melhor produto para o nosso cliente, fazer com que as empresas cresçam, e esse é um dos pilares da nossa cultura inclusive, e para isso a gente usa o que tem de melhor em tecnologia. Nesse momento. Agora é IA, mas a gente já passou por várias outras fases a claudificação, por exemplo, a sastização dos produtos, que os produtos passam de on-prem para SaaS.
Speaker 4:A gente tem os dois modelos, isso A conexão entre os produtos para que a gente atenda um escopo muito maior nos nossos clientes. E é muito bom. Eu, como cliente, digo para você que o que eu mais gostaria é de ter menos produtos e que eu tivesse parceiros que me atendam no maior escopo possível, porque me dá menos trabalho de gestão desses parceiros gestão de contrato e conexão de tecnologias diferentes é um negócio que dá muito trabalho para a gente.
Speaker 4:Então, o que a gente quer, a gente quer aumentar a nossa penetração, ser mais relevante dentro dos clientes e para isso a gente usa a tecnologia que está disponível. Agora tem IA que vai potencializar isso, então a gente vai sim olhar onde que é melhor aplicar essa tecnologia, para que a gente vai sim olhar onde que é melhor aplicada essa tecnologia para que a gente possa chegar nesse objetivo. Então tem essa máxima da gente ter casos de uso para a tecnologia e não só usar a tecnologia pela tecnologia.
Speaker 1:E aí você tem claramente um envolvimento profundo com o que é o business Tem que ter. Então você entende qual é o business, para onde está indo, o que ele precisa, e tecnologia é ferramental. Né Exatamente Ao mesmo tempo que vocês têm fim como tecnologia segue sendo meio também para vocês irem mais longe, exatamente.
Speaker 4:E aí tem N cuidados que você tem que tomar. né Porque assim, da mesma forma que se proliferam várias oportunidades, prolifera riscos, certo, plorifera situações em que você pode não prever, isso pode te trazer problemas que você acabou sendo potencializado lá na ponta. Então a questão de segurança é sempre um tema que está na mesa com a gente. com essa questão da expansão do uso de várias tecnologias, porque não é uma surgem várias E obviamente que a gente testa, a gente tem um acesso muito fácil a todas essas tecnologias que chegam Com um clique, você baixa e usa aonde você quiser.
Speaker 4:Coloca a sua foto, a sua foto vai parar não sei aonde você coloca os teus dados, essa foto e esse dado treina algum LLM que tá aí em algum lugar do planeta. Então assim, tudo isso, quando você fala de dados corporativos, é um baita desafio. Por quê A gente obviamente não quer tolir o teste e a avaliação das ferramentas e a avaliação do benefício que aquilo pode trazer. Não tem que tolir, mas por outro lado você tem que cuidar para o negócio não pulverizar o risco na sua estrutura.
Speaker 1:Eu faço analogia com a educação de criança, porque assim você pode assumir uma postura proibitiva, mas também você pode assumir uma postura proibitiva, mas também você pode assumir uma postura de monitoramento. Então vou proibir acesso, vou proibir de ver, de mexer, de aprender. Não, você não tem como. Então você começa a monitorar, você começa a observar.
Speaker 4:Não, é aí você fica assim com o seu filho, lá nos family links da vida, né O software de Quanto que você deixa porque ele precisa, né De se desenvolver E o quanto você tem que calibrar pra ele não ficar viciado. Você tem que estar sempre ajeitando, ajustando, entendeu E mudar o humor, inclusive, né Porque essa postura de vício altera o humor. Então, assim, esse equilíbrio que existe na adoção da tecnologia na vida nossa, né quantos casais gente hoje não brigam, não se estressam e muitas vezes se separam por questões de uso de tecnologia excessiva?
Speaker 3:Sim, com certeza Nesse converso né Entendeu.
Speaker 4:Ou quantas pessoas que eu não conheço que se falam por mensagem dentro de casa. Então isso, mas é o dia a dia. Então isso, mas é, é o dia a dia. Então isso, o cuidado que a gente tem Que ter com a nossa vida, são coisas muito semelhantes Dentro de uma corporação, com o nível de risco que a gente pode Colocar pra dentro. Então como você equilibra Isso? eu não posso Ignorar, mas eu também não posso Abrir a bel prazer.
Speaker 1:Isso é uma coisa bacana até de te provocar para falar um pouco mais sobre o humano, porque assim legal, temos inteligência artificial, temos tanta solução tecnológica para tanta coisa. Mas eu te vejo na tua narrativa de toda a tua história de carreira é sempre muito humano, é muita relação entre pessoas, é comunicação. E isso a gente vê, até pra quem cai no mercado falou assim falta soft skill. Né A gente encontra tanto profissional que não consegue se comunicar bem. A comunicação é uma coisa muito básica e importante pra quem tá em tecnologia.
Speaker 4:Né Eu acho que a comunicação, ela é importante. Eu vou dizer pra você em tudo sabe Você sabe que hoje, às vezes eu participo de algumas discussões, né Falando sobre liderança e tal, e o pessoal me pergunta assim ah, que soft skill que você acha que é? Eu acho que o soft skill necessário pra qualquer profissão gente é capacidade de comunicação e relacionamento. Isso é o que eu falo. Se você não tiver esses dois atributos, até mesmo o hard skill que você tem, que pode ser?
Speaker 1:assim exímio, cara você não consegue, você não consegue passar. Não vão trocar você por um cara que consegue conversar.
Speaker 3:No mínimo.
Speaker 4:Ou consegue se relacionar cara?
Speaker 3:Porque adianta? um cara que não consegue conversar não adianta.
Speaker 4:E assim a comunicação não é eu falar e você ouvir, né É você conseguir ouvir, é você ter leitura de ambiente, é você saber estruturar pro público o que você tá passando. A informação, que tipo de informação que não faz sentido você colocar porque você vai causar um problema vai tirar o foco do negócio.
Speaker 4:Então assim tem toda uma estratégia na comunicação que é uma quando você tá com o seu time, é outra. Quando você tá com o board da empresa é outra. Quando você tá num conselho é outra. Quando você tá com um time de desenvolvimento é outra.
Speaker 3:Quando eu tô com um grupo de mulheres ela é muito diferente, essa capacidade você falou algo impressionante, porque eu falo isso pra muita gente a galera às vezes pô. Mas você fala diferente com esse, fala diferente com aquele quem me vê em vários ambientes. Óbvio, são situações diferentes, são grupos diferentes, pessoas diferentes. Tem que ser diferente de falar. Não tem como A comunicação tem que ser diferente né, e às vezes a galera não entende isso.
Speaker 1:Agora uma coisa muito única até da tua raiz lá, mara. cara, você teve contato lá no início com oficina mecânica. Né Papo com o mecânico, o cara pintando o carro o cara que chegou lá com Isso moldou muito Exato uma capacidade de comunicar com perfis completamente diferentes né.
Speaker 4:Bem diferente. E uma coisa que eu nem contei antes, inclusive de ficar no Uma capacidade de comunicar com perfis completamente diferentes. Né É bem diferente. E uma coisa que eu nem contei antes, inclusive de ficar no escritório da Oficina Mecânica. Gente, eu fazia venda de catálogo, sabe, venda de produtos de catálogo. Sim a Avon.
Speaker 3:A.
Speaker 4:Avon, christian Grey, daya Tapoer. Muita gente que está ouvindo a gente aqui não sabe nem do que eu estou falando.
Speaker 1:Eu já tive um business de venda para o catálogo. Eu produzia catálogos. Ah, você produzia, Não eu vendia.
Speaker 4:Depois eu montei uma rede de vendedoras aí eu passei a centralizar. Mas eu tinha Eu tinha 14 anos de idade. Olha só empreendendo. Eu não tinha dinheiro para comprar minhas coisinhas. Eu tinha que arranjar dinheiro em algum lugar, então era a forma. E você sabe que quando eu comecei a fazer essas vendazinhas de catálogo, uma coisa que eu percebi é que a empatia de você se aproximar de alguém para vender alguma coisa é um negócio difícil, sim, e até hoje eu me lembro de como que eu tinha vergonha de vender.
Speaker 4:Eu falava mas como é que eu chego nas pessoas e eu arranjava artimanhas pra fazer isso? sabe, deixava o catálogo assim aberto, de repente numa página com alguma coisa que eu sabia que a pessoa gostava, e aí de repente já tava uma rodinha ao meu redor e aí é venda que vai então assim. Tem umas coisas que passaram por várias situações diferentes mesmo, mas eu acho que eu herdei da minha mãe. Essa Não foi do meu pai japonês, certamente Não é um soft skill do meu pai, mas a minha mãe boa mineira né Ela Vai pelas beiradas.
Speaker 3:Eu sou goiano, eu conheço bem os mineiros. vai sempre dando jeito.
Speaker 4:Gente, a minha mãe ela fazia assim, ela virava a consolidadora das vizinhas. Né Então tem uma coisa assim que eu acho que eu peguei ali de aprendizado com ela. Né, sensacional.
Speaker 3:Mara assim. a geração Z tá chegando, milênios tá chegando. eu vi uma pesquisa que muito em breve a geração Z vai ocupar a principal fatia de mão de obra do mercado. Como é que você vê né essa nova geração, principalmente uma geração que hoje tá acostumada e é ansiosa, né Você ficou pô, construiu bastante tempo ali na carreira, você deu paciência, e eu vejo às vezes a geração hoje ainda, até Que é o, hoje o imediato muda por 100 reais aqui, 200 reais ali, e está sempre impaciente querer muito imediatismo. Como é que você vê isso Está impactando as estratégias da empresa? Como é que as empresas estão lidando com essa questão hoje? Porque eu acho que todas as empresas vão passar pela mesma situação né Vão porque estamos todos no mesmo momento da, história né Bom, eu acho que está impactando.
Speaker 4:Muda muita postura. Existe um imediatismo, sim, existe uma casca fina que a gente fala né Eles não aguentam muito, tranco. Então por muitas vezes quem pode né Ter esse tipo de reação né Decide mudar muito rápido.
Speaker 3:Lembrando que não é generalizado porque tem a galera que pô. Não vou passar por isso. Vamos deixar bem claro.
Speaker 4:Tem a galera da minha turma lá que também não pode passar por isso, e aí tem que seguir. Mas sim, existe um comportamento diferente. E existe um comportamento também. Eu tava outro dia vendo algumas reportagens sobre essa questão da geração Z, o quanto eles eles dão foco pra propósito. Eles tem uma questão de de dar um valor pra questões éticas. Toda essa questão de diversidade e inclusão é uma coisa que tá na pauta dessas pessoas. Gente, eu fico me pensando na idade deles na época a gente não pensava, nisso.
Speaker 4:Imagina se pensava em diversidade e inclusão. Gente, eu se passei por algum assédio eu tive, eu desprezei pra não precisar pensar as registrações, encarar o que podia vir de impacto se eu reclamasse de alguma coisa. Então, assim, no caso dos jovens de hoje, os tempos são diferentes, bem diferentes. Então o acesso à informação é muito rápido, o acesso a opiniões públicas é muito rápido, então eles se sentem empoderados, inclusive porque as redes sociais elas viram uma vitrine muito fácil. Eu sei que isso vem transformando a forma como a gente trabalha, porque esses times eles, quando entram dentro dos e eu acho excelente a gente mesclar, porque é aquela coisa da mesma forma que eles tem esse imediatismo eles também trazem uma capacidade de adaptação e uma visão muito diferente que complementa muito quem é da geração X por exemplo e que tá dentro de um time e gente, toda essa visão diferente, né que é a bandeira da diversidade, eu acho fenomenal, eu também, eu acho que ela colabora.
Speaker 4:E esse equilíbrio, essa questão híbrida, eu acho que ela traz benefícios muito mais do que falar. Eu vou ter que lidar com muita coisa diferente ao mesmo tempo. Isso vai me exigir energia. Eu acho que ela traz muito mais benefícios do que a questão das dificuldades que isso pode gerar. Agora, as empresas justamente porque esses jovens compõem um time de consumidores diferentes, eles compõem um time de divulgadores diferentes. Quando você pega os influencers aí, gente, a gente pega pessoas muito novas, extremamente milionárias e algumas bilionárias só passar o dia a dia falando, construindo conteúdo divulgar, fazer o marketing.
Speaker 4:Bilionárias. Só passar o dia a dia falando construir conteúdo. Divulgar fazer o marketing digital, vender um produto de uma forma diferenciada. Então isso traz concorrência pra empresas que muitas vezes gastam milhões com times pra desenvolvimento de um produto e não chegam no resultado numa performance.
Speaker 3:Sem querer citar nome, eu já tô lá em Goiás. Ela tá lá pertinho, então.
Speaker 2:Faz uma live e vende 100 milhões. É uma live? É uma live Como?
Speaker 4:que a empresa concorre com isso. Cara concorre não Traz pra dentro Traz pra cá. Vamos ver o que ela tá fazendo, que tá dando certo Traz pra cá. Então muda a forma, como você faz as estratégias dos produtos, como você pensa a comunicação dela, como você divulga, como você engaja as pessoas, se você coloca ou não alguém como vitrine do seu produto. Então assim eu acho que a geração nova e vai mudar mais ainda daqui a pouco sai a outra geração depois da Z Vai, vai chegar a alfa, beta, etc.
Speaker 4:São os que hoje estão com 10, que estão com 10, que estão com 14, daqui a pouco a nova geração.
Speaker 1:Já vai ter uma abordagem completamente diferente.
Speaker 2:Mais imediatista ainda, muito mais Daqui a um tempo. A gente está vendo a galera que está crescendo com IA.
Speaker 1:Vou contar esse fim de semana Minha filha de 7 anos. eu apresentei para ela o chat GPT. Aí ela depois falou pai, posso falar com a moça do celular, pode? Aí ela depois falou pai, posso falar com a moça do celular? Nossa, olha só Pode. Aí eu abri pra ela o GPT e liguei a câmera. O GPT já reconheceu que era ela e falou oi, nina, tudo bom Ela, oi, tudo bom. O GPT falou assim, vamos brincar. E começou a puxar com ela uma brincadeira. Eu falei gente, é.
Speaker 3:Tá vendo, Imagina, isso Vai cada vez mais evoluir cara.
Speaker 1:Pra ela é a mesma experiência de estar fazendo uma videochamada com alguém. Com certeza. E é uma máquina E pra gente assim pra gente aquilo é surreal, pra ela vai ser a coisa mais natural do mundo, É super natural.
Speaker 4:Não sei se vocês viram a reportagem recente das pessoas que estão se casando com robô né É loucura É loucura. É loucura, Loucura pra caramba gente isso daí agora tá sendo divulgado, mas já acontece há um tempo razoável.
Speaker 4:Olha como vai mudando gente, muda muita coisa é muita coisa então eu acho que essa transformação, ela não gente, eu não acho que ela vai acelerar, não, tem como e a gente é o seguinte a gente tem que se adaptar, trazer pra perto, ver o que a gente traz de benefício pra dentro do negócio, pra dentro dos times, fazer essa mistura e aí ver como que a gente vai construindo juntos entendeu, querendo ou não os nossos clientes, os usuários, o mundo é diverso, né cara.
Speaker 3:E assim eu vi muita empresa, até empresa gringa, empresa gigante, falando ah, parei, eu vim envolvendo muito com o pessoal de RH, alguns eventos. A nossa empresa não vai contratar uma geração Z por causa disso, disso, daquilo. Eu falei ok, mas vem cá seu produto, você produz também pra geração Z, você acha que não é seu consumidor. E aí você não vai contratar, você vai. Qual visão que essa empresa vai ter?
Speaker 2:Fiquei Vocês vão trabalhar por quanto tempo Exato? Vai chegar o momento que vocês vão fechar as portas.
Speaker 3:E o pior, eu tô falando de coisas grandes, cara que eu vi dando depoimento desse. Eu fiquei meio assustado, assim Falei gente. Eu acho que essa galera tá vivendo num mundo que eu não tô porque é inevitável né.
Speaker 4:E quando você fala da diversidade, que tá tão em voga agora a gente trabalha com algumas cadeiras.
Speaker 3:Fala pra gente. Como é que funciona, como é que está essa questão, O pilar de diversidade.
Speaker 4:a gente tem cinco cadeiras hoje. A cadeira de gênero, que eu sou embaixadora.
Speaker 3:Sensacional, Inclusive. depois. a próxima pergunta é sobre isso.
Speaker 4:Vamos lá A cadeira pessoas com deficiência LGBTQ. A cadeira pessoas com deficiência LGBTQI e APN+, raça e cor. E agora a última cadeira que a gente adicionou, que é o Mais 50. Ok, e eu?
Speaker 3:acho Cheio de programador de comola. Eu não podia deixar de falar.
Speaker 4:A experiência que a gente traz com essas pessoas é muito bacana. É muito bacana. Então eu tenho no meu time várias pessoas, mais 50. Eu adoro Prazer de trabalhar com eles, porque assim é um outro tipo de comportamento, sabe E é muito bacana quando junta com os demais é nossa Entre aspas.
Speaker 3:farra bruta ali todo mundo.
Speaker 4:E aí o que a gente quer com isso? né, e aí o que a gente quer com isso? Dar várias visões diferentes para que a gente possa com isso construir uma coisa mais abrangente que atenda um público mais amplo. Estratégia correntista, então eu acho que é o grande motivador e o grande propósito da gente trabalhar e cada vez mais impulsionar essa questão da diversidade. Com certeza, e as pessoas se sentem bem trabalhando num ambiente assim. Essa é uma outra característica da geração Z, né Eles dão valor pra isso. Isso pra eles gera um respeito com relação ao local por onde eles estão trabalhando e isso naturalmente gera engajamento. Então isso também gera um movimento positivo.
Speaker 1:Né, é bem bacana isso E existe uma função real pra essa diversidade porque, por exemplo, você citou 50 a mais. Um cara com menos de 40, ele não vai perceber o quão pequena tá a letrinha naquele sistema. É um exemplo prático. Um cara de 40, ele já não enxerga mais, ele já não consegue mais ler aquilo. E aí você tá vendendo um RP que pô O não enxerga, mas já não consegue mais ler aquilo. E aí você tá vendendo um RP que Não é deu. Um exemplo prático ali Não vai, o cara tem dificuldade de usar. Entendeu, é deu um exemplo prático, é, mas dia a dia né.
Speaker 1:Mas é fato entendeu.
Speaker 3:Todo produto vai ter uma questão dessa.
Speaker 2:Se me dando opinião não tá te dando nada Mara falando da sua cadeira.
Speaker 3:Né Você veio de uma geração onde já tinha pouquíssimas mulheres, quase nenhuma. Né Hoje você tem visto muita gente, muitos movimentos, mcio, que vê que você participa, muitos movimentos, muita gente tentando engajar, mas ainda a gente ainda não vê a quantidade que deveria ser proporcional na sociedade, na área de tecnologia principalmente, o que você pode falar um pouco pra gente dessa questão E qual a dica que você dá pra muitas mulheres que às vezes ainda tem o receio de entrar pra área de tecnologia, pra vir pra essa área, que tem medo, alguma coisa nesse sentido.
Speaker 4:É, eu acho que eu tenho uma visão positiva. Né, eu quero sempre acreditar que a gente tá melhorando, e talvez é porque na minha vez não, mas melhorou bastante, não tem dúvida, na minha vez, agora, no momento em que eu estou vivendo, eu participo, eu sinto muita movimentação nesse assunto.
Speaker 4:Então, sim, estamos longe da equiparação e tem até uma estimativa de tempo pra que a gente, se a gente tirasse uma foto hoje, aonde que nós estaríamos, nós levaríamos aí. Acho que, se não me engano, são 115 anos Pra poder equiparar as situações. Isso se não mudasse nada, se ficasse na mesma velocidade sem acelerar entendi? Que é uma coisa que não?
Speaker 2:acontece justamente pelos movimentos que a gente colocou aqui.
Speaker 4:Então eu acho que tem bastante ainda pra ser feito né, Mas eu sinto um movimento muito grande gente, porque eu sou, eu tô no meio dele né, então eu vejo o burburinho. As mulheres CIO, por exemplo, né O grupo das mulheres CIO, que hoje agora é uma organização, ela é uma rede de apoio muito importante. A gente ali mentora, por exemplo, mulheres em transição de carreira Fora N outras linhas ali de serviço que a gente presta. Mas não é só isso. As empresas eu tenho ouvido mais empresas e eu posso falar inclusive da nossa, da minha, que é um trabalho intencional na contratação de mulheres, no aumento de mulheres em cargos de gestão. Um banco de talentos, elas na TOTUS, que é um banco de dados de mulheres pra facilitar o que. A busca de profissionais de tecnologia mulheres. Quando a área de seleção tem ali um pool pra trabalhar, elas vão direto ali. Nós não temos meta ainda de contratação, mas é um próximo passo que eu acho que é uma evolução importante. O que pode melhorar ainda?
Speaker 4:Pô a gente pode colocar meta nessa intenção né, que já é um passo a mais pra você buscar isso, mas assim já tem um trabalho o próprio trabalho da cadeira de gênero que eu faço ali com reuniões de mulheres do Brasil todo. Eu comecei esse trabalho na TI com, acho que nós éramos 18 mulheres. Hoje a gente tem um trabalho que abrange a empresa no Brasil e no mercado internacional com por volta de 400 mulheres. É muito bacana, isso E as empresas que a gente vai adquirindo vão engrossando esse caldo, o que também é muito bacana. E isso ajuda inclusive na integração das empresas que a gente recebe e isso aí é uma bandeira. As empresas, elas acabam enxergando isso com muitos bons olhos e a gente conecta trabalhos de mulheres das empresas com o trabalho de mulheres.
Speaker 4:Na TOTOS a gente faz isso com parceiros Google, com Dell, com Cisco. A gente faz isso com parceiros Google, com Dell, com Cisco. A gente faz isso com uma série de parceiros nossos, a gente faz isso com nossos clientes, a gente faz isso com as nossas franquias. Então assim eu vou vendo as redes se apoiarem Agora, nessa época do mês de março, que é o mês das mulheres, uma quantidade de convites pra contar história, pra dar o incentivo, e eu acho que isso é uma coisa que pode endereçar o que você falou Essas mulheres que acham que não têm condições, não me acham capaz, né Aquela situação de baixa estima de achar que não consegue. É assim o depoimento, as dificuldades das mulheres que conseguiram. Eu acho que assim é um bálsamo pra que uma pessoa que acha que não é capaz olhe pra si e fale se a pessoa ali conseguiu, não é possível que eu não vou conseguir torna palpável a minha história ela não é uma história fácil.
Speaker 4:Eu tenho situações bem difíceis na minha história e eu já tive situações história fácil. Eu tenho situações bem difíceis na minha história E eu já tive situações em que eu contei essa história em detalhes e depois eu recebi pessoas ali no final né do painel dizendo nossa, eu preciso conversar um pouco mais com você E assim, e a gente entrar no detalhe e você ver o quanto aquilo fez diferença. Isso é tão bom, sabe, quando você sai assim, poxa, eu gerei algum resultado importante para alguém mudar a postura. Isso é muito bacana. Então, esse é um movimento que a gente se incentiva muito, principalmente dentro das mulheres CIOs, mas eu participo de vários outros grupos. Women in Tech, enfim tem vários programas que se conectam né, vocês devem conhecer vários né, a Silvia tava aqui agora mesmo com a gente.
Speaker 4:Programaria enfim tem uma história de duas mulheres que eu acho fantástico. Não me recordo o nome delas agora, mas elas largaram as posições executivas delas e viajaram o mundo e geraram um livro com depoimento de como é o comportamento das mulheres no mundo, como são as mulheres na faixa de Gaza, como são as mulheres em Israel, como são as mulheres nos Estados Unidos, como são as mulheres na Alemanha, como são as mulheres na Índia. Gente é fantástico, fantástico. Então, assim é muito legal, porque a gente está aqui na nossa realidade, né Olhando a nossa cultura Agora, quando você vai para países que são bem machistas.
Speaker 3:É Gaza, África Saudita, o próprio Japão, né gente O.
Speaker 4:Japão não tem isso. Eu tenho um exemplo dentro de casa, né Eu cresci vendo a minha mãe colocando meia nos pés do meu pai, então do meu pai, então assim o Japão é um país que tem essa cultura, os países orientais vários deles. Então assim eu acho muito bacana. Eu acho que a divulgação, o trabalho que elas fazem de divulgar como isso funciona, incentiva a gente a saber o que está acontecendo e valorizar o que a gente tem aqui, com pouco crescimento que a gente tem, a gente fazia disso muito.
Speaker 1:Sensacional. Eu vejo assim vários elementos e assim eu não posso deixar de destacar uma coisa que eu acho essencial é que você está preparada, sempre, se preparando Essa fatia. Acho que essa coisa do estudar, do se preparar, que foi te abrindo portas e conduzindo, acho que é uma coisa pra gente ressaltar porque assim, no fim do dia, essas vagas, esses lugares que estão sendo abertos são pra talentos femininos, né pra dar espaço, não é só porque é mulher, é porque está preparada pro lugar. Esse é um incentivo pra elas se prepararem pra não deixarem de realmente buscar, estarem prontas porque as portas vão se abrir.
Speaker 4:Nossa isso é um ótimo ponto. Você sabe que eu Vou falar aqui. Acho que ele vai brigar comigo, mas eu sou casada com um CIO também. Então é muito engraçado porque Por várias vezes A gente acaba Sendo abordado No mercado com oportunidades Que estão aí espalhadas para todos os lados, e ele fala Eu até, ele fala não, mas eu até me interessei, mas eles querem uma mulher, eu até me interessei, mas eles querem uma mulher, e uma mulher que tem experiência e uma mulher que então assim, no final das contas, hoje a gente tem uma camada de oportunidade pra mulheres, gente preparadas, porque também esse é um ponto importantíssimo que você colocou.
Speaker 4:entendeu Assim? olha, não deixem de se preparar, porque conteúdo não falta, gente, oportunidades não faltam.
Speaker 3:Hoje em dia está mais fácil ainda, né Muito.
Speaker 4:O conteúdo está aí, gente, assim a gente está em outra realidade hoje. Então o conteúdo existe, existe uma série de entidades para apoiar, para existe uma série de entidades para apoiar, para elevar essas pessoas, seja no aspecto do conhecimento, do soft e do hard skill. Então assim olha, se preparem, porque tem fatia grossa de mercado. Pensando na diversidade, pensando nos soft skills que a mulher traz, na visão que ela traz, agora também não adianta você não ter a condição de tocar o negócio, porque acima de qualquer coisa a gente precisa dar o resultado para a empresa traz. Agora também não adianta você não ter a condição de tocar o negócio, porque acima de qualquer coisa a gente precisa dar o resultado pra empresa.
Speaker 2:Tem que ser entregue eu assisti uma entrevista.
Speaker 1:Eu gostaria de me lembrar o nome dela, não me lembro, mas ela falou justamente sobre nós. Não estamos à procura de mulheres, nós estamos à procura de talentos femininos. E ela fala exatamente sobre isso, porque as pessoas têm uma visão equivocada de não estamos contratando mulheres, estamos contratando etnias diversas Não são talentos de etnias diversas, talentos de gêneros né É diferente. Então se preparem.
Speaker 3:É diferente. Se preparem, gente, o papo tá bom pra caramba. Eu queria ficar aqui até amanhã conversando Mara, você é uma pessoa sensacional, um ser humano forte, um exemplo. Eu tenho certeza que esse podcast aqui, esse Podcafé eu agradeço já em nome de todos os ouvintes que com certeza vão engajar que é um exemplo pra ser seguido Vai inspirar muita gente. Obrigado pela sua generosidade, mas a gente chegou naquele momento, né, mr Anderson? Qual que é o momento?
Speaker 1:Sim, com pesar, estamos Muito pesar, em considerações finais, um oferecimento da CSPRO, da CSBPRO, agradecer eles pelo apoio e te entregar o microfone pra você falar o que você quiser Falar do IOS, deixa propaganda link fala do IOS. Fala do que quiser, fica à vontade, por favor.
Speaker 3:Pode falar pra aquela link pessoal, Fica à vontade.
Speaker 4:Gente. Primeiro eu queria agradecer muito. Eu acho que é uma oportunidade muito boa. Quando a gente fala, a gente se ouve, a gente vive situações importantes que ficam ali no fundinho do baú, né, e a gente não vive isso. Então é sempre muito gostoso falar da nossa história, da nossa experiência. Eu acho que principalmente também entender e sentir que isso pode fazer diferença pra alguém. Eu acho que é o principal ponto. Então acho a iniciativa de vocês muito bacana, super parabéns. Pode.
Speaker 4:Café Tech estará no Spotify do meu carro, certamente. Eu super agradeço e eu ressalto aqui a questão do iOS, que vocês vão colocar como um link. Quem quiser conhecer mais sejam muito bem-vindos. O IOS conta com oportunidades pra quem quiser contribuir, quem quiser fazer essa diferença na vida de jovens. É uma oportunidade encantadora que tem um valor sentimental muito grande e eu agradeço, no mês das mulheres, de poder estar falando aqui como uma mulher para várias mulheres que podem estar ouvindo. Se vocês quiserem me seguir, eu posto no LinkedIn com uma frequência importante, até por conta do papel ali de porta-voz da empresa. Então eu tenho ali um trabalho que eu faço junto com o marketing. Sempre tem uns conteúdos ali bastante relevantes de tecnologia, e às vezes não só de tecnologia mas de outros assuntos. E é isso e agradeço muito e espero voltar aqui pra receber uma outra caneca bonita como essa. Fazer uma coleção, com certeza.
Speaker 3:Mara, será um privilégio, uma honra nossa. vamos ver o microfone. A gente hoje só arranhou super. É, a gente tem lá pra falar. assim, se a gente deixasse até amanhã, cara ia virar o Flow Podcast aqui. agora mesmo A Helena tá batendo na gente ali, mas assim os microfones vão estar sempre abertos. A gente adora, é algo que a gente faz com muito carinho, algo que a gente faz com muito carinho, algo que a gente faz por hobby pra comunidade. E eu tenho certeza que hoje quem ouviu ou quem assistiu no YouTube, aí esse podcast, você impactou vidas de muita gente, muito obrigado Mara, muito obrigada a vocês, obrigada mesmo.
Speaker 4:Quero café, quero café.