
PODCAFÉ TECH
Aqui você encontrará um bate-papo informal entre profissionais de TI e convidados das mais diversas áreas tratando temas quentes com muito bom humor. Se você é apreciador (ou não) de um belo cafezinho, com certeza vai curtir esse bate papo. Uma forma descontraída e agradável de se informar e manter-se atualizado com as principais questões da gestão de tecnologia. Nossos hosts Gomes, Mr. Anderson e Dyogo Junqueira nos conduzem através deste podcast, sentados em torno desta mesa virtual, tentando reproduzir o prazer daquela conversa inteligente acompanhada pelo cafezinho da tarde, vez ou outra deslizando para uma mesa de bar, afinal ninguém é de ferro. Feito pra te acompanhar na estrada, no metrô na academia ou onde mais quiser nos levar, colocamos o “Pod” no seu café! Pode desfrutar, pois foi feito pra você!
PodCafé Tech
PODCAFÉ TECH
Alexandre Ricoy: Como mudar a cultura da empresa com liderança
PODCAFÉ TECH | Com Alexandre Ricoy
Neste episódio do PodCafé Tech, recebemos Alexandre Ricoy, CIO com ampla experiência em transformação digital, inovação e liderança em setores como saúde, educação, publicidade e tecnologia. Uma conversa inspiradora sobre os desafios da inovação e os caminhos para uma TI estratégica e moderna.
Abordamos temas como a trajetória de Ricoy até a liderança em TI, os desafios enfrentados por empresas ao migrarem de uma TI tradicional para modelos mais inovadores, e como promover mudanças culturais em organizações resistentes à inovação. Conversamos também sobre a importância de permitir erros no processo criativo, as diferenças entre startups e empresas tradicionais, o papel da tecnologia na geração de receita e as certificações mais relevantes para quem deseja crescer na área de TI.
💡 "Inovar não é só sobre tecnologia – é sobre mudar a mentalidade das pessoas." – Alexandre Ricoy
🎙 Hosts: Dyogo Junqueira, Anderson Fonseca e Guilherme Gomes
🎧 Produção: PodCafé Tech
🚀 Oferecimento: ACS Pro e ACCyber Pro
Livro - Criativos, Inovadores... e Vencedores!
https://www.amazon.com.br/Criativos-Inovadores-Vencedores-Mauricio-Sita/dp/8594550553/ref=asc_df_8594550553/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=709883381749&hvpos=&hvnetw=g&hvrand=2861263560412664739&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=9100411&hvtargid=pla-1025617727701&psc=1&mcid=12e19d037e8236af868facb9ee4a0d01&gad_source=1
🔗 Conecte-se com Alexandre Ricoy no LinkedIn:
https://www.linkedin.com/in/falsarella/
PodCafé Tech é um podcast onde Mr Anderson, Guilherme Gomes e Dyogo Junqueira, recebem convidados para falar de uma forma descontraída sobre Tecnologia, Segurança e muito mais.
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MÚSICA. Muito bem, muito bem, muito bem. Estamos começando mais um Podcafé, tech Podcast, tecnologia e cafeína. Meu nome é Anderson Fonseca, o Mr Anderson, e não existe tentar só fazer Frase de dioda.
Speaker 2:Aqui é Guilherme Gomes de Morrinhos, porque agora eu vou defender a bandeira do interior de Goiás. Bora pro podcast Sensacional, diogo Junqueira. Dioda né, o CEO da ACS Pro e da AC Cyber Pro E co-host aqui com meus colegas. Saudade, sexta temporada do Podcafé Tech E temos hoje um convidado especial. Vou deixar ele mesmo se apresentar.
Speaker 3:Fala aí, galera Alexandre Ricói, eu sou de Campinas. Apresentar. Fala aí, galera Alexandre Ricói, eu sou de Campinas, não torço pra nenhum dos dois times da cidade. Meu esporte é automobilismo. Ah, sensação, automobilismo cara, muito bom.
Speaker 2:Nossa e ele contou umas bastidoras. Agora a gente vai perguntar mas antes cara temos que explicar pro nosso pessoal. Estamos aqui na sexta temporada. Mister Andres, que história é essa cara? Era pó de café da TI, agora é pó de café tech. Conta pra gente? Ah?
Speaker 1:você que tá aqui assistindo esse episódio, você tá se perguntando duas coisas. Primeiro, por que o Diogo tá tão curvado pra frente? Não sei Boa pergunta, é, eu também não sei, é boa pergunta. E segundo, o que houve Mudaram de nome, não apenas de nome. Na verdade, já não cabia mais dentro de pó de café da TI tudo o que a gente está fazendo. Esse negócio não para de crescer, os assuntos não param de explorar cada vez mais os confins da tecnologia. Por isso saímos do apenas gestão de TI para falar de todo o tech. Então agora para frente, pó de café tech, não apenas com essa novidade, mas muitas outras novidades, começando pelas redes sociais. Você pode seguir lá, arroba Pode Café Tech, você pode. Enfim, você vai ver a lojinha do Pode Café.
Speaker 2:Comprei.
Speaker 1:Há cinco anos.
Speaker 2:Comprei Genial o endereço Podecafétech. Podecafétech nosso website Sensacional Tech com H. no final né cara.
Speaker 1:Tech, de tech. Então assim, você ouvinte está perturbando a gente. Já faz cinco anos querendo comprar camiseta querendo comprar uma caneca dessa. Quantas canecas e camisetas a gente mandou de graça. A gente mandou assim uma muita coisa. Isso não vai mais acontecer. Centenas.
Speaker 2:Acabou essa farra.
Speaker 1:Quem ganhou, quem ganhou ganhou, quem não ganhou, o nego não acredita. Mas assim um dia a gente mostra as provas. Até ano passado o pessoal mandava pra gente pedindo e a gente mandava sabe, o cara se dava o trabalho de mandar um e-mail e pedir, a gente mandava pra casa do cara. A gente fazia isso até ano passado. Acabou essa moleza. Agora você vai ter que comprar comprar.
Speaker 2:Não, a gente vai continuar ajudando vocês. Quando vocês mandarem o e-mail, a gente manda o link da loja. Ah, vocês têm um cupom, o cupom, o cupom, a gente vai mandar, o cupom, a gente vai mandar. Vamos lá. Desconto de ouvinte. É desconto de ouvinte. Vai ter, vai ter, vai rolar, mas vamos lá, vamos começar com o nosso convidado.
Speaker 2:Ricói Encore além de ser de Campinas, gostar de automobilismo. Como é que você veio parar na área de tecnologia? cara, era tipo assim. Vou dificultar para explicar lá em casa o que eu faço. Como é que você surgiu nesse mundo? aí, eu estava vendo o seu LinkedIn aqui. Passou por várias empresas, grandes empresas, cargos extremamente importantes, né Chegou ali. A CIO Conta para a gente um pouco da sua trajetória, encore.
Speaker 3:Cara, na verdade é uma trajetória bem interessante. Eu entrei na faculdade, na Unicamp em Campinas, em estatística. Cara, estatística, negócio lindo, você tem que calcular os negócios maravilhosos. No segundo ano de estatística eu estava de tanto saco cheio que a professora foi escrever um exercício na lousa. Eu falei eu vou ler primeiro, porque eu não tô mais com esse saco, né Entendi. E o exercício era assim considere que a probabilidade de chover hoje é 10% e sabendo-se que ontem não choveu e anteontem choveu, calcule a probabilidade de chover amanhã. Calcule a probabilidade de chover amanhã.
Speaker 3:Eu falei ah, não chegou, acabou acabou, acabou, acabou, acabou, acabou acabou, eu saí da sala de aula e fui no SAI, no Serviço de Atendimento, e tranquei a minha matrícula pra você ver o livro cara eu não quero saber mas assim agora eu vou ter que fazer um ponto estatística.
Speaker 2:é muito fácil é tudo 50-50 ou é ou não é Acabou.
Speaker 3:Qual que é a gente? chuve 50%, ou chove ou não. chove Acabou E outra sai de guarda-chuva. né Põe um guarda-chuva no carro que se chover. Você tem guarda-chuva E aí eu fui na cantina da Química, que é onde tinha né um clima assim mais legal, né Um clima mais legal A cantina assim imaginando né Tinha cerveja Vida e álcool na cantina Tinha álcool, tinha que vender álcool Tem que ser.
Speaker 2:No mínimo eles aprenderam a fazer vodka cara. Era um unicamp, né Em 1980.
Speaker 3:A cantina da Química era eu tava bem zen pra comer Então eu fui pra lá me diverti um pouquinho lá e fui pra casa. Fizemos isso, eu e um amigo juntos. fizemos juntos. também chamamos Alexandre. A diferença era que esse Alexandre era rico, tinha uma agência de turismo. o pai era cheio da grana, então ele foi trabalhar com o pai E eu, quando cheguei em casa e contei pro meu pai que era taxista, que eu tinha trancado a matrícula na Unicamp, cara, ele me zerdou naquele momento do nada que ele tinha e arrumou um emprego pra mim. Falou agora você vai trabalhar E me pôs pra trabalhar com o primo dele numa software house pra programar basic.
Speaker 2:Olha, só Caraca. Mister Anderson, encontrando a galera dele, pode ser por?
Speaker 1:isso.
Speaker 3:Ninguém, mais aqui programou em Basic.
Speaker 1:Você acredita.
Speaker 3:Então, e aí.
Speaker 1:A primeira linguagem que eu aprendi foi Basic, a minha também.
Speaker 3:Aí, o cara tinha lá uma empresa que fazia um software pra laboratório de análise clínica e tal, e eu entrei nesse projeto e comecei a programar e tal e não gostei Cara peraí.
Speaker 1:Desculpa, aonde foi isso Em Campinas?
Speaker 3:Em Campinas, mesmo Em Campinas é Chama, a empresa não existe mais. Né Chama Sisaplik. A empresa de um primo da minha mãe chama Eduardo Falsarela, um grande mentor da minha carreira. Né Me ensinou muito, me ensinou pra caramba. Ela não existe mais, essa empresa. Mas foi o meu berço, foi onde eu aprendi a não gostar de TI.
Speaker 2:Certo, você começou a codar ali e não gostou. Pense que era uma bíblia.
Speaker 2:Chegou aí Não mas assim você começou como quase todo mundo. né, porque TI não se desapaixonam. Não, não. Normalmente as pessoas entram na faculdade às vezes tipo assim o cara entra num curso técnico sem saber o que é programação, acha que vai lá? hoje em dia vai mexer no Facebook, no Instagram na minha época era no Orkut Na hora que você dá a primeira entrada, assim pô programação lógica, essas coisas Não, não rola cara que o universo, porque assim pouca gente sabe disso.
Speaker 1:Na verdade Você vai ali a tua experiência num laboratório de exames clínicos. Você vai lá, pega o resultado e vai. Mas assim é um universo. Eu já trabalhei também muitas coisas que eu fiz. Eu fui tecnologia em laboratórios clínicos.
Speaker 3:Então assim eu conheço o rolê. É cheio de complexidade. Que legal. Tem uma empresa muito legal lá em São José do Rio Preto que faz um sistema muito bacana. Não vamos fazer.
Speaker 2:Não pode, Pode.
Speaker 1:É um ramo interessante. É um ramo muito bacana, não interessante o suficiente para te segurar lá. Não.
Speaker 3:Cara. E aí eu comecei a programar, comecei a enjoar daquilo. Eu falei ó quer saber, cara me leva pra outro lugar. E aí esse meu primo, o primo da minha mãe, ele dava aulas de sistemas e aplicações na People, lembra da People Computação.
Speaker 2:Eu lembro A People é o pioneiro aí na questão de aula de informática.
Speaker 3:Isso exatamente Era informática né Era informática, curso técnico e tal, e aí eu comecei a entrar nesse mundo de educação. Né Dar aula lá dentro da People, e naquela época, revelando a idade, agora a gente dava aula de DOS, né DOS 3.3.
Speaker 2:Eu fiz aula de DOS cara.
Speaker 3:WordStar. né cara, a gente dava aula dessas coisas de lógica, de programação, introdução à informática, esses negócios. né Até tem uma historinha bacana pra contar, lá onde eu tava dando uma aula ensinando o pessoal como que formatava um disquete. né Porque aquela história de criar as trilhas, criar os setores e tal, fazer um desenho bonito na louça e tal, e naquela época, não sei se vocês lembram, era assim você estava com o disquete, você tinha um computador que tinha um drive, um drive Exato. Então você botava ele e ficava o disquete lá dentro. Tinha que ficar o disquete boot lá dentro. Normalmente tinha lá o aplicativo, o WordStar, que você estava usando. você rodava o WordStar e estava escrevendo o pra salvar tinha que ter espaço no disquete, porque se não tivesse espaço no disquete você ia ter que tirar o disquete, mas você não podia tirar o disquete.
Speaker 3:Se tirasse, ia travar. Você só podia tirar se você tivesse outro. Então eu falava nessa aula de formatação. Eu falava assim pessoal, quando vocês comprarem uma caixinha de disquete? lembra aquela verbatim.
Speaker 2:Inclusive. Eu sou um anterior desse. Aquele disquetão, aquele disquetão.
Speaker 3:Aí eu falava pros alunos quando comprava deixa os 10 formatados, porque vai chegar aquela hora do Ctrl S, você vai precisar de um disquete já formatado Naquele momento. não dá, se não tem outro computador não dá pra você formatar, então já deixa formatado. Beleza, beleza pessoal. Ó, entendeu como é que formata formate B2, pontos, barra, não sei o quê e tal Barra Y barra Y vamos testar.
Speaker 3:Vamos Aí todo mundo testando os drivers. vão rodando daqui a pouco o aluno lá no fundo, cara dúvida É Como é que eu coloco 10 disquetes dentro do drive se só cabe 6?
Speaker 2:Calma aí Ele enfiou 6 disquetes lá.
Speaker 1:Peraí, peraí, peraí. Calma que essa pergunta Não peraí?
Speaker 2:Peraí, me conte-me mais. Você lembra aqueles drive-ons antigos.
Speaker 3:Eu lembro, mas Você batia o dedo e foi pá Tá O cara enfiou seis disquetes.
Speaker 2:E ele foi colocando.
Speaker 3:Na hora Foi colocando e deu o comando Formate B, dois pontos Caralho. E aí quebrou né.
Speaker 2:Quebrou o drive, é óbvio. Né Quebrou o drive. Ah, achei de formato dos três. Primeiro, é óbvio que ia dar. Eu tenho medo desse, cara, cara. E aí a aula acabou.
Speaker 3:A aula. Acabou aí A aula. Acabou porque ninguém conseguia parar de rir, né A aula e o drive né, e o drive, é óbvio, né. E depois eu adotei isso pras próximas aulas. Formata os dez disquetes, mas Um de cada vez, um de cada vez.
Speaker 2:Vamos deixar claro um de cada vez. né Um de cada vez Não cabe, não é um. Existia ainda aquelas Iria ser inventada aquela disqueteira que colocava. CD lá que tocava vários CDs ao mesmo tempo. Por isso que é idiota. Ele fala isso pra gente.
Speaker 3:O óbvio tem que ser dito. Tem que ser dito. O óbvio tem que ser dito. Tem que ser dito, cara, ainda mais no TI. cara, se você não falar o óbvio, o cara faz errado.
Speaker 2:Faz errado, tá aí um exemplo clássico, clássico, clássico E cara. e quando é que foi saindo dessa área, começando ali chegar a ser um CIO de grandes empresas? como é que é pra você essa jornada, como é que significou pra você essa jornada?
Speaker 3:Cara, foi assim, ó, depois que eu dei essa ralada boa aí de dar aula de construir sistema né Desenvolver BASIC, clipper, delphi, aí vai entrando todas as linguagens, bancos de dados e tal, eu comecei a me interessar mais pelo lado da liderança, pelo tema liderança. Na verdade, hoje, hoje mesmo, eu trabalho com governança, inovação e liderança. Então o posicionamento é governança e inovação, mas não dá para falar de nenhum dos dois temas sem liderança. Se você não tem um líder engajador e tal, você não consegue botar essas coisas em pé. Então, desde lá de trás, eu comecei a me interessar por esse negócio. Como é que é liderar gente, Como é que é esse ser chamado gente? E aí foi quando apareceu a primeira oportunidade. Até antes disso teve uma passagem bastante legal na IBM, até antes disso teve uma passagem bastante legal na IBM trabalhando com mainframe, adquirindo todo esse background aí.
Speaker 3:E aí eu fui ser gerente TI de uma empresa lá em Campinas, e aí foi onde eu comecei a aprender um pouquinho a liderar gente de TI e ao mesmo tempo conhecer tecnicamente o que a gente estava implantando. Então, poxa, a empresa precisava implantar um RP. Quais os RPs que tinham no mercado. Então vamos conhecer os RPs. A gente chegou a implantar o DataSul né Antes da TOTS comprar.
Speaker 2:A TOTS aí comprava todo mundo.
Speaker 3:Magnus, famoso Magnus.
Speaker 1:Eu gostaria de fazer um. Essa separação que você fez agora me parece mais correta. Ele falou assim me interessei por gente. Mas quando você fala gente de TI, você está falando de outra coisa.
Speaker 3:Não é isso.
Speaker 1:É um tipo de gente de TI. É uma espécie, É uma espécie especial cara, não é só gente, é gente de TI.
Speaker 3:E você sabe, anderson, esse livro que tem um capítulo escrito por mim É sensacional.
Speaker 2:Vamos lá, fala um pouco. Vamos lá, vamos falar sobre o livro aproveitar apresentar o livro.
Speaker 1:Não é sobre nós, apesar de não parecer. Criativos, inovadores e vencedores. Eu olhei e falei assim caraca, mas vamos lá.
Speaker 3:Ele nasceu exatamente depois de eu ter um tempo trabalhando com gente e perceber algumas características nesse ser de TI. Então, por exemplo, esse ser conversa bem com Basic, conversa bem com Python, conversa bem com inteligência artificial, faz os prompts melhores que existem, mas põe ele para conversar com gente, se comunicar. Põe ele para defender um projeto na frente do presidente do conselho da empresa, que é aquele cara que te dá a pitch de elevador.
Speaker 2:Você tem aqueles minutos e já era cara. É sua chance.
Speaker 3:Não é. Então eu fui passando por tudo isso também. Teve empresa que eu trabalhei que eu tinha que justificar implantação de BI e eu levei 400 slides para fazer a apresentação. No quinto slide o presidente falou some daqui velho.
Speaker 2:Você tá mandando.
Speaker 1:Some vai embora né.
Speaker 3:Então eu fui aprendendo essas coisas e fui vendo em mim também que faltava essas competências de vender, saber vender os projetos e tal. E também eu vi a dificuldade no meu time, nos meus times de TI. Então, por exemplo, às vezes o cara está lá com um problema, ele tem um problema, e ele chega em você que é o superior dele, e fala chefe, temos um problema. Acho que essa é a pior frase que a gente que eu pelo menos poderia escutar. Não, não é um problema. Acho que essa é a pior frase que a gente que eu pelo menos poderia escutar Identifico muito com o que você está falando.
Speaker 2:Não, não é cara.
Speaker 3:Qual é a solução?
Speaker 1:Eu me lembro quando eu era TI, ti e tal, até assim, meu chefe na ocasião era Rogério Onofre. Um abraço, ele era o prefeito, cara brilhante. O sujeito preparou um PPT, um powerpoint de 2 giga pra rodar num pentium, sei lá o que. O negócio não abria, não abria, não abria. Aí ele, o senhor, vai começar. Quando então, rogério, o problema é que tem que abrir. Ele falou assim eu não te pago pra me dizer qual o problema. Você tá aqui pra me dar a solução mas é isso aí e ele tá certo ele tá completamente certo.
Speaker 3:Ele tá certo. Talvez a forma né que ele fez não seja legal.
Speaker 2:Foi lindo foi lindo nunca mais esqueci opa, calma aí qual o nome dele. Rogério Novo de vez em quando. Eu vou citar o Rogério de vez em quando eu chegar. Tem um problema?
Speaker 1:já tem a solução. Vamos discutir a solução e é um negócio.
Speaker 2:Rogério, anota pra mim que eu vou gravar a frase do seu Rogério mas é uma parada que é importante.
Speaker 1:Eu tenho altamente. Assim me incomoda, vocês sabem disso. Eu não gosto de discutir muito problema com liderança eu gosto de discutir muito problema com liderança. Eu gosto de discutir solução. Solução Porque peraí eu estou aqui, para quê?
Speaker 2:É? eu costumo falar o problema é seu, a solução é nossa, vamos lá né.
Speaker 3:E aí entra a inovação né Funil de inovação, ideias, mvp e tal. Isso é bacana. E aí, quando eu percebi que o time de TI que eu liderava tinha essa dificuldade, chegava em mim e falava assim o Ricoi, eu tô com esse problema, o que eu faço, então naturalmente você tem um pouco mais de conhecimento, você direciona, vai por esse caminho. Só que quando você faz isso, você tá sendo injusto. Você tá sendo injusto com você e tá sendo injusto com o cara, porque o cara não vai aprender, nunca Entendeu. No próximo problema que ele tiver ele vai vir de novo.
Speaker 2:Eu concordo plenamente com você.
Speaker 3:O caminho que ele aprendeu é vou no recolhe o recolhe dá uma solução e eu sigo no recolhe e falo O cara não aprende a pensar E eu vou ficar lá resolvendo o problema e dando solução Não, não, não. Eu quero ficar pensando em podcast quero ficar pensando em tecnologia, vamos ensinar esse cara a resolver problema. Então eu fazia pequenos workshops de resolução de problema com o cara Conte, mais cara, vamos lá. Então, quando o cara chegava, ó, eu estou com esse problema. Por exemplo, uma das coisas bacanas que está aí nesse livro, inclusive Inclusive eu já tô.
Speaker 2:Vou sair daqui, vou ler esse livro e vou falar pra todo mundo que tem que ler esse livro. Tem que ler, tem que ler, já tô empolgadíssimo, vamos lá, tem que ler.
Speaker 3:O cara chega com um problema e fala assim ó, eu tenho esse problema, o que que eu faço? Aí, às vezes o problema é simples. Você tem a solução, é segura a Jerusa. A Jerusa quer sair pra sua boca e a solução Não segura.
Speaker 3:Não conta, segura. Faz pergunta. Então como é que você faria se você estivesse com essa situação? essa situação, essa situação, ah, não sei, tá difícil, né, esse curso tá difícil, tá beleza. Então, ó, pensa em alguém na empresa que é muito inteligente, que você admira, pra caramba, mas não precisa me falar. Só pensa como que esse cara resolveria esse problema. Aí o cara fala assim não esse cara, aí ele faria isso, isso, isso, bingo, vai lá e faz, vai lá e faz, não é. Então você pondo o cara pra pensar na solução. E é muito lindo isso, porque às vezes leva 30 minutos, uma hora de discussão e o cara sai com a solução. E você não deu a solução pra ele, ele descobriu a solução. Então acontecia muito assim. Né acabava a conversa, a pessoa falava Rico, aí o que você fez cara terapia, nada, ter o que você fez cara Terapia Nada.
Speaker 1:Terapia no cara, entendeu, não fiz nada Você simplesmente cara, pôs o cara pra pensar.
Speaker 3:Eu fiz pergunta. Então eu adoro fazer pergunta Quer ver um exemplo? Um exemplo bem legal cara, uma empresa grande, forte, fazia coaching pra esse CIO. Lá, cio, hein, um dia eu tô numa sessão com ele, uma quinta-feira, era uma hora de sessão. Ele falou assim eu tô com um problema. Qual o problema é o seguinte eu tenho que assinar esse contrato com um grande provedor de software do mercado. Começa com um O e se eu não assinar, se eu não assinar eu vou parar a operação da empresa inteira e deve ser contrato caro.
Speaker 2:Eu vou parar a operação da empresa inteira E deve ser contrato caro que é com a Oracle, entendeu? Fica a dica. Não foi o que eu falei. Não foi o que eu falei.
Speaker 3:Não, eu tô falando Aí o que acontecia, eu falava bonitão, o que falta pra você assinar esse contrato. Não, o diretor financeiro não me recebe, mas você tá tentando há quanto tempo? Tem três semanas, cara assim. Você tá esperando pra eu meter o pé na porta dele, eu jogar o contrato na mesa e Vai parar tudo.
Speaker 3:Não é Não, mas eu já fiz isso. E ele não quer fazer. Eu falei não, essa empresa tem, presidente, tem O que você tá esperando, cara, tem um borgia, tem alguma coisa, tem dono? né, vai subindo. Velho, vai subindo, falou Não, mas isso eu não vou fazer, isso eu não vou fazer. Já tô até me preparando, mandando meu currículo, porque vai parar tudo, tal, tal, tal E aí, e ele vai ser o culpado. Se parar, ele, entendeu, vai ser o culpado. É ób hora, falei eu vou embora. Acabou a sessão. Vou te dar uma missão, e missão dada, missão cumprida Você vai assinar esse contrato hoje. Eu não sei o que você vai fazer, mas eu espero uma ligação sua às nove da noite me dizendo que você assinou o contrato, simples assim. Essa é a missão que eu tô te dando. Eu não sei o que você vai fazer, mas você vai assinar esse contrato Eu me assino, mas tem que resolver isso.
Speaker 3:É, aí, fui embora e ficou puto. Né Ficou puto, me xingou e não sei o que, e tal Deu 9h05 e ele me ligou, cara, ele falou Ricó, eu assinei o contrato. Não sei o que você tem na cabeça, você é muito louco. Falei, cara, atitude, só isso que faltava pra você. Leva lá e fala que vai parar E assina esse negócio. Não tem quem não assine esse contrato. Por mais, se parar, né Na sessão a gente acabou fazendo conta né Se parar, quanto custa parar? Custava três vezes o valuation da empresa. É tá louco Que é uma empresa.
Speaker 3:Aí ele falou cara, eu posso usar esse argumento. Eu falei você deve usar Já demorou né Exatamente Consequências.
Speaker 2:Tem que calcular as consequências.
Speaker 1:Quando eu fazia medicina.
Speaker 2:Só de adendo aqui ele te ligou 9h05,. Se você tivesse me ligado 9h05, eu ia falar.
Speaker 3:Você tá cinco minutos at eu não quis ser tão moço porque ele me xingou tanto quando ele me ligou só pra ter certeza, entendeu você tá assim meu outro trás, você tem relógio e você sabe o que eu ia falar quando
Speaker 1:eu tava fazendo medicina, eu tive uma aula lá onde você aprendia a fazer a reanimação o médico explicando mostrando lá, o professor mostrando o processo, aí tem boneco pra você simular a reanimação. Eu fiz a seguinte pergunta cara, mas peraí, com essa força toda que você tá falando pra colocar, eu não corro risco de quebrar a costela do cara. Ele parou a aula toda e falou assim excelente pergunta corre sim. Agora, se você não quebrar a costela do cara, o cara morre. Você vai medir a consequência. Você vai falar assim não, não vou fazer essa força, porque pode ser que eu quebre uma costela. Meu querido, é isso, ou morrer Você tem duas opções.
Speaker 1:Você está na situação pô empresa corre risco, então a empresa corre risco, tudo corre risco.
Speaker 2:Você tem que medir a consequência E aí você consegue ordenar aquilo que é mais importante É isso aí Cara assim você passou de grandes empresas e eu tenho certeza de grandes transformações e eu estava acompanhando bastante você conversar no seu LinkedIn, postar muita coisa sobre a questão de TI tradicional. Primeiro, o que você define aí O que é a TI tradicional E como é que é essa questão dessas migrações das empresas da TI tradicional pra nova TI. Eu não sei como é que você tá definindo vamos lá, me conta um pouco sobre isso.
Speaker 3:eu considero assim a TI tradicional, aquela TI que tem as áreas bem definidinhas ali dentro, uma área de sistemas que cuida da sustentação dos temas que estão ali legados, que faz a implantação dos temas que cuida legados, que fazem plantação dos temas, que cuidam do SAP, do TOTS, aqueles caras desenvolvedores, essa galera. Tem uma área de infraestrutura que cuida da rede, do Wi-Fi, dos firewalls e tudo mais. Tem uma área de segurança de informação que pode ser mais robusta ou menos, dependendo do negócio, dependendo do grau de maturidade.
Speaker 3:Então eu considero esses três pilares uma TI tradicional E na verdade, se você me perguntar para que serve isso, eu vou te dizer para nada. Não serve para nada. Serve para manter a empresa rodando.
Speaker 2:Não vai gerar nada novo, não está gerando nada novo, não está agregando ao negócio. É sustentar ali o negócio e Não é, é isso aí.
Speaker 3:Aí, você está ali na frente de uma TI tradicional e ainda quer reconhecimento. Sabe ser humano, ser humano quer ser reconhecido. Que confete. Ninguém vai te reconhecimento. Sabe ser humano. Ser humano quer ser reconhecido. Ninguém vai te reconhecer porque você fez uma implantação de SAP bem feita, Esquece. Ninguém vai te reconhecer.
Speaker 2:É o mínimo. Você tá ali pra isso.
Speaker 3:Ninguém vai te reconhecer porque o Wi-Fi tá funcionando perfeitamente.
Speaker 2:Parabéns, o Wi-Fi tá funcionando. Vou te dar um troféu aqui um aumento é né muito esforço.
Speaker 3:Eu pus fortinet e tal que é o melhor beleza, o cara para tudo.
Speaker 1:Eu queria parar tudo. Agora o presidente da empresa agradecer porque eu estava no banheiro a conexão funcionou, funcionou funcionou perfeitamente, meu tiktok tava tranquilo enquanto eu na verdade é o contrário.
Speaker 3:Né Quando a internet cai, Aí vai dar ruim, O que acontece Ao invés de você ser reconhecido você é unido.
Speaker 3:É sempre Quando o sistema, o SAP, cai, a empresa não consegue faturar por três horas. Nossa senhora, é o caos, é o seu que roda. Ah é Então, essa pra mim é a TI tradicional que você tem que botar. Gente boa, ferramenta boa, deixar tudo funcionando e entregar pra alguém E sustentar aquele negócio. Entrega isso pra um terceiro cara, sei lá, pense em alguém aí. Sei lá, umas empresas dessas aí que fazem sustentação, entrega cara isso pra eles. Só não agrega nada dentro da empresa, a não ser que você seja uma empresa de TI, né.
Speaker 2:Depende qual é o seu negócio O core né O core business do negócio CTI.
Speaker 3:Na grande maioria das empresas que eu trabalhei o TI não era core, entendi. Então eu, quando acabava de montar uma TI tradicional, eu ficava boring, não tinha muito o que fazer. Eu falava cara, acabou, tem que procurar outra coisa para fazer. Não dá mais. Cara, sinto muito, tem projeto E abria isso claramente para os meus superiores. Vou até aproveitar agora.
Speaker 1:Você, que nesse momento teve um insight ouvinte, teve um insight Caramba, isso aqui eu podia estar terceirizando esse serviço. Por exemplo, fala sobre o nosso apoiador a C-Cyberpro. Que fazem isso inclusive?
Speaker 3:Que é?
Speaker 2:serviço gerenciado, você pega aquele básico.
Speaker 1:Ao invés de usar a sua equipe para fazer aquilo, você coloca um terceiro que faz só que está pronto, é isso aí Eu apoio totalmente dessa forma.
Speaker 3:É uma. É como se você terceirizasse a TI, Como É como se você terceirizasse a TI né Como se você A.
Speaker 2:TI tradicional A base ali né. É que é manter né, agora aí você vai chegar e falar, porque muita gente não tem essa mentalidade. eu acho que aí que é interessante, mas e aí Eu não vou ter TI, o que a TI vai fazer Não é bem assim, né Conta pra gente. como é que seria essa TI inovadora?
Speaker 3:Então aí o que acontece Quando você está sendo selecionado no mercado o briefing vem assim né O cara tem que ser inovador, tem que saber de inteligência artificial, tem que ser parceiro do negócio, construir uma TI, parceira do negócio Balela.
Speaker 2:Se ele for lá pra sustentar, é balela.
Speaker 3:Você concorda. Concordo totalmente Se o cara quer você só pra sustentar, então, cara, assim, ó pega um, pega a C, entrega a sustentação. Cara, Não precisa pensar mais, É só sustentar Agora, quando realmente né, e isso acontece muito nas startups, nas empresas que nasceram digital. Eu tenho muito orgulho de falar da CIT lá em Campinas, muito orgulho de falar excelente empresa, um cliente nosso pessoal, extremamente competente, galera eu sou amigo do Cesar Gon e do Fernando Mati e do Bruno desde a fundação da empresa.
Speaker 3:Eu sempre brinco com eles que eu perdi a chance de ser sócio deles naquela época A gente trabalhava junto numa empresa E eu tenho uma admiração gigante por eles. Então, quando você vai visitar eu estive lá semana passada o Mauro me recebeu. Mauro, se você estiver vendo isso aqui, pô, cara, foi sensacional. E você vê o ambiente, você vê a maneira, você vê o flow, você vê a inovação, você vê o negócio acontecendo. É uma empresa que nasceu assim, nasceu digital, nasceu dessa forma Numa empresa. Aí, quando você pega e aí é onde que está o erro, né Você é um TI tradicional e você é desafiado a inovar, não funciona, porque não é o mesmo perfil, cara, você é TI tradicional, você é o CIO, lá você consegue negociar, mas na hora da inovação você precisa ter uma TI, aí sim, realmente sentada do lado do presidente. Presidente, o que você pensa, onde, eu tenho que atacar. Quais são os processos de negócio que vão fazer com que o meu EBITDA aumente? Porra mudou a conversa.
Speaker 3:Não estou falando de bit-byte, né Mudou a conversa. Quais são os principais problemas que você tem na sua receita ou na sua inadimplência? Como é que está a sua inadimplência? Minha inadimplência está em 42%. Não aguento mais O que a gente poderia fazer com essa inadimplência. Esquece o TI tradicional. Tem um SAP, esquece. Vamos pensar em ideias para resolver a inadimplência. Eu posso simplesmente, e numa empresa que eu passei a gente fez isso e foi muito bacana. Eu falei assim vamos zerar a inadimplência, vamos, vamos contratar uma empresa. Tem empresas aí que compram dívida dos outros. Uma porrada. A gente entrega todos os nossos boletos para essa empresa, inadimplência Zero, e ele fica com o BO. Ele vai cobrar nossos clientes. Se o cliente não pagar, paga ele. Ele assume o risco. É lógico que ele põe um preço, nisso. Mas nós estamos falando de zerar inadimplência, não do custo. Estamos falando de zerar inadimplência. Então existe essa possibilidade. Então, cara, eu falei de TI, ah, porque o SAP tem um módulo de cobrança que se a gente utilizasse, dane-se cara, entendi deixa pra lá o negócio.
Speaker 3:se a gente utilizasse Dane-se, cara, entendi, deixa pra lá o negócio. Ele tá lá fazendo a coisa dele, etc. É invento na nossa cabeça.
Speaker 1:Tu vai precisar de um grupo que trabalha dentro da caixa e um grupo que trabalha fora da caixa Fisicamente, Anderson, Inclusive.
Speaker 3:Tá, Qual que é a minha ideia, a minha proposta, né Que não é minha, É de um cara do MIT do livro Organizações Exponenciais, que é um livro bacana. Eu acho que tem muito empresário aí que precisava ler esse negócio E se quiser, liga para mim que eu mando o resumo Com o Prata lá que você dá um call de palestra, Não tem custo.
Speaker 2:Eu mando o resumo. Comprata lá que você dá um call de palestra, Não tem custo, não tem custo. Eu mando o resumo do livro e acabou Essa galera que pensa em inovação.
Speaker 3:ela tem que ficar fora da nave mãe. Ela não pode ficar no escritório onde tem aquela porradaria, onde tem o dia-a-dia, onde tem Não. Tira essa galera, Monta uma squadzinha, põe um cara de dados, põe o Scrum Master ali, põe o Dev, põe três, quatro Dev, começa pequeno E lá fora vem beber o dado aqui da nave mãe e faz o negócio aqui acontecer. A hora que estiver pronto, você vai lá e mostra, Mas não pede, por favor. Olha presidente, eu preciso de um dinheiro pra montar um escritório com cinco devs. Qual vai ser a resposta? É não. É óbvio que é. Não Entendeu, Ou vai ser assim, o que você vai trazer de retorno. Você já sabe o que você vai trazer de retorno?
Speaker 2:Você não sabe.
Speaker 3:Então faz, faz, não pede, pede desculpa.
Speaker 2:Chega lá e faz, é a máxima.
Speaker 3:Né melhor pedir desculpa do que permissão, vai lá, faz. Você gastou um dinheirinho pequeno, se der errado, você errou pequeno. Aí você volta pro presidente, volta pro povo. Cara, eu investi 20 mil lá do meu orçamento que tava aprovado, e a gente perdeu esses 20 mil. Então, cara, mas olha, a gente evoluiu, a gente chegou nessa ideia a gente aprendeu, entendeu O que acontece. então, respondendo a sua pergunta, essa é a TI que eu vejo próxima do negócio, e não tradicional. Nós de TI temos essa capacidade de conhecer os processos do laboratório.
Speaker 3:Quando a gente for fazer o sistema, a gente conheceu o processo. Quando a gente for implantar um sistema de RP, a gente conheceu o processo da empresa. Então a gente tem na nossa cabeça o processo desenhado.
Speaker 2:Sempre, sempre processo.
Speaker 3:Na hora que você pega um cara desse e bota ele pra pensar em inovação. Ele inova no processo. Ele inova não na tecnologia, esquece de novo, né Esquece a tecnologia. Ele inova no processo E muitas vezes o que eu chamo de inovar no processo. A gente fez isso numa das fábricas que eu trabalhei. A gente tirou um cara que sentava numa sala. Tinham dois caras, um sentava numa sala, outro na outra E o processo demorava porque o papel ficava parado aqui e o cara esquecia de levar. Por que não pôr um do lado do outro?
Speaker 2:Coisa simples Inovação Inovou pra caramba Tá pronto, aqui, faz aí agora.
Speaker 3:Pronto, melhorou a produtividade da área em 39%.
Speaker 1:Tem, e agora Pronto, melhorou a produtividade da área em 39%. Tem uma parada que, se não me engano, eu não me lembro, acho que é Fábula do Cavalo Morto, alguma coisa assim.
Speaker 3:Você conhece né.
Speaker 1:É exatamente essa pegada. Existe essa tendência de investir no cavalo morto. O cara está lá, tipo a ferramenta já nasceu morta ou já foi superada e o cara começa. O cara continua construindo adões puxadinha. Várias coisas não quer reconhecer que o cavalo tá morto exatamente, e aí gasta muita energia pra você refazer uma coisa que já existe pronta 20 soluções.
Speaker 2:Ah, não, realmente o cavalo tá morto.
Speaker 1:Chegou na mesma confusão e é muita energia que se concentra nisso que você começa a mobilizar mobilizar, mobilizar assim clientes nossos. Já aconteceu algumas vezes. O cara não, eu tenho uma solução em house que faz o que sua ferramenta faz. Eu falei assim, cara, eu te provo que sai mais barato usar a nossa e você vai ter melhores resultados? Eu duvido. Eu falei assim. Esse vai ser um desafio interessante.
Speaker 2:Tá fisgado.
Speaker 1:Sentamos pra bater papo, colocamos na ponta do lápis O cara tava gastando o dobro do que ele ia gastar na ferramenta pronta E eu tinha muito mais recursos.
Speaker 2:É incomparável O dobro anualmente Tenta inventar roda recursos.
Speaker 3:É incomparável O dobro. anualmente Tenta inventar roda, porque tem o custo escondido né Que a galera não percebe, né cara. E aí é o X.
Speaker 2:Mas assim eu percebo que tem ainda Mudar. Né O ser humano tem resistência à mudança. Empresas tradicionais então tem muita resistência. Como é que você lida? você vê o mercado, principalmente as empresas tradicionais, lidando com essa questão de ter que mudar, de ser mais inovador. Todo mundo é no papel muito bonito. Vamos ser mais inovador, vamos ser mais E na prática, Cara é um trabalho muito difícil.
Speaker 3:Sinceramente, cara É um trabalho muito difícil. Eu tenho feito esse trabalho já tem uns seis meses, participando de alguns conselhos de empresas tradicionais, muito tradicionais.
Speaker 2:você pega agro, por exemplo, eu sou agrônomo, eu entendo bem do negócio do. Goiás, do Goiás eu entendo bastante do negócio é muito tradicional.
Speaker 3:Mas quando, por exemplo, campinas, que é a cidade que eu moro, né Você pega empresas lá eu tenho trabalhado algumas empresas lá que você imagina, até que são empresas não muito tradicionais, mas na hora que você entra existe a curva da mudança, existe a curva da resistência. Então, como é que trabalha isso, cara? Como é que eu aprendi a trabalhar nisso Errando de novo? né Como que eu aprendi a trabalhar nisso errando de novo, né como que eu errei. Qual foi o erro? vamos pra inovação. Vamos pra inovação. Vamos pra inovação tentar evangelizar. Um dia eu falei que eu ia tentar evangelizar numa empresa onde todos os seis sócios eram muçulmanos. Meu.
Speaker 1:Deus do céu.
Speaker 3:E aí os caras me disseram não, aqui a gente vai islamizar, A gente não vai, Não vai evangelizar. Não, Eu, falei puta, tem que acabar de ser contratado. Falei nossa, você quer cancelar o contrato? Já cancela.
Speaker 3:Fala agora, falei nossa você quer cancelar o contrato, já cancela, fala, agora Não. Então, essa evangelização, que passa muito mais do que por uma mudança de postura da TI, passa por uma mudança de cultura dentro da empresa. Essa empresa nasceu, ela tem 70 anos vindo nessa tocada do tradicional, do tradicional, lembra os 5Ps do marketing. Então você muda gente, muda pessoa, muda praça e aqueles botõezinhos, você acha que não é mais assim. O Philip Kotler, ele fala que não é mais assim. Então, gente, para Vamos ler Philip Kotler, vamos assistir uma palestra desse cara, pelo amor de Deus, nós temos que entender que não é mais assim. Então, gente, para Vamos ler Philip Kotler, vamos assistir uma palestra desse cara, pelo amor de Deus, nós temos que entender que não é mais assim. Então, o que eu tenho feito, eu tenho participado dos conselhos e dou a minha opinião com relação à inovação, e já espero a pancada Já vem, né Ela já vem E eu vou lá só pra me divertir porque é uma pancada diferente da outra.
Speaker 2:Imagino ainda mais em empresa tradicional, entendeu, vem um que fala de um jeito, sempre foi assim funciona. Resultado é x, y, z.
Speaker 3:Imagino quem é você na fila do pão que chegou ontem aqui já querendo dar palpite aqui no nosso processo, que nós temos que mudar o que deu certo de 25 anos, eu já faço, já está dando certo Tem 50 anos essa empresa, três gerações.
Speaker 3:Não mexe nisso, cara, pelo amor de Deus. E aí você vai quebrando a próxima reunião, você leva dado. Você fala a sua empresa tem 15 produtos, tem 10 deles que não estão vendendo. O gráfico de venda está para baixo e esses 15 produtos são os mesmos 15 produtos que vocês usam desde que a empresa existe. Então nós temos que inovar no produto, mas temos que mudar alguma coisa. Se não está vendendo, será que não está na hora de descontinuar o produto desapego né cara, mas o na hora de descontinuar o produto.
Speaker 3:Desapego né, cara, né. Mas o cara não quer descontinuar o produto. Cara Por quê? Porque foi ele que criou o produto, foi ele que ganhou dinheiro com o produto, foi ele que ficou rico com aquele produto. Ele vai falar vou matar o meu filho, vai, você tem que desconstruir. Né Você tem que desconstruir, né Você tem que esquecer.
Speaker 2:E construir tudo de novo. É, a gente viu durante os últimos anos, aí grandes empresas morreram. Vamos falar de Blockbuster agora, Walgreens saindo da bolsa depois de 100 anos na bolsa, porque fez uma escolha errada de aumentar a loja física em vez de ir para o e-commerce. E aí você vê empresas que estão em 100 anos listadas na bolsa, o cara dando um puta passo pra trás. Por quê? Porque tá no fio de quebrar por uma direção errada, por não ter entendido que tinha que mudar.
Speaker 3:Por não ter inovado. Por não ter inovado.
Speaker 1:E também vemos o inverso, que eu posso citar aqui. você falou de BlackBerry, a gente pode falar de Netflix. Isso Que tava ali alugando os DVDs por alugando os DVDs por correio e evoluíram. Você sabia que eu fui assinante da Netflix. Chegou a Netflix.
Speaker 2:Eu fazia high school nos Estados Unidos e assinei Netflix pelo correio porque eu tinha preguiça de ir na Blockbuster.
Speaker 1:Mas aí você vê que era uma empresa. Eu tinha preguiça de ir na Blockbuster.
Speaker 2:O foco da empresa é buscar a inovação.
Speaker 1:Mas aí essa que é a parada, E aí quando a gente fala sobre missão, visão da empresa e tal, quando você entende qual é a entrega real, o meio, ele pode mudar, Você mantém a entrega. Entendeu, É como empresas seríssimas aí do ramo, como a 51, por exemplo, que segue entregando aquela felicidade líquida momentânea pro cara, entendeu?
Speaker 3:De várias formas.
Speaker 1:Essa que é a parada Você mantém a coisa funcionando.
Speaker 3:Eu sou cachaceiro, tá Opa, somos todos.
Speaker 2:Bem-vindo.
Speaker 3:Você acha que é água aqui, mas cachaceiro é diferente de pingus Cachaceiro é quem produz cachaça, então eu sou pingus Cachaceiro é quem produz cachaça.
Speaker 1:Sério, então eu sou pingus, eu queria ser cachaceiro, eu gosto de cachaceiro. Eu conheço o processo. Não tive o prazer ainda de fazer cerveja.
Speaker 2:Ele é cervejeiro.
Speaker 1:O ramo de fazer alcoólicos eu gosto.
Speaker 2:Eu e o Gomes somos pingus em todas as áreas.
Speaker 3:O ramo lá na 5 mais 1, aí que você falou cabeça e rabo, chama é Como é o nome, é Aguardente. Então o que você tá bebendo na 51 não é cachaça, não aquilo é de Desculpa, é bom pra É álcool, é etanol, quase entendeu.
Speaker 1:Você falou cabeça e raba. Eu achei que você tapitou também Que água né. Essa semana eu vi um meme na internet de área 51 nos Estados Unidos, aquela toda Área 51 no Brasil.
Speaker 3:É exato, Ali vira sinunga fica né Você lembra daquela história que eu contei que o cara vinha com problema e tal.
Speaker 1:Sim, sim.
Speaker 3:Aí eu implementei um método pra resolver isso mais rápido.
Speaker 2:Olha só, nossa Senhora, eu vou comprar um trem desse. Olha só.
Speaker 3:Chefe, eu tenho um problema. Pode falar. Você tem 10 minutos Nossa Entre o problema e a solução.
Speaker 2:Nossa. Vocês sabem que Puta merda. Todo dia o Diogo amanhece com Vai fala aí.
Speaker 3:Ai, ai, ai, Nos 10 minutos você me fala o problema, mas você me fala a solução. Também Vai Mercadolivrecombr.
Speaker 2:Vamos comprar uma ampuleta aqui, vai usar em todos os setores.
Speaker 1:Eu quero ver o Diogo fazer uma de 10 minutos A dele fazer de 5.
Speaker 2:É, vou arrumar uma de5 ou de 10, depende do tipo de programa.
Speaker 3:Cara é que eu usei isso aqui muito e o que deu, certo vocês não tem noção. Ah, imagina.
Speaker 2:Não tem noção.
Speaker 3:Porque você obriga o cara. Ele fica olhando pra ampulheta, ele fala não, mas Cara é 10 minutos. É 10 minutos Vai falando.
Speaker 1:Vai falando. Às vezes você ergue um pouquinho assim, né Para o cara ver né Vai falando.
Speaker 3:Como é que você vai resolver isso aí? Chefe, eu tenho um problema, eu também Peraí. Agora o problema é seu. Você tem 10 minutos para explicar o problema e resolver.
Speaker 2:Eu vou ter um puleto e vou estar método.
Speaker 1:Ricói, eu vou batizar esse método, vou dar crédito todos os dias pra você. eu vou utilizar, eu prometo pra você.
Speaker 2:eu vou mandar imagens utilizando o método Recall na empresa. O marketing tá aqui também. A Fernanda tá representada. Todas as áreas, todos os squads nossos vai ter o método Recall implantado a partir de amanhã.
Speaker 1:Entendeu, o mercado devia entregar rápido, mas aí você escuta o que a pessoa tem pra dizer.
Speaker 2:Claro, tem de 10 minutos. Você tem que dar 10 minutos. Vai dar problema e é a solução.
Speaker 3:Tem caso até que é o seguinte quando o cara tá indo bem, o cara tá indo bem ou tipo tá assim né E o cara não tá indo na linha. Eu falo velho, vai pensar e volta aqui.
Speaker 2:Seu tempo tá parado? Boa, tá vendo, tenho 2.0. Excelente, porque às vezes o cara chega lá com um problema e não pensou na solução.
Speaker 3:Vai pensar Você deu um tempo pra ele Vai pensar O cara tá indo bem, tá indo bem, ele tá indo bem, só que você já percebeu que não vai dar tempo em 10 minutos. O problema é ele é complexo, não vai dar tempo em 10 minutos, ele já coleta maior. Aí a gente vira espera dar os 10 minutos né.
Speaker 2:E fala não vai Tudo mais 10. Vai.
Speaker 3:Continuei, fala aí mais um pouquinho, é importante.
Speaker 2:Tem que saber disso, mas não pode passar de 20, tá, porque senão?
Speaker 1:vira conversa de É cinco pro jogo. Acho que a gente nunca conversou 10 minutos sobre alguma coisa assim você sabe que eu comecei com 3 minutos, não rolou fui pra 5 minutos gastei com polieta brincadeira.
Speaker 3:Imagina patrocina.
Speaker 2:Você achou o padrão. Já vou usar o recorde. 10 minutos foi o ideal.
Speaker 3:10 minutos foi o ideal 10 minutos foi o ideal Eu tenho um na minha mesa.
Speaker 1:10 minutos foi o ideal.
Speaker 3:Agora, se o cara você virou duas, três vezes e não resolveu, sabe o que você faz? Opa.
Speaker 2:Cartão vermelho é Vai conversar com a Clark, entendeu? Vai embora, cara. Pelo amor de Deus, cara Tchau, não preciso de você. Ai, muito bom, você não tá tendo problema pra mim, né, cara.
Speaker 3:E se ele resolveu parcialmente, Aí você dá uma amarelinha e vira aqui ó, ok, mais uma lista de compras.
Speaker 2:Volta a pensar Sensacional, ricó, eu vou, com certeza. Vou ver o que o Marco utilizar na empresa todos os dias.
Speaker 1:O Ricoi tem idade suficiente pra me perguntar isso. Tu lembra do cartão azul?
Speaker 3:Cartão azul lembro Ficava 20 minutos fora É.
Speaker 1:As pessoas não sabem.
Speaker 3:Existia cartão azul. Ficava 20 minutos fora, 20, 10, não lembro.
Speaker 1:O cara tava ah uma boa né É uma punição.
Speaker 2:É uma boa. Aí, ó, você É uma punição, é uma boa, você vê, você está vendo Ideias, inovações.
Speaker 3:Quando a gente compartilha a ideia e não tem vergonha de compartilhar. Eu vou dar uma ideia. Como é que você volta O cara vai copiar a minha ideia. Acabou de me dar um insight aqui, para todos nós, o cartão azul Sensacional.
Speaker 1:Às vezes o cara não queria expulsar o jogador, mas o cara tinha que dar uma esfriada, entendeu?
Speaker 3:e aí, cara, ele tava ele tava muito esbaforido, né ele tava muito estressadão no jogo e tal.
Speaker 2:dando pontapé, eu acho que eu tomaria alguns cartões azuis na minha carreira E é até pra falar nisso, né cara, Na hora de inovar tem que se permitir errar, Porque se a gente não errar, duvido que você vai estar inovando. Essa é a minha opinião, pelo menos. O erro faz parte da inovação.
Speaker 1:Você não tem, ninguém vai ter a receita certa de primeira.
Speaker 2:O primeiro vídeo, o primeiro podcast, qualquer coisa de alguém não vai ser o melhor Nunca, e a tendência é melhorar. E aí é uma questão que eu acho que empresas tradicionais têm que entender.
Speaker 3:Você deu o exemplo, pô, eu gastei 20 mil e tal tem que entender que tem que permitir o erro, né, cara, tem Conta pra gente aí, coy, cara, eu já passei por experiências onde a empresa realmente permitia e incentivava o erro, e era muito bacana. Porque você errava pequeno. É o que o César da CIT fala Erra pequeno pra acertar grande lá na frente. Cara, esse é o ponto, boa visão. Põe o cliente no centro, põe o cliente no centro, erra pequeno e acerta grande lá na frente. Porque se você errar pequeno com o cliente no centro, você errou e o cliente viu, ele participou do erro, entendeu, então é um investimento. Ele viu você fazer um investimento, então ele vai te dar valor praquilo. Você sai vitorioso. Agora, quando não tem espaço pra errar, cara, é assim, é o principal motivo da falha, do fracasso da inovação. E pode ser pior, tá? Já passei por situações onde o erro era punido.
Speaker 2:Aí é pior ainda.
Speaker 1:Né O cara tenta inovar e você vai punir Aí o cara não se sente mais à vontade para trazer nada.
Speaker 3:Não Aí, você inibe completamente a cultura de inovação, né Você comete um erro de 20 mil e perde o seu emprego. por exemplo meu. que imagem você está passando pro? Ninguém mais vai fazer nada Pro time né O time vai falar assim cara. Nós estamos trabalhando num presídio. Se a gente errar, nós estamos mortos. É um campo de concentração, então fica aquele clima, então fica na sua, ali para errar menos Empurrando o erro para o outro.
Speaker 3:Não fui, eu, não fui eu, não fui eu, não fui, eu, não fui eu. E a empresa não vai para frente. Alguns posts que eu faço no LinkedIn eu sempre coloco que hashtag janela. Resultado não entra pela janela, quem faz resultado é gente. E essa é uma frase que eu usei uma vez numa empresa que eu trabalhei, que ficava no 22º andar, e um dia eu cheguei pro meu superior e falei pra ele falei chefão, a gente precisa fazer aqui um workshop de liderança, a gente precisa pegar os nossos líderes, tirar daqui, levar pra algum lugar, fazer uma dinâmica, sabe De todo mundo, remar pro mesmo lugar, o barquinho, essas coisas que são clichês mas que servem pra caramba.
Speaker 3:Sempre serve, precisamos fazer um negócio desse. E aí ele me falou assim pô Ricoia, você não entendeu nada. né O que foi cara Nossa empresa, ela é focada em resultado, ela. O que foi cara Nossa empresa, ela é focada em resultado, ela não é focada em gente. Aí, imediatamente eu fiz assim a janela, uma janela de vidro.
Speaker 2:né Falei assim, olha lá, O resultado entrou. Fecha a janela, abre a janela. Vamos caçar o resultado.
Speaker 3:entendeu Aí ele falou o que foi, falei o resultado Vai entrar. fecha a janela.
Speaker 2:Ou abre. Você quer o resultado, deixa ele abrir.
Speaker 3:Passou, eu fiz assim. Né Você viu Como passou rápido. Aí ele falou assim. Mas você é foda, né Eu falei, cara não existe Não existe isso, cara Quem faz? o resultado são as pessoas, Cara quem faz o emprego são as pessoas. Você se apaixona por gente.
Speaker 2:velho, você tem que se apaixonar por gente, seja você a mulher que faz o café, seja você o presidente da empresa, você tem que se apaixonar por gente e te falo mais quanto mais a possibilidade você tiver, mais tem que gostar de gente, porque eu te falo que a medida que minha carreira foi ganhando mais e mais possibilidade, mais eu tinha que lidar com gente. é gente. o que você faz é lidar com gente. É gente. O que você faz É lidar com gente o tempo todo, Não importa Interno e externo. É isso que a gente faz.
Speaker 3:E a inovação. Ah, aí, você fala assim. Ah não, nós temos que mudar a cultura da empresa.
Speaker 1:Ah, aí você vai Vou até. Né me corrigir se eu estiver equivocado, mas eu sou uma pessoa que Eu sou apaixonado pela inovação, pela ideia de fazer coisas de forma diferente e encontrar resultados diferentes. É meio que eu gosto muito disso, é um lance que mexe muito comigo. Primeira coisa paciência, porque às vezes uma inovação que você quer trazer não está na hora o cara que pensa na frente normalmente ele não está na hora ainda. Às vezes leva um ano para você conseguir implantar uma inovação, uma ideia nova. Então paciência importante. E a segunda coisa eu vou resgatar a palavra que você usou agora há pouco, que é evangelismo. Por quê Evangelho significa boas novas. Né Você tem novidades para distribuir, então boas novas. Resgata o evangelho. Você tem que ser evangelista também.
Speaker 1:Você tem que compartilhar, porque quanto mais você contagia com uma visão nova, e aí vem um impacto na cultura você consegue fazer a implantação de uma inovação, senão você não consegue cara qualquer coisa que eu quero trazer de inovação e diferença. A primeira coisa que eu faço é falar com esse cara porque assim, se eu não conseguir convencer esse, cara.
Speaker 2:Eu não tenho não conseguir convencer esse cara.
Speaker 1:Eu não tenho ajuda pra convencer a nossa outra diretora a Cris, aí o Gomes comprou. Vamos na Cris, aí temos os três.
Speaker 2:Vamos no Diogo e aí você vai fazendo inovação é isso aí, mas é tem que ser, Porque assim por exemplo, o Diogo é o cara do pitch elevador.
Speaker 1:Se eu for levar uma ideia pra ele, três segundos depois ele não. já sei o que você vai dizer. não concordo, não, é isso aí, mas você nem me ouviu.
Speaker 2:eu já sei, Já entendi. Eu não tenho uma puleta lá, não, mas o o Instagram me deu um link de um negocinho digital que você tem 5, 10 é um timer você vai colocando agora toda hora que ele começa, já vira um negócio também cara.
Speaker 3:A gente não tem tempo é muita gente toda hora que eu vi história.
Speaker 2:Não sei o que, pelo amor de Deus, resumo o que você tá falando, entendeu a revolução não vem de uma pessoa só, nunca vai ser só de uma pessoa só.
Speaker 1:Não.
Speaker 2:Nunca vai ser só de uma pessoa.
Speaker 3:Não.
Speaker 2:Você precisa, tem que ter, você tem que ir fazendo parcerias.
Speaker 3:né Você tem que ir construindo parcerias dentro da organização pra isso ir tomando o corpo, né Quando você tá dentro. Agora, se você tem aquele cenário que a empresa tá coada, as pessoas têm medo de errar, você não consegue fazer a parceria, porque o cara fala não peraí, você tá falando um negócio aí que Você vai ser demitido aí.
Speaker 2:Olha aí o cara você vai rodar o seu emprego por causa disso.
Speaker 3:Você tá danado. Eu trabalhei numa empresa em linha com cultura, né que você falou que era muito bacana, que foi a Lynx. Eu posso dizer eu falei com o Alberto hoje, com o Alberto Menaschi que era o presidente da Lynx, eu reportava pra ele. Me ligou hoje do nada, achei sensacional, até falei pra ele quando ele me ligou. Eu falei, alberto, me deu um frio na barriga porque eu lembrei de quando você me ligava então eu pensei caramba, o que eu fiz errado.
Speaker 2:Ele disse que foi vendido, Ele tava dando dinheiro.
Speaker 3:Foi vendido E assim a gente gosta muito de zoar. A gente perdeu um amigo, mas não perde a piada.
Speaker 2:Ah não, eu sou favor da seleção.
Speaker 3:A gente me identifica muito com os seus negros. Então eu não podia deixar De falar hoje pra ele o que eu falei. Eu falei, roberto, eu tô num novo mercado. Não, ô Rico, como é que você tá. Eu tô num novo mercado aqui, que é um mercado de máquina de contar dinheiro.
Speaker 2:Você não quer comprar não, eu não quero comprar né cara. Nem eu dei um preguiçom sei lá quantos bi aí né cara.
Speaker 3:Aí tive que ouvir uns xinguinhos dele lá, mas tá tudo certo, e aí o que acontecia Lá era um negócio super bacana, porque a A gente tinha um BSC, um Balance Scorecard. Todo ano A gente revisava aquilo. O time de liderança saía, a gente revisava, discutia, tinha abertura para falar e tal. E numa das reuniões finais do BSC que é onde os caras colocam os responsáveis pelos projetos estratégicos sobrou um projeto estratégico lá que era um projeto sobre cultura, e o diretor de RH eu era diretor de sistemas, o diretor de RH não levantou a mão para pegar o projeto. E eu levantei O Alberto falou você é louco, você vai pegar, você é TI, cara, você vai pegar o número de cultura. Falei Alberto, me dá essa chance, eu quero fazer. E eu peguei Aí. O que eu fiz, cara, qual era o mote do projeto? Era mapear a cultura da empresa, porque a gente queria mudar a cultura.
Speaker 3:Então, se você quer mudar a cultura, você precisa saber onde ela é, o que ela é, como ela é. E a cultura é muito baseada nos valores da empresa E os valores muitas vezes estão escritos na tábua ou no site mas não são aqueles. Isso é muito real, isso. Mas você tem que partir daí, você tem que ter um ponto de partida. Então, o que eu fiz, eu peguei lá a listinha dos valores. Vamos supor Primeiro, ética A Links na época tinha 3 mil funcionários. Eu selecionei 300 funcionários, 10% do público, e conversei com todos eles Olha estatística.
Speaker 2:tá vendo Já, tá voltando estatística.
Speaker 3:Conversei com todos eles cara 50% da pessoa.
Speaker 1:Você não imagina Quantos funcionários 3 mil, Um por um. Cara ontem choveu.
Speaker 2:Boa, boa, boa Vai chover amanhã.
Speaker 3:Calcule com desvio padrão.
Speaker 2:Ah, sensacional.
Speaker 3:Muito bom. Aí, cara, eu conversei com 300 pessoas e peguei cada valor eram cinco ou sete, sei lá e fazia a seguinte pergunta ó, ética, Então ética, O que é um comportamento aceitável de ética para você? Então valor comportamento Ética, O que é um comportamento não aceitável para você? Aí ia para o segundo valor. A mesma pergunta Então sustentabilidade, O que que é um comportamento sustentável e um não sustentável? 300 pessoas, Cara, isso me deu uma massa de dados gigante, Imagina, E eu compilei tudo isso e a gente acabou descobrindo coisas. Assim A gente não é sustentável, porra nenhuma.
Speaker 2:Só fala, tá escrito ali Entendeu, Pega um copo que descartava toda hora. ali ninguém usa canudinho toda hora.
Speaker 3:Aí a gente mapeou qual era a cultura da empresa. Aí fomos lá, apresentamos eu né apresentei pro presidente, pro conselho e tal, essa aqui é a sua cultura, cara. Eles negolharam e falaram assim caramba, a gente nem imaginava que era essa a nossa cultura. Então agora vamos comunicar aos outros 3 mil funcionários qual é a nossa cultura E vamos ficar um ano falando dessa cultura.
Speaker 1:Mas peraí, peraí, peraí. Você identificou a cultura, formalizou a cultura e foi reforçar a cultura, comunicar a cultura.
Speaker 2:Quis comunicar a cultura Porque ninguém sabe Se escrever lá não tem nada a ver Entendeu, não faz total sentido.
Speaker 1:O que acontece é o seguinte, pelo menos na minha leitura das coisas Normalmente a cultura, ela começa a refletir a liderança da empresa. Então assim, se tu tem lá um CEO que não é ético, você não vai ter ética na tua cultura, porque o cara não surgiu uma oportunidade de fazer um esqueminha aqui, não faz aí na boca e tal Metade metade Quando você botar ética na cultura. Não é assim que funciona a empresa. Aqui a gente funciona de outro jeito. Então assim, e é por isso que você consegue encontrar empresas que tem uma incrível personalidade, isso É uma persona, você vê a pessoa agindo através da empresa. É um assunto fantástico. Então assim você pode reforçar isso. Mas também existe essa luta de consertar algumas coisas, que pode descobrir, coisas que não são legais.
Speaker 3:Quando você pega, por exemplo, um alê da Cacau Show, você olha pra ele, você vê a cultura da empresa, você vê uma entrevista dele, você já sabe a cultura da empresa inteira.
Speaker 1:Sim, Inclusive eu fui lá na Cacau Show, na loja da Cacau Show da fábrica, e o preço da loja é o mesmo preço da loja. Que absurdo, que absurdo, pô cara. Você tava querendo me desculpar que a loja é de padre, esse jeito é loja de padre.
Speaker 3:Alô ali, alô ali, vamos, aí vamos aí, então tem pessoas realmente a Luísa Trajano, você olha pra ela, você sabe qual é a cultura.
Speaker 2:A cultura da empresa.
Speaker 3:Outro dia, num evento sobre IA E em 1900, não em 2003, eu mandei um e-mail pra Luisa Trajano e ela me mandou um vídeo da Lu Porque eu tinha visto uma apresentação dela. Eu tenho esse vídeo. Depois eu mando pra vocês. Onde a Lu. Depois eu mando pra vocês Onde a Lu, em 2003,. Conversa com uma pessoa por telefone. Então você escuta, a pessoa atende Oi Maria, tudo bem, tudo bem, aqui é a Lu do Magazine Luiza. Aí a pessoa começa a interagir com a gravação. Isso em 2003? 2003. Caraca, 2003? Três, caraca, loucura. Aí os caras. Hoje eu estava no evento de inteligência artificial, os caras falando não porque chat, gente peraí 2003. Magalu vê esse vídeo? Isso é inovação Na veia. Então quando você vê, você olha pra Helena, você vê a cultura da empresa E, do mesmo jeito que você falou, às vezes você olha para um cara de uma empresa e vê que ele não é ético. Na conversa no almoço Isso aí.
Speaker 3:Então você já mapeou Essa empresa lá atrás. O que tem por trás é o reflexo do comportamento do líder, não tem como. Então aí a gente chega num ponto Anderson, muito, muito importante A liderança principal da empresa precisa engajar na inovação, não tem como Diurnamente né.
Speaker 1:Não tem como.
Speaker 3:Diurnamente, né Não tem como. Se você tentar por baixo, se os diretores tentarem, se o nível gerencial tentar, mas o chefão lá em cima Não embarcar, não embarcar.
Speaker 2:E não ajudar, empurrar junto né cara. Literalmente só falar vai lá e faz, não vai acontecer.
Speaker 3:Não vai funcionar. Então, quando eu tô num conselho de uma empresa ou numa reunião que me chamam e tal pra avaliar algum projeto, alguma coisa, e o chefão tá lá e eu faço meia dúzia de perguntas pra ele, eu já entendi, já viu, até onde vai até onde não vai.
Speaker 3:E é isso Entendeu. Eu já digo ó, você vai me pagar o meu FII de hoje que eu vim aqui tem um custo, mas a gente não vai fechar contrato. Nós não vamos trabalhar inovação aqui. Eu não vou trabalhar inovação aqui. Se você achar algum maluco aí, que for embarcar nessa?
Speaker 3:ele vai estar te enganando porque ele vai ficar aqui três anos ganhando seu dinheiro, não vai fazer nada porque o chefe não quer. E paciência. E aí a cultura, completando só o negócio da cultura. Por que a gente mostrou Então a empresa não é tão ética assim, a empresa não é tão sustentável assim, pra que todos entendessem o que era a cultura da empresa. Aonde a gente queria chegar, a gente sabia onde queria chegar, o to be tava muito claro e aí começamos a desenhar. E é incrível, porque as pessoas começam a fazer as pontes sozinhas. Quando você tem o patrocínio da liderança, então peraí, o presidente da empresa permitiu sozinhas. Quando você tem o patrocínio da liderança, então peraí, o presidente da empresa permitiu que você de TI, que não tem nada a ver com RH, fizesse esse trabalho e colasse na parede as frases que você ouviu. E eu selecionei umas frases.
Speaker 2:Bem, De impacto realmente?
Speaker 3:Pô o cara olha aquilo e ele fala assim gente tem alguma coisa mudando, aí O presidente deixar fazer isso. Tá escrito lá. nós somos assim, nós somos meio ético. Eu sou meio ético quando eu leio aquilo. Então eu quero mudar.
Speaker 2:Como a gente muda isso.
Speaker 3:Se eu quero mudar cara. Eu comprei a base, o chefão tá comprado. Eu comprei a base, o chefão tá comprado, eu comprei a base A base. Vai vir pra mim o que vinha falar comigo e aí me sobrecarregou. Eu pedi ajuda pro RH. Eu falei ó gente, agora a galera quer mudar. Como é que a gente muda isso? Agora é a hora, É sensacional.
Speaker 1:Tem que ter um movimento top-down.
Speaker 2:Tem que ter Mudança de cultura é um negócio que Tem que ser, tem que ser E por isso que não muda.
Speaker 3:Tem muita gente que eu converso que fala assim como é que muda a cultura de uma empresa. A resposta é não muda. Nenhuma empresa muda a cultura. Tem gente que fala isso. Eu não acredito, porque eu já vi mudar, já participou do processo. Né Eu já vi mudar, não vi muitas, foi a única aliás que eu vi mudar. Né Quando a Lynx comprou a Lynx comprava muitas empresas. Né Quando a Lynx comprou duas empresas uma chamava Nimu e a outra Caordic, uma era de Manaus e a outra de Florianópolis E eram empresas digitais E a gente foi fazer a integração. Minha função lá era fazer a integração das empresas. Um negócio louco, porque no dia seguinte do anúncio da compra, como a Lynx tinha ações na bolsa, a gente já tinha que colocar pra dentro todo o faturamento. Claro, loucura, cara, imagina Loucura. E a gente não ficava sabendo. Porque a gente não podia ficar sabendo, o mercado não podia ficar sabendo. É, é informação aproveitada né.
Speaker 3:E aí, quando a gente viajou pra Florianópolis eu fui pessoalmente lá, acho que era Nemu a Caótica, não me lembro bem qual delas a gente foi recebido por um cachorro. Olha só, na recepção tinha um cachorro labrador sentado na cadeira com o crachá, com a foto dele. Não me lembro o nome dele. Com o nome dele Falei gente, o que é isso? E um totemzinho ali né Pra você fazer o. Aí, você fazia um carinho, um cachorro, um cachorro.
Speaker 2:E é isso Entrava.
Speaker 3:Não, eu vim falar com fulano de tal. Aí o pessoal levantava trazia, ia buscar. Eu tentei, não João, pra fazer isso. Ou seja, você imagina o nível de disrupção que tinha nessa empresa que a Lynx comprou na época. Nós compramos na época pro nível de cultura que a gente tinha mapeado, Então a gente queria ser digital, igual eles, Igual aqueles caras, Tanto que nessa época o que que era o normal Tinha um framework que a gente colocava na reta, integrava a empresa nos nossos sistemas e pronto, acabou, não tinha questionamento o cara adquirido, ele não podia questionar, não tinha papo ele entrava na você vai usar essa droga desse sistema que a gente tem aqui.
Speaker 3:e acabou quando a gente entrou nessa empresa os caras tinham Salesforce. Aí eu falei ai, que delícia, eu já tinha implantado Salesforce algumas vezes. falei agora é a hora, a gente não vai conseguir tirar o Salesforce dele, dito e feito. E aí o que aconteceu? A Lynx comprou o Salesforce.
Speaker 2:Não teve jeito A cultura de lá foi mais forte. Cara, o papo tá bom demais, nós estamos chegando naquela hora. Bisterantes. Que hora que nós chegamos cara, cara chegamos às considerações finais desse episódio.
Speaker 1:São oferecimentos da CS Pro e da CS Cyber Pro, mas é o momento em que o nosso convidado pode pegar o microfone e fazer o que quiser.
Speaker 2:Já baixa link, linkdinha, etc.
Speaker 1:E antes só só fica tranquilo.
Speaker 2:Só tenho 10 minutos. Fica tranquilo, fica à vontade. É tempo demais, eu sei, mas eu não podia perder a piada.
Speaker 3:Gente, eu quero só agradecer a vocês. Né Eu sou fã, né De vocês assisti quase todos os capítulos. Quando chegou no 200, lá foi super legal. Já vi vários colegas meus passarem aqui né E eu assisti, prestigiei e tal e tenho pra mim assim uma satisfação e uma gratidão muito legal de estar te conhecendo pessoalmente, de conhecer vocês aqui, de estar aqui pessoalmente podendo participar do maior podcast do Brasil.
Speaker 2:Muito obrigado só gratidão, deixando um cara de altíssimo bom gosto além disso, cara, E vou te dar um feedback aqui, cara, Adorei esse episódio. Tenho certeza que quem está ouvindo agora também vai gostar. Vou ler esse livro. Aprendi muito hoje. Vou adotar no dia a dia. Vou te mandar imagem. Você vai ver, cara. E assim que papo bacana. A gente tem que gravar um novo episódio depois, cara.
Speaker 3:Fica já aberto o convite aí que dá pra conversar umas 3, 4 horas aqui, dá pra virar um show aqui, viu, tem história, tem história, tem muita história.
Speaker 2:Muitíssimo obrigado, ó. Quem quiser os links da LinkedIn do Ricói vai estar aqui na descrição do episódio. Clica lá, conecta com ele, segue, você viu que o cara tem muito pra compartilhar. Muito obrigado, nicole, te agradeço, valeu.