PODCAFÉ TECH
Aqui você encontrará um bate-papo informal entre profissionais de TI e convidados das mais diversas áreas tratando temas quentes com muito bom humor. Se você é apreciador (ou não) de um belo cafezinho, com certeza vai curtir esse bate papo. Uma forma descontraída e agradável de se informar e manter-se atualizado com as principais questões da gestão de tecnologia. Nossos hosts Gomes, Mr. Anderson e Dyogo Junqueira nos conduzem através deste podcast, sentados em torno desta mesa virtual, tentando reproduzir o prazer daquela conversa inteligente acompanhada pelo cafezinho da tarde, vez ou outra deslizando para uma mesa de bar, afinal ninguém é de ferro. Feito pra te acompanhar na estrada, no metrô na academia ou onde mais quiser nos levar, colocamos o “Pod” no seu café! Pode desfrutar, pois foi feito pra você!
PodCafé Tech
PODCAFÉ TECH
Giulia Bordignon: A verdade sobre o desenvolvimento de software
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Hoje, recebemos Giulia Bordignon , desenvolvedora de software na Aquasoft, para uma conversa incrível sobre sua trajetória e os desafios enfrentados ao longo de mais de 7 anos de experiência no desenvolvimento de soluções em .NET e C#.
Giulia compartilha insights valiosos sobre arquitetura de sistemas, inteligência artificial e as contribuições estratégicas que moldaram sua carreira na TI. Além disso, discutimos como as redes sociais têm influenciado sua visibilidade e networking, e o papel fundamental da formação acadêmica em sua jornada.
Se você busca inspiração e quer aprender mais sobre o universo do desenvolvimento de software, não perca este episódio!
Participantes:
Giulia Bordignon: Desenvolvedora de Software na Aquasoft
Dyogo Junqueira - Co-Host do PodCafé Tech
Guilherme Gomes - Co-Host do PodCafé Tech
Anderson Fonseca - Co-Host do PodCafé Tech
PodCafé Tech é um podcast onde Mr Anderson, Guilherme Gomes e Dyogo Junqueira, recebem convidados para falar de uma forma descontraída sobre Tecnologia, Segurança e muito mais.
YouTube: youtube.com/@podcafetech
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MÚSICA. Pode tá certo, pode tá certo.
Speaker 3Muito bem, muito bem, muito bem. Estamos começando mais um Podcafé da TI, podcast tecnologia e cafeína. Meu nome é Anderson Fonseca, o Mr Anderson, e seja bem-vindo à nossa espaçonave. Hoje temos Space Cold aqui.
Speaker 4Aqui é Guilherme Gomes da C-Soft. Hoje a gente está fazendo muitas coisas loucas.
Speaker 1João Junqueira, senhor da C-Soft. Para nós é um prazer receber nossa amiga convidada de hoje. Graças a muito, muito manejamento de agenda, ela conseguiu estar aqui vindo da Campus Party, a gente datando a gravação entre um compromisso e outro. Né Vou deixar ela mesmo se apresentar.
Speaker 2Alô, alô, galera, invadindo aqui o podcast do Podcafé da TI né, e é um prazer imenso. é claro que eu ia remanejar Estando em São Paulo. eu amo o podcast de vocês e é um prazer e bem-se estar aqui.
Speaker 1A gente fica lisonjeado né de ter sua presença aqui com a gente. Mas como é que é.
Speaker 5Você que tá aqui pra assistir o Podcafé da TI, o podcast com a Gi não vai ter A gente para por aqui. A gente só continua. Se você seguir o canal, se você curtir, deu joinha, compartilhou aí, depois a gente continua estamos esperando eu vi inscreve sininho, sininho já deu, né, vamos lá.
Speaker 1Se tem alguém que ainda não te conhece, que não segue você nas suas diversas redes sociais e segue a sua agitada rotina, impressionantemente agitada rotina, vai. Vou deixar você falar um pouco da Gi. Né, quem é a Gi? pra pessoa se situar nos convidados E aí já começa, como é que você começou a sua carreira de TI, que a gente tem muita gente aí que se inspira. Eu tenho certeza que se inspira muita gente a vir pra esse lado da força.
Speaker 2Vamos dizer assim Bem, eu sempre conto ali o começo como algo que tecnologia não era a área que eu conhecia. Na verdade eu não queria seguir a área porque eu nem conhecia, eu não sabia que existia E eu descobri a tecnologia já adulta, como uma possibilidade de carreira Adulta, não adolescente. Né Eu tava finalizando a escola e E tava ali pensando vou continuar estudando, eu sou de interior, até tava compartilhando a minha história esses tempos no LinkedIn ali pra galera. Estudar a gente meio que via como uma coisa de quem tinha muito dinheiro depois que terminou a escola. O ideal é trabalhar pra levar grana pra casa e tudo mais.
Speaker 2Mas é, eu sempre tive um professor que me dizia que estudar levava a gente pra outros níveis, que virava o jogo, que transformava a nossa realidade, que era a nossa forma de sair da condição social onde a gente estava, e ele sempre batia muito, assim persistindo Galera, não quero que vocês abandonem a escola porque a gente tinha uma evasão muito grande na escola, principalmente no ensino médio. Né A gente olhava o ensino fundamental 40 alunos na educação pública e tu ia pro ensino médio, 10 alunos caía drasticamente porque a galera atingia a idade de trabalho legal e desaparecia da escola Big.
Speaker 5Brother School né. A galera ia sendo eliminada no meio do caminho.
Speaker 2Eliminada. E aí esse professor sempre ficava batendo gente, educação, educação, e ele era um professor de humanas, de sociologia, e era muito engraçado porque ele era um professor que batia muito, assim nisso, e ele nem era das exatas, e a gente ficava ah professor, mas a gente nem usa sociologia E ele não. Eu quero que vocês estudem pra todas as disciplinas, eu quero que vocês usem a educação pra transformar a realidade de vocês. Caramba, passou bacana isso. E ele entrou na nossa cabeça. Gente Foi ouvindo aquilo no primeiro ano, segundo ano, terceiro ano, e aí eu disse não, eu vou dar um jeito de estudar. Mas e aí, estudar o quê? Se eu não me considerava apta pra fazer uma graduação, aí eu comecei olhando o que tem de possibilidade por aí, aí a gente vai nas carreiras padrões Medicina, advogado, direito.
Speaker 2Não não é necessariamente advocacia, direito, contabilidade, carreiras padrões E a partir disso eu comecei a pensar o que eu vou estudar. Mas eu preciso de um foco para correr atrás de uma bolsa enfim E tecnologia não estava ali no radar. Só que durante a escola eu participei de diversas bolsas de estudos, de projetos técnicos. A prefeitura tinha uma movimentação legal com a juventude. Então eu já tinha experimentado contabilidade e não tinha curtido. Já tinha experimentado administração e não tinha curtido a área de gestão. Monótono pra caramba É, e eu já era mais agitada, mais rebelde.
Speaker 1Ficar falando agitada Em algum momento.
Speaker 2Ia sair, Ia sair, ia sair Era só falar a palavra agitada entendeu, era só agir Ou eu só agir, agitar, e aí eu sempre tive essa inquietação assim. E a administração, ela tinha um caráter mais formal, um público mais formal. Não deu match. Hoje eu adoro administração. Ela tinha um caráter mais formal, um público mais formal. Não deu match. Hoje eu adoro administração porque eu tô sempre empreendendo com alguma ideia e eu acho que faz total sentido ter adquirido aquele conhecimento.
Speaker 5Mas o perfil de hoje não é o daquela época. Tá, Não é o daquela época.
Speaker 2E aí, falando de perfil de tecnologia, daquela época também era meio diferente.
Speaker 1Caramba, eu lembro eu lembro que eu tinha um banco que eu tinha que ir sem brincadeira, literalmente, pra você subir lá como fornecedor. Vinha um dress code e a camisa tinha que ser branca. Camisa branca, sem camisa branca não podia.
Speaker 5Você prestou serviço nesse banco.
Speaker 4Ent assim primeira coisa que Ele entrou na empresa e falou você tem camisa branca Porque velho lá só entra de camisa branca, vai lá e compra um monte de camisa branca.
Speaker 1Era cara, sapato, camisa branca, gravata. Eu falei caramba, velho Evento, eu só ia assim Hoje, cara, eu não sei o que é ir de evento O dress code mudou muito né Cara graças a Esse banco ainda gosta de camisa branca. Uma curiosidade sobre esse banco.
Speaker 5Foi lá que eu aprendi o meu CPF. Eu não tinha memorizado até então, antes de eu estar na minha vida, mas todo dia eu tinha que repetir o número De 400 anos. ele até hoje não sabia o número do CPF. Porque assim nunca dei importância para ficar memorizando?
Speaker 4Não 400 anos, ele tem total, mas de CPF é 43. Ah, porque o CPF há pouco tempo.
Speaker 5É verdade, né Só depois que eu assumi a casa no Brasil.
Speaker 3Mas assim Entendi Mas sobre essas formalidades.
Speaker 2Foi até isso que me chamou a atenção na TI, porque enquanto em todos os outros cursos a galera tava aqui Indomadinha E eu já causava, porque eu já tinha cabelo colorido, tatuagem, eu era adolescente. Assim, quando a gente é adolescente e tem espaço pra expressão criativa através da aparência bio, era todas as expressões possíveis, roupa rasgada, pintava o olho, então eu causava ali. eu me sentia desconfortável no espaço E quando eu fui pra TI, por mais que o perfil de TI fosse diferente de hoje, ele ainda era mais desconstruído do que todas as carreiras.
Speaker 4Eu cheguei.
Speaker 2Galera de moletom escabeladaça.
Speaker 5Principalmente a galera que tava lá, mais escondida, moletom era padrão Agora é o seguinte tem duas linhas grandes, fortes, tradicionais disso E até tem. Isso é retratado na história da TI Porque a IBM, que era um big player, era todo mundo. Gravata camisinha preta camisa branca, calça preta, social, era aquela pegada E chegava.
Speaker 1Steve Jobs ganhou cara de tênis.
Speaker 3De tênis agente de chinelo e a camisa tá preta, não é não?
Speaker 1Era um marca de tênis só.
Speaker 3Não, não.
Speaker 1Era só New Balance, um modelo específico.
Speaker 5Nós estamos falando sobre ele se apresentar publicamente. Estou falando assim. ele ia pra empresa de qualquer jeito. Ah sim, e isso era um negócio que assim era inaceitável naquela época, entendeu?
Speaker 4Porque a IBM vem de um padrão anterior, menos disruptivo e tal, e o Steve Jobs veio pra A.
Speaker 1IBM ia vender pra banco velho, era mainframe, era o público E o Steve Jobs.
Speaker 2E a aparência importa quando a gente tá lidando com pessoas corporativas, exato Não ia ser mainframe.
Speaker 1Quem vai comprar mainframe? É o tamanho Banco até hoje usa mainframe.
Speaker 5E o Steve Jobs ia vender pra quem Se é cool Era peça redonda, no buraco quadrado, ele ia vender pra pessoa, pro Você vender para o público final, que era a ideia dele.
Speaker 4E aí como é que ele tem que aparecer Com o público final.
Speaker 5Faz muito sentido Cagão, não existe essa coisa né. Então essa onda chegou até alguns anos atrás. Igual o Diogo estava dizendo se é para um evento de TI ou alguma coisa. Era terno e gravata nessa pegada.
Speaker 2Mas a gente ainda tem alguns espaços tecnológicos super corporativos que as vezes pede ali um blazerzinho, uma coisinha. Mas agora a gente tem espaço pra um acessório pra um cabelo colorido. Com muito mais aceitação do público dá pra colocar um blazer e o cabelo de boa e estamos entregando tudo a Lataína do nosso time fazia as implantações cada.
Speaker 4Lá, Tainã é tatuadíssima fazia fazia as implantações, cada dia no cliente com um cabelo diferente é, não é engraçado.
Speaker 1Sabe o que é? é porque o cliente falou não é um de cabelo vermelho eu falei assim, então Ela variou várias vezes assim, ah, de cabelo. Então quando ela veio aqui ela teve todo o arco-íris.
Speaker 5Ali Eu fui atendido pra menina de cabelo rosa, Não azul.
Speaker 1Azul. Agora, nesse momento, ela é azul, mas eu quero a de. É a mesma pessoa, sou tal pessoa.
Speaker 4Eu queria Exato Que os clientes adoravam ela Eu quero ser atendida. É, eles brigam assim Não dá pra voltar. Se atende Não a Tainá não faz mais suporte.
Speaker 5Gente, desculpa, vamos voltar pras coisas. A Tainá agora tá monocromática, já faz um tempo É eu conheci monocromática.
Speaker 1Pinta o cabelo.
Speaker 2Tainá, movimento, movimento Hashtag, aqui do Pó de Café da Teia. E aí, gente, eu entrei, entrei naquele técnico de informática sem saber nada de informática, primeiramente, e segundamente era uma turma noturna, então só tinham homens com perfil, mais pai de família, mais outros movimentos, outra movimentação de carreira, então eu sentava pra fazer um trabalho em grupo, não conseguia estabelecer um diálogo porque eu era também cabecinha de jovem meio uma pessoas mais velhas Tinha essa coisa E ao mesmo tempo essas pessoas já tinham um background tecnológico. E essa é uma característica muito da tecnologia. A gente entra numa graduação tu vai ter um público que não sabe nada e tu vai ter um dev sên sabe nada e tu vai ter um dev senior, os dois coexistindo na mesma disciplina, enquanto que em outras áreas a gente não encontra um médico que já operou 300 pessoas cursando medicina.
Descoberta Na Tecnologia
Speaker 2Então a gente tem esse desequilíbrio, então a gente tem vários pontos zero em diferentes momentos de carreira. E eu não entendi isso e eu comecei a me cobrar e eu me achava muito burra e eu me achava incapaz E eu achava que se eles estavam entendendo e eu não era porque o problema era eu. Mas com o tempo, depois, lá na frente entrando, na graduação, eu fui entender que eu não tinha background nenhum.
Speaker 4Na graduação, você era a que sabia e entrou uma galera na graduação que não sabia nada.
Speaker 2Aí eu apanhei muito nesse técnico, abandonei, achei que tecnologia era difícil demais pra mim, não era pra mim, era um perfil, era coisa de homem também. Eu olhei assim, é coisa de homem, coisa de homem. Tanto que falaram e eu ah, realmente não deu certo. E aí, quando eu entrei na graduação, aí pula lá pra parte de ok, vou dar chance pra tecnologia porque eu sou interdisciplinar. Porque daí eu tive essa crise que curso que eu vou escolher tecnologia? eu tenho certeza que não educação física, nada eras. Eu queria algo que eu pudesse me expressar interdisciplinarmente, porque eu sempre gostei de todas as áreas filosofia, matemática, português e escolher só uma ia ser muito frustrante.
Speaker 2Então eu comecei a ir visitando, assim falando com profissionais, a importância de trocar ideia com quem atua na área. Isso te dá outra visão da profissão que tu tá querendo desempenhar. E aí, trocando ideia com pessoas da tecnologia, eu percebi que nenhuma se parecia com a outra. Eu disse não tem um padrão. Esse aqui tá fazendo uma coisa totalmente diferente desse aqui, que é totalmente diferente. E ali eu olhei uou, tem muita coisa pra construir nessa tal, dessa tecnologia.
Speaker 5Minha criatividade pode ser aflorada é muito legal essa raciocínio, porque assim você tava buscando a tua identidade, tava buscando o que que eu vou ser. Aí você olhava pra aquelas pessoas e pensava talvez eu vou ser como essas pessoas quando você olhava e nenhuma era igual a outra.
Speaker 3Então eu posso ser eu mesmo. Eu posso ser eu mesmo tem espaço pra você.
Speaker 5Ser é genial essa foi a minha.
Speaker 2E aí eu olhei tá, vamos de novo dar uma segunda chance, gostei desse negócio da tecnologia, e aí eu entrei, e aí eu já peguei aquela base do meu técnico que eu tinha apanhado. Aquilo ali já me ajudou a ter muito mais facilidade nas disciplinas iniciais. Então eu já não tava mais 100% perdida. E aí eu comecei a perceber o cara que já era super especialista, que era coordenador de empresa, gestor de TI. Eu que tava chegando ali com 16, 17 anos pra fazer a graduação a outra galera, era um público muito, muito aleatório muito eclético mas os professores, eles tinham uma habilidade incrível de coordenar todo mundo e todo mundo aprendia com todo mundo e todo mundo se empurrava.
Speaker 2Então o cara que era gestor às vezes liderava a organização do grupo e todo mundo aprendia com todo mundo e todo mundo se empurrava. Então o cara que era gestor às vezes liderava a organização do grupo passava Sim, agregava com o que ele tinha né.
Speaker 2Isso que é o maravilhoso, é equipes, né. E aí ali eu já vi que trabalhar com tecnologia é construir coisas em grupo, com diferentes perspectivas. Tu não é um profissional de tecnologia sozinho, tu é um profissional de tecnologia sozinho, tu é um profissional que precisa saber compartilhar e nivelar todos esses conhecimentos e organizar. E aí eu já me realizei, aí eu já fui-me embora e daqui a pouco eu já tava me graduando, fazendo mestrado, e só foi.
Speaker 5Eu tô adorando porque assim eu tive uma virada de chave muito grande na vida quando eu fui pra faculdade, porque até a oitava série eu era o nerd que ninguém aguentava porque não tinha outro. Era só eu né Aquele cara. E quando eu fui pra faculdade e tinha um monte de gente querendo aprender tecnologia ali, também um monte de outros nerds ali e tal, eu virei pô o cara popular, falei caraca. Eu tinha um apelido legal, a galera me chamava de MacGyver resolvia as paradas e tal.
Speaker 5A galera disputando pra ficar em trabalho comigo. Eu falei assim, cara, eu sou legal.
Speaker 3Eu sou legal finalmente. Finalmente passar os cabos na pirâmide.
Speaker 5Eu não sabia jogar futebol não sabia nada que os populares faziam na escola, nada aqui no esporte, nada pra mim daquilo dava certo, E quando eu fui pra onde o conhecimento fazia diferença, eu falei ah É aqui Agora achei meu momento, que é o lugar que você sempre É o mais
Speaker 3legal da graduação.
Speaker 2A gente encontra finalmente a nossa tribo. né Todo mundo que gosta daquelas coisas, tão ali, tão concentrado, todo mundo que gosta daquelas coisas.
Speaker 5Estão ali E essa chance de você ser você mesmo.
Speaker 2Sem vergonha, eu gosto muito.
Speaker 1E quando você falou Eu tô em TI, vou programar, vou codar, como é que foi isso, Nossa.
Speaker 2Eu me apaixonei por programação Desde a disciplina de algoritmos 1.
Speaker 4A professora fazia aquele.
Speaker 2Step by step É porque eu sou muito metódica, eu sou a pessoa analítica, eu tenho esse perfil de olhar passo por passo.
Speaker 5Eu entro e me coordeno, tenho roteiro pra tudo o algoritmo é meio viciante, né, você começa a montar escrituras e eu não sei se você tem. Eu tenho a sensação de que o cérebro opera de uma forma diferente.
Speaker 2Você começa a dar uma expansão eu dei nome pra forma que o meu cérebro operava como é que o nome diz, porque assim pensamento computacional é o jeito da gente ver o mundo, porque as vezes eu quero explicar isso e as pessoas não conseguem entender.
Speaker 2Você coloca a mão, naquilo a cabeça, dá um é a professora começou a explicar os passos a passos pra resolução de um problema, isso aplicando a cenários reais, e eu, nossa, eu penso exatamente assim que é o olhar pro problema como um todo, decompor em pequenas partes, atacar pequenas partes com uma resolução, com um passo a passo. Já era assim que eu via o mundo, então traduzir aquilo em linguagem foi algo muito tranquilo pra mim, então foi muito natural. Então, aquelas primeiras disciplinas de algoritmos e eu uau, e fora aquela sensação de estar escrevendo um programa, praticar um usuário leigo, escrever um programa, mesmo que seja um Hello.
Speaker 2World todo atravessado na tela.
Speaker 4Eu olhei aquilo, uau eu escrevi um programa, seu primeiro Hello World, foi. Aí você faz a primeira telinha, o primeiro botão que funciona E é tudo muito incrível.
Speaker 2E aí eu só fui me empolgando e eu já queria ser programadora ali, mas eu sabia que existiam diversas possibilidades de carreira e que eu tinha que também ver as outras coisas. Você tinha que experimentar pra ver. E aí eu já comecei já no primeiro semestre experimentando hardware, porque aquele técnico fez diferença, porque daí eu já não tinha medo de botar a mão num computador, abrir peças de coisas.
Speaker 1Aí o técnico fez muita diferença.
Speaker 2Fez muita diferença. Eu não tinha medo E todo mundo tinha esse medo. Então já na primeira prova de entrevista de emprego, assim de estágio, o cara, eu lembro do primeiro feedback Eu nunca vi uma mina abrir um computador com tanta segurança e eu larga a chave na mãe, aqui que eu resolvo tudo.
Speaker 1Queimei muita coisa, queime que eu resolvo tudo.
Speaker 2Queimei muita coisa disco placa-mãe, mas eu não tinha medo de abrir já tinha ido mas eu lembro que ele olhou assim eu nunca tinha visto uma menina fazer isso. E tá contratada. E ali eu comecei a minha carreira com suporte técnico e aí eu fui explorando. Gosto de desmanchar hoje coisas, desmontar, montar, sobrar peça, ver o que que vou fazer que sobrou, remontar Gosto, mas é hobby, Sempre vem parafuso sobrando Sempre vem parafuso sobrando. Tenho certeza que eles vêm coladinho nas peças.
Speaker 5Desmontar é bom Quando você desmontar o Macbook em certa altura, eu percebi não vai dar pra juntar isso aqui.
Speaker 1Desmontar um Macbook é latado meu amigo, vou parar aqui notebook.
Speaker 4Eu até desmonto Macbook, não tive a mãe essa aí eu teria medo, não eu desmontava coisas ali mais baixo custo exato, não ia nem pensar em desmontar um
Aprendizado Em Tecnologia E Programação
Speaker 5controle remoto uma coisa como essa, um cara que botou a câmera filmando filmando pra depois ele ver o vídeo. Ao contrário, entendeu, Pra ele voltar refazendo, entendeu.
Speaker 2Eu tenho que aderir a isso é Genial.
Speaker 5Ele falou assim, cara como é que. Ele começou a notar, ele não vai dar certo, Pronto está. Botou a câmera.
Speaker 1E aí você foi testando.
Speaker 2Fui testando aí do hardware. Eu fui pra redes Porque os estágios eles meio que Eu ia Chegava um ponto que o estágio ele para de te entregar Novos conhecimentos, tu fica ali limitado a coisas de iniciante. E aí eu ia falar com a empresa. Não, a gente não tem budget pra efetivar A intenção. Era justamente mão de obra, obra barata.
Speaker 3Então eu sempre tinha são sinceros, cara, eu queria um escravo, não deixaram ter escravo pode ser um estagiário exato você tá se sentindo explorada.
Speaker 5Esse era o meu objetivo. Eu tô satisfeito. Tá explorada se tu estiver satisfeita com o aprendizado continue.
Speaker 2Mas sempre chegava um momento que eu ia ali trocar ideia. Esse papo de carreira, vocês vão me efetivar, vocês pô, eu já tô entregando tudo e muito mais do que um estagiário. Eu já faço as coisas que o cara do próximo nível está fazendo e aí eles sempre largavam o papo reto e eu acho justo se tu não pode efetivar, larga o papo reto pra pessoa, não criar esperanças.
Speaker 2Eu continuei entregando valor Porque eu sabia que era algo temporário, que eu poderia aprender. Mas aí eu tava com consciência de que eu tinha que estar Me preparando pra continuar crescendo. E aí surgiu uma vaga. Como que se fala, essas empresas de rede de internet Tem um nome pra. Provedor. Aí consegui uma vaga em provedor e comecei a aprender a configurar rede Suporte E fui pra suporte. Mas não era suporte, O meu cargo Suporte era mais quem tirava dúvidas Você era pra field Eu cabiava e subia.
Speaker 3Você cabiava mesmo Sim eu subia nos. Ah, eu não sei muito, isso Subia em poste. Não subia em poste, não, eu fazia interno porque eu era menina.
Speaker 2Aí eu ia dentro das empresas cabear, os moços furavam as coisas. Eu cabeava a rede, passava nos, organizava os cabos, crimpava, conectava os computadores.
Speaker 5Eu subia em pocha.
Speaker 2Ah não, isso aí era hardcore demais pra mim.
Speaker 1O Lando Pisteranzi passou na pirâmide de.
Speaker 5Egito.
Speaker 2Passando o rei de Lá, e eu lembro que os meninos do time diziam não, tu é muito mais delicada, fica indoor, porque tu vai deixar o negócio esteticamente mais bonito. E eu, ah, pior é que eu gosto disso. Então eu aceito Porque eu não gostava, eu tenho medo de altura, eu tenho medo de trabalhos tipo furar não tem nem força.
Speaker 5Faço essas coisas lá em casa com muito sofrimento, cabiava tipo eles passavam as tubulações, eu passava o canaleta e crimpava eu fiz muito. Passei cabo com cola quente não assim, cara cantão, né não tinha nada. Cabo tudo pendurado. Eu falei não vai ficar pendurado, não, irmão era essa estética como é que
Speaker 4ele passava o cabo com cola quente eu já vi usar assim.
Speaker 5Eu era o doido da cola quente porque assim eu não aceitava, deixar cabo zoado exatamente, eu tenho um computador.
Speaker 2já vi, por exemplo, tava a deixar cabo zoado. Exatamente, vou te levar lá em casa. Exatamente.
Speaker 4Eu tenho um computador.
Speaker 5Não, eu já vi, por exemplo, fazer isso com cabo atrás da TV Tem um monte de cabo saindo pra videogame e tal. Aí os caras vêm e fazem um.
Speaker 4Vou te levar lá em casa É muito bonitinho e tal Faz as curvinhas.
Speaker 5Você prende tudo no cola quente, fica bonitinho.
Speaker 2Bonitinho.
Speaker 2É isso, eu era organizadora de cabos e também configurava daí as redes. Aprendi a configurar microtec, permissão, microtec você aprendeu, cara. Cheguei a trabalhar com isso, aí tive um contatinho com o Linux E ali, com esses Ali eu tive um coordenador nesse trabalho que programava em C, mas eu não lembro muito bem, é porque ele era bem, tinha bastante afinidade com infra e aí eventualmente ele mexia em drivers e coisa, e ele começou a me apresentar o C e aí eu, conectando com a faculdade, tudo isso simultâneo com a faculdade, trabalhando, estudando, e ele pá, porque isso aqui é uma aplicação prática de programação no mercado, ficou abstrato porque ele tava me mostrando coisas de back-end E pra mim a programação ainda demandava uma tela. E ele me mostrou aquelas coisas e eu mas e eu tu ganha dinheiro com isso? E ele sim, esse é o meu side job.
Speaker 2E aí ele dizia que fazia trampo com isso, criando… Provavelmente ele criava microserviços, essas coisinhas, e eu que não tinha aquela visibilidade do que ele tava fazendo. Mas ele plantou uma sementinha, tanto que eu fui estudar Pascal, porque ele dizia que Pascal era a melhor linguagem de programação que ele aprendeu nos anos 90.
Speaker 2Que estilzão né, e ele me mostrava os softwares dele, me passava os fontes pra eu estudar Pascal. Então.
Speaker 1Você chegou a ver aquela bíblia assim, de Pascal. Ele tinha uma bíblia que ele É a bíblia desse tamanho, Olha se tu quiser estudar?
Speaker 2e trouxe a documentação impressa, Ele se meteu com Delphi.
Speaker 5Não porque Delphi usava Pascal por trás.
Speaker 4Então de repente ele É o Delphi, era o Pascal com um visualzinho gráfico é eu aprendi em 2010 2009 no meu curso técnico foi com o Pascal. Primeira linguagem foi Pascal. É que nessa época o Pascal.
Speaker 5Ele era promissor. Você tinha a possibilidade de fazer tudo código lá, mas também tinha a versão orientada a objetos. Você pegava o Delphi e pegava os objetos lá e só codava os pequenos processos. Entendeu, dentro esse botão. Você pegava o Delphi e pegava os objetos lá e só codava os pequenos processos. Entendeu, dentro esse botão. Você clava no botão e você codava o que ficava por trás do botão.
Speaker 2Entendeu, e aí você conseguia fazer um trabalho orientado a objetos entendeu mas aí o que eu queria chegar nisso do Pascal é pras pessoas não terem preconceito com linguagem de programação.
Speaker 1É outro tema, né É aprender a lógica.
Speaker 2Eu aproveitei aquilo ali, apliquei a teoria ali do algoritmo, já no Pascal, já no COBOL, já no C, e aquilo ali foi uma base que eu não perdi. Não perdi aquele conhecimento, não foi? ah, gastei tempo aprendendo uma linguagem que eu não vou usar. Não aprendi um paradigma diferente, aprendi. Eu acho que a gente usava alguma coisa mais procedural com o Pascal. Eu tenho essa impressão. Eu não lembro de orientação a objetos, me parecia tudo muito bagunçado. Ou ele também, aquele instrutor?
Speaker 5era, é porque você tinha as possibilidades na época lembro daqueles blocos de código gigantesco.
Speaker 2Interíssimos assim E aí, quando eu fui pro C, aí eu conheci de fato orientação a objetos. Também. C nem é quase utilizado no mercado comercial, vamos dizer porque ele é mais baixo nível, né Automação, pra quem trabalha mais com robótica essas partes mais mecânicas usa bastante. Mas o C ele já me deu aquela visão da orientação a objetos e aí eu uau, agora eu entendi melhor. Apanhei pra entender orientação a objetos, mas tudo isso me ajudou a fundar uma base pra ser uma solucionadora de problemas e não só uma fanboy de stack, de programação e tudo mais. Então, qualquer possibilidade que eu vejo, muita galera ai G vi uma vaga de estágio num banco, mas eles querem que eu aprenda Cobol. Qual é o problema? não estás perdendo tempo? vai ter, na verdade, se você for um bom programador de Cobol você vai ficar que não tem os apresentadores de COBOL estão aposentados.
Speaker 2Estão aposentando E tu vai ter experiência de mercado de trabalho. vai receber uma task, assim como todas as pessoas recebem. A única coisa que tu vai executar o final a menor parte da solução de problemas, que é escrever um código. vai ter em COBOL, sabe Então, se joga, é uma oportunidade de aprender.
Speaker 5A primeira linguagem é literalmente aprender a falar um código. Depois você pode aprender outras, não faz diferença nenhuma, e mais dá pra transcrever uma coisa da outra. Você cria um raciocínio por ali e fala como é que eu faço isso nessa outra linguagem, e você começa também um exercício mental legal.
Speaker 2Eu aprendi uma e fui fazendo tradução pra outra. Agora eu quero brincar com paradigma funcional que eu nunca utilizei. Eu sei que C Sharp dá pra fazer o paradigma funcional, mas nos últimos eventos de tecnologia que andei trocando, a galera bato tem que conhecer funcional que não sei o que. Aí, eu acho que não funciona o cast quando a gente fala de paradigmas diferentes. Mas se a gente tiver A gente tem que pensar dentro do paradigma.
Speaker 2Mas assim tu aprendeu orientação a objetos. Com uma linguagem que é orientada a objetos é cast de sintaxe. O resto Só vai trocar como declara, como utiliza, e a sintaxezinha da linguagem Tudo se aproveita, né.
Speaker 1Sensacional. E aí que você, continuando, e apaixonou e foi.
Speaker 2Apaixonei e no mesmo tempo Eu sou multitarefas.
Speaker 4Teve um porém ali no meio Sempre multitarefas Junto com a graduação.
Speaker 2Trabalhando com estágio, eu me matriculei num curso normal que forma professoras. Ok, 100% aleatória, eu parei. E se eu fosse professora, por que não?
Speaker 1Eu li um curso com a matrícula aberta Por que não E caiu o porquê que a sua didática é sensacional né.
Speaker 2Aí eu fui aprender a alfabetizar crianças, legal, e foi uma experiência incrível. Então a gente começa a aprender, ler sobre psicologia do aprendizado, steps de aprendizado, e alfabetizar uma criança é a mesma coisa que alfabetizar alguém numa linguagem de programação. dá pra usar as mesmas analogias, o mesmo processo de construção do aprendizado. E ali eu me conectei com educação e educação em tecnologia. Eventualmente não terminei o magistério porque tinha que dar um ano de aula pra completar o curso, e aí é inviável. Eu já tava mergulhada na tecnologia, já tinha certezas, é, mas é conhecimento que, por exemplo, hoje você tá fazendo um vídeo.
Speaker 1Tá muito explicado. Você segue a escoldinha ali e vê a didática que ela tem. Aprender alguma coisa nunca é perda de tempo.
Speaker 2Nunca é perda de tempo O magistério que eu diga, porque daí no fim das contas eu uso muito. Nem tenho certificado o título, mas foi uma coisa assim maravilhosa pra eu entender como as pessoas aprendem, como crianças aprendem como me comunicar com Mais uma linguagem que você aprendeu Mais uma É.
Speaker 2E aí eu levei, fui pro mestrado por causa disso. Concluía ali a graduação, aí participava de projeto de extensão, dava aula pros colegas, monitoria tudo mais. Projeto social Ah, tinha projeto de ensinar programação nas comunidades pra fazer hora complementar. Eu já tinha todas as horas complementares, mas eu tava lá. Tava lá praticando didática, tentando dar aula, tentando compartilhar, e aí eu fui pro mestrado pra ser professora oficialmente. Pensei agora eu vou ser professora de graduação. Eu fiz o mestrado, acabei que dei ênfase em inteligência artificial. Aí trouxe várias pesquisas de mulheres em tecnologia, justamente pra Eu queria ter um entendimento do que tava acontecendo Então o Tecnologia, justamente pra Eu queria ter um entendimento do que tava acontecendo. Então o teu plano de carreira foi pra ser professor de Exatamente de tecnologia.
Educação Em Tecnologia E Empoderamento
Speaker 2Só que aí no meio do caminho eu tropecei em barreiras de gênero, aquele momento que a gente para Tá, mas por que que só tem eu. E aí tu começa a olhar ao redor, assim só um homem. E aí tu começa, tu vai pro mercado de trabalho, tu encontra alguns obstáculos, assim algumas coisinhas, tu fica hum tá, estranho, será que é assim com todo mundo, mas vai ficando aquela pulguinha. Nunca toquei, passei por cima, enfim, e aí no mestrado alguém me sugeriu por que que tu não aplica inteligência artificial a estudos, tu que gosta tanto de antropologia, por que que tu não pega e não puxa inteligência artificial e conecta com análise das desigualdades de gênero, levantamento estatístico de evasão e faz análise de simulação social sobre isso? E eu, perfeito, é isso mesmo Nasce uma militante.
Speaker 1É, eu tô tomando nota.
Speaker 2Nasce uma militante empoderada. Então eu consegui aliar tecnologia e antropologia e construí uma pesquisa muito maneira e ao mesmo tempo explorar todos os aspectos didáticos que o mestrado me trouxe, toda a experiência assim, e aí eu me apaixonei por educação em tecnologia, e apaixonei a ponto de participar de tudo, dar o máximo de aulas possíveis, estar sempre engajada com a comunidade. Mas eu também fiz o mestrado trabalhando porque o meu coração ele é técnico. Eu tô ali dando aula, mas eu tô ali apanhando da vida real pra levar casos.
Speaker 4Mas aí é um negócio que eu acho sensacional porque quando normalmente a gente vai pro ensino superior a gente vê professores muito descolados Da realidade, da realidade do mercado. O cara às vezes viveu o mercado há 20 anos atrás e ele continua te ensinando como aquela fosse a realidade do mercado. A gente sabe tecnologia, é um negócio sensacional.
Speaker 2Ou até mesmo adiciono que eles nos passam muito a realidade de grandes empresas super organizadas Com a governança do caralho. É Tipo. Eu nunca vi IT e COVID, já que tu citou aí em governança, e eu estudei isso pra caramba na graduação, estudei processo, metodologias ágeis pra caramba. O meu primeiro emprego foi extrema Go horse, chegava toque de caixa pastelaria, dali pau nas entregas e é isso assim. E aí eu ficava com aquele vazio existencial.
Speaker 2A agilidade é o que dá Vamos embora né É agilidade, não tem dele não vai Quer fazer planning, Quer me passar estimativa? Não é pra te começar agora e terminar ontem.
Speaker 4Agendagem é múdica. Não Sobe esse negócio de produção, logo, pelo amor de Deus.
Speaker 2Testa O cliente testa.
Speaker 2E aí tem esse descolamento realmente da teoria e do que a gente encontra na prática. E aí eu pensei não, eu não posso. E isso eu percebi porque eu entrei no mercado enquanto eu tava na graduação. Eu parava ou é a empresa que é caótica, ou isso que o professor não tá falando não existe, não faz tanto sentido. Mas ao mesmo tempo saber o universo perfeito nos ajuda a trazer coisas pra dentro de uma empresa desorganizada. Então não descredibilizo a universidade por ter essa trazer essas teorias tão complexas que a gente quase não aplica, porque tudo que eu aprendia lá eu chegava. A gente pode fazer uma daily pra pelo menos a gente se colocar e eu lembro do meu chefe daily e eu ia todo mundo falar rapidinho aí o que que tá fazendo no dia, pra ver e aí eu fui introduzindo, e se a gente planejasse.
Speaker 4Lê esse artigo aqui e aí a gente vai.
Speaker 2Eu lembro que eu cheguei. Ele me passou pro meu no mercado de trabalho. Já o boss chegou com uma demanda Desenvolve um novo módulo, aí que o SPED fiscal tá sendo atualizado e a gente vai ter que subir isso. Aí até não sei o que é o limite do governo. Eu parei Ah, não, de novo Um projeto gigante bagunçado. Parei. E eu lembro que eu entreguei muitas horas extras sem remuneração, mas eu fiz todo o diagrama de classes e relação que era o que eu tinha aprendido na faculdade.
Speaker 3Teoria total.
Speaker 2Levantamento de requisitos. Eu apresentei aquilo e a gente executou o projeto em metade do tempo caótico que a gente executava antes.
Speaker 2Então nasce uma empresa que começa a olhar pra aquelas, pra toda aquela teoria que é abstrata pra quem tá no mercado há muito tempo, mas que tu vem com ela aplicada porque tu tá ali na graduação e tu tá né, e aí tu mostra que é flexível, que tu não precisa usar o scrum arrisca, que tu não precisa usar nada, arrisca que tu pode adaptar pro tamanho da tua empresa e que aquilo pode agregar um valor nossa, aí a gente começou a usar metodologias e aí a gente começou a organizar a empresa. Então eu não descredibilizo esse descolamento da universidade, porque ela nos mostra ali uma outra possibilidade, outros cenários, e é aquilo conhecimento nunca é demais, é isso aí Sensacional, gi, cara, muita gente se inspira né Se segue em vários segue.
Speaker 1Deve receber centenas de perguntas por onde eu começo? e eu vejo muita gente às vezes pô, eu não tenho grana, eu não consigo fazer um curso, dá sempre pra começar o que você pode falar pra essa galera que às vezes tem essas dúvidas e tá nos ouvindo agora e a gente tem muito ouvinte que a gente recebe também pô, cara, qual curso, por onde eu começo? Aí eu falo, cara, você nasceu numa época que tem YouTube, tipo tem YouTube, entendeu.
Speaker 2Não, e eu nasci numa época que tinha livros. Então, exato, eu posso dizer que a minha formação de sair do zero até um nível pleno foi 100% gratuita, porque eu nunca…. Eu fui comprar cursos recentemente, que eu Recentemente digo o quê, quatro anos atrás, logo que eu me tornei cênere, que daí eu tinha que.
Speaker 5Você começou a vender curso pra ter dinheiro pra comprar curso.
Speaker 3Não foi um pouquinho antes de ser blogueira? Agora eu pago.
Speaker 4Agora eu pago todos os meus cursos.
Speaker 2Mas sempre foi um sonho, algumas escolas super famosas que eu olhava. Meu Deus, eu sempre quis ter dinheiro pra pagar essa mensalidade. Mas é uma mensalidade E eu venho da época que não era tão aquecida a tecnologia, então a gente recebia um salário mínimo pra ser júnior, vamos lá.
Speaker 2É então Tecnologia.
Speaker 2Então a gente recebeu um salário mínimo pra ser júnior, vamos lá. Então demorei muito, mas eu aprendi principalmente minha fonte de aprendizado documentação. Eu aprendi C Sharp lendo documentação, abrindo a Microsoft, lendo. Hoje eu vou ler String, hoje eu vou ler Int, hoje eu vou ler, e a documentação é 100% completa. Tudo que existe de recurso na linguagem tá lá e tá lá, com excesso de informação, tem tudo sobre aquele tipo de dado, entendeu.
Speaker 2Então tu não vai ficar com nenhuma dúvida sobre aquilo e eu gosto muito. é por isso que eu digo ah, aprenda C Sharp como primeira linguagem, porque a comunidade tem uma documentação absurda, muito conteúdo gratuito e eu aprendi de forma 100% gratuita. E depois que tu desenrola ali as primeiras coisas que tu se torna júnior, o mercado vai te ensinando o resto. Tu vai enfrentando situações ali O dia a dia. O dia a dia Tu vai receber uma demanda construa um microserviço, e aí tu vai descobrir o que é um microserviço. Vai correr atrás de literatura. Eu gosto de literatura porque eu já passo tempo demais na tela, então eu pego o livro e leio pra descansar os olhos.
Speaker 1E realmente, você vai pro livro, mesmo né, eu vou pro livro mesmo.
Speaker 2É a única coisa que eu acho que eu sou analógica, é o livro. Comprei o Kindle e me perdi nas anotações, por incrível que pareça. Agora comprei o Kindle e me perdi nas anotações, por incrível que pareça. Agora tu vai olhar os livros da minha prateleira. Eles tem uma porqueira, uma sujeira os livros porque eu tomo café em cima, eu risco dobro páginas, faço anotações orelha de burro nos livros que eu extraio, assim e eu deixo ele super, super anotado e aí eu boto ali por tópicos. Já tenho os meus post-its, um pra cada tópico. E é estudo analógico. Gosto de livro.
Speaker 2E tem PDF De tudo que é. Não é falar sobre pirataria, mas se tu mexe um pouco na internet, tu encontra PDF de tudo De criador de conteúdo que cria resumos sobre os livros. não precisa ler o livro completo, pode comprar o livro e tem muita gente ensinando no YouTube né o YouTube é o mar qualquer coisa tá no YouTube hoje em dia. A geração hoje é privilegiada mastigada inclusive.
Speaker 5Nós estamos no YouTube se você ainda não segue clica segue, compartilha você que tá no Spotify vai no YouTube, recomenda ir no YouTube.
Speaker 3Vocês não vão no YouTube porque nós somos feios hoje a Gi tá aqui, então assim vamos no YouTube a Gi a.
Speaker 1Gi compensa a nossa feiura toda segue, compartilha é isso, mas é um mar de informação.
Speaker 2Hoje a gente vive excessos de informações, a gente tem resposta pra tudo, a todo momento e não sabemos como fazer perguntas.
Speaker 1Eu acho, eu acho que aprender é aprender literalmente. Você falou pô, você foi autodidata, você aprendeu e a galera. Eu acho que tem uma dificuldade, não sei se é dificuldade de entender como aprender a aprender, ou se é preguiça, ou se é pô, não quer o suficiente, qual?
Speaker 4que é Falta de estímulo vamos usar essa frase mais bonita.
Speaker 5Tem uma coisa que assim eu reflito muito sobre a questão. Eu sou apaixonado por educação, eu gosto muito dessa área. E o que que eu percebo e já há muitos anos penso sobre isso. Cada um tem um processo diferente. Você acabou de relatar teu processo. Você pega um livro e depois É uma laranja, e depois você pega o bagaço da laranja, você rabisca, você coloca, é a tua experiência ali. Aquilo faz muito parte do teu processo de aprendizado. Quando você lembra de uma nota, de alguma coisa que você gostou, é porque você foi lá, rabiscou, marcou, escreveu um negócio embaixo e tal. Essa é a tua construção. E às vezes as pessoas acham que elas têm que entrar numa forma de aprendizado, porque a escola é muito assim né Aquele monte de carteira, aquele quadro negro, e você tem aquele formato de levar dever de casa ou livro e tal. E a pessoa acaba entendendo o aprendizado primeiro como uma coisa chata, né E segundo como uma coisa padrão. E cada um tem um processo Igual. Um vai preferir um Kindle, o outro vai preferir o papel.
Speaker 1É, eu mesmo não dou conta de lidar com papel Tipo, assim pô, eu vejo pra caramba. Eu leio muito, Mas meu Kindle é muito organizado, minhas notas, eu acho tudo lá. Mas é do Kindle é.
Speaker 5Eu tenho O meu processo. eu levo muito tempo em cima de um tema. Às vezes eu sei lá, vou ler um capítulo de um livro e eu piro naquele capítulo e eu quero escrever coisas sobre aquilo E eu fico pensando sobre aquilo muito tempo. Então assim é, cara.
Speaker 2eu escrevo muito de pequenos pedacinhos sabe, faça digestão, aí já cria um conteúdo em cima, aí já tenta aplicar E aí já quero compartilhar com a comunidade. Gente, vocês já leram tal coisa, né Audio, audio, audio. Eu sou um pouco assim, mas isso até me ajuda no meu processo de fixação, assim Eu ficar falando sobre aquele assunto.
Speaker 5E você vai compartilhando e tal Eu. Por exemplo, pra mim é muito tendencioso de eu chegar na metade de um conteúdo, no fim do conteúdo, Os raciocínios que o cara quer desenvolver, ali eu já cheguei em todos eles, entendeu. E aí do meio do livro pra frente, eu só tô concordando com o cara. É isso, Eu sabia, É claro, mas é isso Claramente eu poderia ter escrito esse livro. É porque no início, ali eu já peguei onde é que o cara quer chegar e eu fico viajando pra aquilo. Então cada um tem o seu processo. Tem gente que vai ser completamente diferente.
Speaker 2Uma vez eu criei um conteúdo sobre processos de aprendizado. Não quer dizer que cada um tenha só um ou que existam só esses quatro, mas existem quatro processos de aprendizado. Né É o auditivo. Tem gente que tem muita facilidade em aprender ouvindo Eu não consigo parar pra ler um livro.
Speaker 4Eu não consigo ler um livro de jeito nenhum, eu não consigo Ouvir, mas assim ouvir um podcast ouvir um audiolivro E não dá pra gente.
Speaker 1A Amazon tá pagando, não, mas tem o Audible.
Speaker 4Agora Saiu no Brasil, tá É assim, eu é assim, eu vou ler, eu começo a ler, eu termino a primeira partida áudio bom, eu já não lembro mais o que quero comer a assinatura.
Speaker 1Tá dando três meses grátis aí no Prime Day.
Speaker 4É um audiobook Amazon é muito bom patrocina nós ai muito bom mas é isso.
Speaker 2Tem gente que eu gosto de ouvir, mas mais pra me familiarizar com termos. Ai, eu fico ouvindo gente falando coisas técnicas, fico ouvindo um podcast de tecnologia, mas mais por estar ali daqui a pouco alguma ideia legal. Mas não é o meu método, não consigo fixar como eu fixo com o livro do nada, daqui a pouco eu já tô pensando em coisas aleatórias enquanto eu estou ouvindo algo. Aí tem o método de leitura, tem ih, faltam dois e eu já me perdi, hein gente. Ah, o de escrever, que é o que tu coleta as informações e reproduz elas, e aí faltam um Você falar talvez.
Speaker 5Falar, talvez Falar porque falar tá sucedendo.
Speaker 2Mas é que falar e escrever.
Speaker 5Mas a pessoa que aprende por ouvir a fixação do falar também ajuda muito, inclusive técnicas que eu uso até com vendedores.
Speaker 4Mas a gente vai deixar o post na descrição, pra aí vocês falem do certinho.
Speaker 2Perdi os métodos de aprendizagem.
Speaker 5Uma técnica que eu utilizo até com vendedores, com gente em treinamento, é cara, fale, fala, verbaliza aquilo que você está tentando construir, porque enquanto está só na sua cabeça ali e tal é uma coisa Quando você coloca para fora- Tu organiza as ideias para construir E você começa a se comprometer com aquilo que você está dizendo também.
Speaker 5Entendeu. Então, legal, o que eu vou fazer essa semana, diz Não essa semana, eu vou fazer isso, isso, e isso É completamente diferente do que é aquilo que você guarda só para você. Então, assim, sobre aprendizado, isso também interfere bastante, lembrei E aprender para ensinar né.
Speaker 2Isso, isso De ensinar e o de experiência prática É também um método de aprendizado. É tu pegar tudo que tu está absorvendo e colocar ele em prática para ver o resultado real, é outra forma de aprendizado. Mas cai ele em prática para ver o resultado real, é outra forma de aprendizado. Mas aí esse autor, ele começa falando nesse artigo que eu li, pelo menos para criar esse Reels, ele falava que tu tinha um. Hoje em dia é desconstruída essa ideia e que a gente deve explorar todos os métodos para a gente aprender de formas diferentes, com estímulos diferentes.
Speaker 1Eu também acho que mais ou menos eu concordo com essa visão. Todos fazem parte, tá estudando algoritmos.
Percepção De Memória E Educação
Speaker 2Lê um livro sobre algoritmos. Um artiguinho Já programa, Já. Ouve um podcast de alguém.
Speaker 5Você viu sobre alecrim Alecrim. Que nasceu no campo. Sim, se você me abre. Cientistas desocupados chegaram à conclusão que se você cheirar alecrim antes de uma reunião ou de uma prova e tal, você consegue aumentar a tua capacidade de lembrar as coisas em até 70% você vai ficar o tempo todo.
Speaker 4Alecrim, alecrim, alecrim, alecrim. Olha só as vendas de alecrim subindo agora todo mundo comprando elecrin. O Anderson comprou a ação de alguma empresa que vende elecrin, o que é isso, cara, você tá produzindo elecrin. Não, mas é verdade. Se você cheira elecrin, você fica lembrando dele o tempo todo É pra memória.
Speaker 1É tipo comer piqui Aí eu descobri pô Vocês nunca mais esqueceram cara.
Speaker 2Eles credibilizaram o estudo. Não faz sentido.
Speaker 5faz sentido Inclusive aqui no link você consegue comprar o meu jato de alecrim.
Speaker 1Da organização Estabajar.
Speaker 2Ai, como que é o nome disso. E aí a gente vai entrar falando em cheiros, a gente vai entrar em ambientação pra estudos né A percepção de memória.
Speaker 5No geral, a pessoa tem cinco.
Speaker 2Aromaterapia.
Speaker 5Aromaterapia. A pessoa tem ali os, Tem o tato, tem o olfato, a visão, né Cinco sentidos básicos ali. Então as pessoas, Algumas pessoas tendem a ter memórias mais fortes focadas em um sentido que é mais intenso pra ela. Então algumas pessoas são mais do tato, outras são mais ao fato.
Speaker 4Eu aprendi a venda com o Diogo no tato. Ele baixou na minha cara, aprendi a vender, aprendi a vender, aprendi a vender.
Speaker 2Essa foi cruel.
Speaker 3Funciona. Aprendeu né Deu, um certo aprendeu, aprendeu.
Speaker 5né, eu sou completamente visual. Então assim, até para resolver questões matemáticas, na minha cabeça são vários objetos que se juntam e eu somo as coisas. É tudo assim. Quando isso foi diferente, o Diogo?
Speaker 4apareceu com a placa. Aprendi a vender. Aprendi a parecia. com uma placa, aprende bem.
Speaker 5Aprende bem Desse jeito E eu sei que muda de pessoa pra pessoa.
Speaker 2E aí entra naquilo da gente achar que a educação é chata porque a gente é exposto a só um formato de ensino.
Speaker 4A gente tem uns alunos que vão muito bem outros que vão muito mal.
Speaker 2Só vai bem quem aprende naquele formato.
Speaker 5Quem é bom naquela regra?
Speaker 4naquele estilo naquele mundo, na mesma caixinha É na mesma régua É difícil.
Speaker 5E assim a educação tradicional. Ela é meio burra, né.
Speaker 2Pai ela é cansativa, Cansativa.
Speaker 5Provas com perguntas idiotas, só de pegadinha. A pessoa vai lá e pergunta uma data inútil ou uma quantidade inútil de alguma coisa, só pra pegar na prova.
Speaker 2Eu sou tão indignada que eu sempre causei transtornos com o meu método de avaliação. Eu não dou prova, eu não vou te botar sentado sem consulta com a internet pra resolver um algoritmo, porque não é assim no mercado de trabalho.
Speaker 1Não é assim na vida real.
Speaker 2A vida real não é eu ficar botando pegadinhas, pegadinhas pra te ficar achando pegadinhas, pra daí tu me responder com uma alternativa de marcar. Isso não é a vida real isso não prova que tu adquiriu conhecimento na minha disciplina. E aí isso meio que me tirou do universo da educação tradicional e me jogou pra criação de conteúdos, porque eu preciso ser mais livre, eu não vou conseguir ficar causandoero liberdade pô. Causando ansiedade, pressionando os alunos corra atrás de nota, a gente vai ter uma prova que vai te….
Speaker 2Que se tu não estiver bem, hoje tu vai ter que dar o teu melhor porque não me interessa, tu vai ter que focar nessa prova. Eu lembro de ter pleno domínio de disciplina, mas tá num dia ruim e eventualmente ter essa prova e não conseguir nem ler a questão, de tão nervosa que eu tava com outras situações.
Speaker 5Até na assim É muito injusto. Eu vou dizer é a maldade por trás Que eu gosto. Se a gente pega esse conteúdo que a gente tá batendo papo aqui, eu vou lá e faço uma prova de sei lá qual foi a primeira linguagem que a G aprendeu e com que idade.
Speaker 1Exatamente isso Vai agregar o quê Nada.
Speaker 2Tu não precisa nem pensar só precisa decorar.
Speaker 4Você cria a pergunta, tu estuda 12 anos pra passar numa prova de uma faculdade. O sistema é muito burro, velho, tua vida inteira é pra você conseguir passar numa prova. É isso O foco. Não tá na lição, não tá na aprendizagem.
Speaker 1Eu falo dos meus filhos, porque o povo lá chama principalmente o meu filho do meio. Ô João, você sabe, você me dá trabalho.
Speaker 1Então assim o povo me chama, o diretor me chama não sei o chamar lá a letra do seu filho e filho. Hoje ele tem dislexia, tem um porquê, mas demorei pra provar e eles queriam que eu fizesse caligrafia. Fizeram, coitado fazer caligrafia três anos. Então eles me chamaram lá nessa escola. Aí eu falei dessa vez essa escola vai. Aí Falei com o Rafael, presidente da UAB, levo imprensa lá, mas vou dar um problema pra essa escola. Cheguei sentado na frente do coordenador e falei assim Sabe, a última vez que eu peguei uma caneta Falei assim todo dia. Falei não, eu não sei escrever. Falei beleza, e aí Eu não escrevo, eu não uso caneta No meu dia a dia.
Speaker 4Eu tenho aqui meu computador, meu filho vai ter que escrever por quê Eu vou escrever meu nome é uma merda, Eu não consigo escrever meu nome.
Speaker 1O cartório não reconhece fir firma da minha assinatura se eu não for lá presente porque minha letra é feia pra caralho, então meu filho vai continuar com a letra feia e esquece. Se tiver algum problema, tá aqui o exame E se tiver algum problema, tá aqui meu advogado, porque a presidência do AB tá aí. Se for bombar ele por causa disso, amanhã eu venho pra cá. No outro dia arrumaram o computador pro meu filho fazer fazer o negócio, mudar a escola. Mas eu tive um problema do caramba porque falaram que ia bombar ele por causa que… E ainda que tu teve espaço pra levantar isso.
Speaker 2Eu sou uma pessoa que aprende as aulas. Eu só preciso estar nela pra aprender E ou eu presto atenção numa aula do professor ou eu faço anotações. E eu nunca tive caderno E existem professores que avaliam pelo caderno. Nossa Gente, que coisa mais grosseira avaliar um aluno pelo caderno? Então eu tenho várias disciplinas da universidade que eu tô com nota 6, que é uma nota baixíssima perto de todas as outras, que eu venho num 10, 10, 10., 6. É porque eu não tinha nota do caderno.
Speaker 4E aí tu pensa O que acontecia, mas eu tava no bar Eu ia falar
Desafios E Transformações Na Educação
Speaker 2a mesma coisa, eu tava lá na ativa Eu sou nerdola. Como é que tu vai me dizer Que eu não sou uma profissional boa, se o meu jeito de aprender não é escrevendo, não é tendo uma caligrafia? Sabe, é muito injusto, mas é que é muito mais fácil. Pro professor avaliar Nesses métodos tradicionais.
Speaker 4Ele cria a caixinha dele.
Speaker 2Todo mundo segue igual. É o certo e o errado. Eu não preciso pensar pra corrigir. Eu não preciso ter complexidade Pra um exercício.
Speaker 5Mas a gente esbarra numa utopia, que se vê bem nesse caso do Diogo, por exemplo. O Diogo perguntou Quando que eu uso a caneta. O cara falou todo dia, por quê. A realidade do professor é aquela, a educação. Ela está meio isolada do mundo real.
Speaker 4Não, mas aí tu leva os caras também que pensam que um professor de uma escola pública? ele tem que dar aula de manhã, de tarde, de noite às vezes, pra 200, 300, 400 alunos.
Speaker 1Ele tem que fazer um milagre, cara, ele tem que fazer um milagre, é difícil.
Speaker 3É o que ele tem na mão.
Speaker 4E aí ele vem lá de top down, que o cara tem que seguir uma programação de aula, e é aquilo.
Speaker 5Não foi ele que fez aquele lá não cara Se ele não der aquele conteúdo. A máquina tá rodando desse jeito. o cara tem que A roda em andamento.
Speaker 1Não é isso, a máquina não tem jeito E ele não tem o que fazer. A máquina é aquela, ele não é a máquina Em jornadas abusivas.
Speaker 2Imagina tu dar 40 horas de aula. Tu tem que lidar com 40 vidas em uma sala de aula, entender 40 universos, se conectar É difícil.
Speaker 5A vida de professor não é fácil, não é agora professor Inclusive, eu vou dizer uma professores fizeram na pandemia e agora foi um negócio extraordinário.
Speaker 1Extraordinário, Pois é Sacrificaram Milagre né Milagre.
Speaker 5A minha filha tinha aulas online e assim eu vi assim cara com eficiência. Eles conseguiram mudar completamente a dinâmica da coisa. Aprenderam a atuar num formato completamente diferente do dia pra noite, Fora da realidade deles né.
Speaker 1E funcionou, funcionou. E aí a gente consegue ver que dá pra mudar, dá cara. O negócio é o sistema Incentivo. Eu acho que é o todo né Engrenagem.
Speaker 2A gente tem que ter incentivo que venha de cima. Isso tem.
Speaker 4Essa mudança tem que ser uma mudança top-down, porque você não consegue mexer na ponta. se você não mexer em como as informações chegam na pont, Ele é só o cara que infelizmente ele tem que seguir o padrão, Ele tem um X de cronograma e X horas que ele tem que cumprir lá E se ele É conteudista não é culpa dele. Se ele não fizer, ele tá falado, É o sistema conteudista.
Speaker 5Acho que nós precisamos de.
Speaker 1O sistema para entrar na universidade é uma prova velho.
Speaker 4É conteudista. Não é que você estuda sua vida inteira pra passar no vestibular.
Speaker 5É cara é conteudista. Mas vamos lá, tem outras escolas. Já hoje até principalmente no ramo privado, você encontra o pessoal trabalhando com construtivismo.
Speaker 1Bem menos. Mesmo construtivismo é muito pouco. Estou falando o que eu estou buscando. É muito difícil.
Speaker 4É difícil E com um custo muito alto, e você deixa isso O maple beer não é barato, é muito caro é muito caro, tipo assim tem que ser CEO, entendeu não, não precisa, vocês pagam tranquilo. Eu sei quanto vocês ganham não, mas assim cara bem claro e aí você leva isso pra uma classe que vai ter uma educação melhor, que vai ter uma qualidade de vida melhor, pra poder gerar mais, e aí você gera mais igualdade.
Speaker 1Então tem que mudar pra todo mundo, tem que ser uma questão.
Speaker 4É a mudança, é a educação, mas hoje a gente não tem nem escola né.
Speaker 1Exato Nós estamos falando de ter professores.
Speaker 2É, a gente não tem nem infraestrutura para a escola, mas essas discussões todas a gente situa elas na graduação, né Como é para a gente é um espaço que muitas vezes é privado, vou trazer um outro elemento agora que é sensacional, que é a inteligência social.
Speaker 5Né, porque assim você não está mais limitado ao que um professor vai te ensinar. Você pode simplesmente buscar tanto no YouTube quanto no Google e na IA. Agora estudar e aprender o que você quiser.
Speaker 4E aí agora o mercado de trabalho já está buscando o cara de IA. Agora, quanto tempo vai demorar pra isso chegar lá na base de ensino Pro cara aprender a usar o cara, aprender como fazer as melhores perguntas? Em tecnologia a gente aprende rede neural, mas assim, cara, é um outro braço do negócio.
Speaker 2A gente tá tendo aí um, vai ter um gap cultural, né As pessoas que sabem usar IA e amplificam seus conhecimentos e as que vão se distanciando cada vez mais da tecnologia IA tem que ser uma matéria e não como construir uma IA, mas como utilizá-la eu não acho eu acho que travar a luta contra IA você tem que aprender a usar IA sozinho, e aí a gente entra no mesmo.
Speaker 4Assim é. Eu acho que travá-lo até contrair a Como é que vai aprender a usar IA Sozinho, sim? E aí a gente entra no mesmo problema que a gente tem com a nossa equipe hoje, o que a gente tá fazendo, investindo uma grana pra ensinar a galera a fazer Sim, e aí tu vai jogar uma puta ferramenta na mão das pessoas.
Speaker 5Mas não é isso. Se vira aí A aprende aí sozinho. não é isso que eu acho minha percepção do que está acontecendo com o IA agora é diferente chega na sua régua.
Speaker 5Não, não peraí. Você chega agora num chat GPT. Você já tem uma interação com ele a nível de diálogo. Você consegue conversar com o chat GPT e ele te responder de forma eficiente. O que eu estou dizendo é a IA tendem a ficar cada vez mais falar uma linguagem cada vez mais próxima do ser humano, entendeu? Eu acho que nós vamos conseguir mais acessibilidade à informação, mas aí você tá falando de um tipo de A que é a generativa com prompt, via texto.
Speaker 4Isso é um pedacinho do que a gente tá falando no mundo de A, principalmente quando a gente vai para o mercado, para a corporação.
Speaker 2Então assim E mesmo assim, porque você é um cara bom de escrita, Eu ia dizer eu acho que a forma com que a gente vê o mundo interfere em a forma com que a gente se comunica. Às vezes as pessoas não sabem fazer uma pergunta para mim, Júlia, sobre suas dúvidas iniciais de programação. Se tu larga o chat GPT, ela só vai dizer que quer aprender a programar.
Speaker 1Não, vai adiantar nada.
Speaker 2E aí vai vir aquele. A gente precisa ensinar as pessoas a perguntarem para que elas consigam ter repertório para fazer mais e mais e mais perguntas e também ensinar sobre senso crítico. Hoje a gente acredita num post viral. Ah, porque a página viralizou, então é verdade Porque está na Wikipedia. É verdade É verdade está na internet, antigamente está na internet é verdade.
Speaker 1Está no Facebook, é verdade.
Speaker 4Minha mãe viu uma notícia de seis caminhões do exército passando aqui na porta do quartel e eles estão indo pra Brasília.
Speaker 2Viu É uma pessoa de confiança, é verdade. E aí, como que a gente ensina as pessoas a validarem tudo, questionarem. Serem pessoas que sejam ponto de interrogação e não só absorvam, absorvam, absorvam.
Speaker 4Você vê, o Twitter teve que fazer a validação de post, que os caras vão lá e podem comentar se o que o cara tá dizendo é verdade ou não, porque as pessoas acreditam no que todo mundo fala.
Speaker 1E eu vou te falar, tô falando com experiência, tô falando do meu pai Se o Twitter falar que o negócio ali pode ser fake news é esquerdista, entendeu, é direitinho não adianta, Eles não vão nem na validação ele vai acreditar, que ele vai achar que quem tá validando tem um viés Tem um viés, é complicadíssimo.
Speaker 2É que a gente vive um momento político onde a gente cansou algumas palavras e a palavra fake news foi cansada, é exato. Então as pessoas, elas vivem ou entre dois gaps, né Ou de desacreditar em tudo ou de acreditar em tudo. É uma coisa assim que a gente já não consegue, não dá pra diferenciar mais É, porque às vezes burrice vira fake news.
Speaker 4mas às vezes é só a burrice.
Speaker 3É exato, não é só o cara dando uma opinião dele uma opinião burra e aí a galera cria e coloca não esse cara tá propagando. Não, ele só é burro nem foi com maldade.
Speaker 5Não, esse cara não tá fazendo isso, eu só sou burro, sorry mas é isso, cara, eu sou apenas burro uma vez me perguntaram sacanagem, qual você acha que foi o maior impacto da internet 2.0 na sociedade? Eu falei a popularização da ignorância, porque qualquer idiota pode dar uma opinião e essa opinião, simplesmente, antigamente, você tinha lá, sei lá, um jornal nacional, tinha uma, a gente precisa de uma opinião sobre alguma coisa relacionada a números.
Speaker 3Então o matemático Oswald Dizzo Souza vai dar uma opinião porque ele sabe o que ele está falando.
Speaker 4Hoje qualquer pessoa chega, dá uma opinião. Na minha opinião sua opinião está errada.
Speaker 2Eu vivo de dar opinião na internet. Eu sou influencer.
Speaker 4Mas vem cá, uma coisa é opinião, pegar essa opinião e transformar ela, com Tá divulgando uma informação e o cara tá fazendo uma fake news porque ele quer movimentar alguma coisa. Não, às vezes ele só tá dando uma opinião. Não ele tem o direito de dar opinião e ela ser errada, ok, mas olha, só a Gi.
Speaker 5Ela é influência, ela emite opinião, tem que emitir, mas ela não tá falando sobre finanças, ela tá falando sobre a área dela e o que acontece no meio da internet é que nós temos alguns influências generalistas. Entendeu Que o cara é sei lá, o cara entende de tinta e tá falando sobre business entendeu. Felipe Neto, felipe Neto, abraço pra tica.
Speaker 3Vamos lá, Gi Vamos voltar aqui pra.
Speaker 4Vamos falar em Pablo Marçal.
Speaker 1Vamos falar em Pablo Marçal. Vamos lá, gi, duas coisas que me chamaram a atenção na hora que você falou, quando você começou, você viu um movimento ali extremamente masculino, etc. Então, primeiro, teve alguma influência feminina que te inspirou Porque o Urso inspira muita gente. Teve alguma figura feminina que te inspirou que o Ursa inspira muita gente? teve alguma figura feminina que te inspirou durante a sua jornada?
Speaker 2Nossa, todas as figuras femininas em algum momento, de alguma forma me impactaram, e isso é desde criança. Eu sempre olhava pras mulheres que trabalhavam. Um dia eu vou trabalhar, vou vestir um terninho que nem eu lembro de advogada, médicas. Todas as mulheres independentes chamavam muito a minha atenção E eventualmente, entrando na tecnologia, a gente pesquisa né Mulheres da tecnologia. Eu lembro de ir no Google mulheres da tecnologia E aí olhar assim pô a primeira programadora, e aí começar a pesquisar isso sobre apagamento histórico, invenções de mulheres, participação das mulheres na tecnologia, e ficar Foram todas mulheres, várias mulheres.
Speaker 2E aí isso reforça ali poxa. Isso aqui também é o meu lugar. Em algum momento as coisas desandaram, mas também é o meu lugar. Então todas as mulheres me inspiram. Então quando eu olho pra uma mulher palestrando num palco eu fico Uau, mulheres. Então eu mentiria se eu dissesse uma grande mulher, todas as mulheres, Principalmente minhas professoras, em qualquer momento. assim.
Speaker 1E como é que é pra você hoje como influenciadora?
Speaker 5em saber que você tá inspirando várias outras mulheres, em saber que você é uma dessas grandes mulheres agora.
Foco Na Carreira E Aprendizado
Speaker 2Ai eu fico tão boba. Eu gostaria de produzir muito mais. Eu me cobro muito mais Como assim cara, É porque eu tô muito focada na minha carreira técnica nesse momento, então eu tô bem focada em estudar coisas pra entregar valor pros meus clientes E eu acabo não construindo tanto quanto eu gostaria. Eu gostaria de gravar cursos gratuitos, dar mentorias a comunidade, mas eu acho que também eu preciso focar na minha carreira para eu descansar e fazer todas essas outras coisas com calma e com qualidade no futuro.
Speaker 2E agora que você começou, você mudou de cliente que você atendia, agora Mudei é, eu sou consultora, então eu mudo de cliente a cada um ano, um ano e meio, então não são contratos muito longos e cada vez é um domínio de problema totalmente diferente. e, como eu tô indo pra área de arquitetura, isso é muito importante pra minha carreira eu olhar diferentes formas de organização arquitetural que as empresas têm aplicado pra resolver problemas que são de mercado e eu tô nesse momento de curtir, estudar, mergulhar, aplicar, trazer teoria, tentar resolverar.
Speaker 2mergulhar aplicar, trazer teoria, tentar resolver, fazer cagada, gastar dinheiro na AWS, fazer essas coisas, deixar o cartão de crédito lá e ir lá mas são coisas do processo de aprendizado e eu acho que esse aprendizado, quando eu tiver vivenciado todo, ele tá ali com várias cases de soluções de problemas, o meu curso gratuito lá na frente vai valer entregar muito mais valor.
Speaker 5Ele é fonte de a gente chama de capim lá na empresa.
Speaker 2É fonte de inspiração e referência pras coisas é, eu acho que o mercado de trabalho me traz muita referência pra criação de conteúdo. Então por isso que eu meio que continuo mantendo meu, meu foco na carreira, talvez, quem sabe, comece a reduzir pra uma jornada de 30 horas Que hoje eu faço 44. Como é que você?
Speaker 1consegue. Outra pergunta, cara Eu acompanho o seu dia a dia ali no Instagram. A gente toca ideia e tal Cara. Você é muito agitada, né Você realmente…. Na mesma praçaça, no mesmo banco mas cara, e assim eu vi você dando, ensinando a montar sua mochila pra você, coloca lá o seu computador, a tela, não sei o que tudo lá dentro, eu falei caralho, tudo é um conteúdo maneiro, né exato e a didática é muito foda.
Speaker 1Aí, eu falo assim, cara, como é que a gente tem tempo porque é muita coisa. Ai, eu falo assim, cara como é que a gente tem tempo Porque é muita coisa.
Speaker 2Ai, eu gostaria de compartilhar muito mais coisas.
Speaker 1Mas o tempo é limitado, a gente só tem 24 horas no dia.
Speaker 2A gente só tem 24 horas. Mas eu me acho bagunçada Sem rotina. Mas toda vez que eu falo Sobre a rotina as pessoas dizem Psicopata da rotina.
Speaker 1Não, você é psicopata da rotina, você é psicopata da rotina.
Speaker 2Eu acordo pontualmente às 5 horas faço tudo certinho pra 6 horas começar a estudar pra até às 8, tá com tudo encaminhado.
Speaker 4Você é realmente um psicopata e eu acho nossa às vezes eu paro no fim do dia.
Speaker 2Ai, fui tão improdutiva hoje, mas é que eu organizo tudo no fim do dia eu tenho a dele com ela mesma pra ver qual foi o Deixa eu ver aí. Ah, eu tenho um iPad Eu comprei só pra fazer os meus checklists de coisas, Porque eu preciso de organização, assim É ok. Mas é só isso que eu.
Speaker 1E você se acha bagunçado realmente.
Speaker 2É, mas é porque justamente às vezes eu acho que a minha hora tem o meu dia tem mais de 24 horas e eu combino, eu estabeleço minutos pras coisas, é tipo eu tenho 10 minutos pra escrever o roteiro pra esse vídeo e aí eu deixo ali e eu acredito que eu vou conseguir fazer isso. então às vezes eu causo transtorno na minha própria agenda, mas eu quebro o dia em horas e aí eu encaixo essas horas certinhas e levo isso como uma rotina.
Speaker 2Então tem a hora de ir na academia que eu não vou marcar reunião com o cliente, não vou fazer hora extra, não vou comer, não vou fazer qualquer outra coisa, eu vou treinar. E aí eu deixei aquilo ali, assim. E agora eu tento me respeitar, porque eu não tava me respeitando, eu tava adiando, eu tava despriorizando tudo que era relacionado a cuidados com a mente, com o corpo, e aí andei perdendo o controle. Cara, tava que coisa, né Eu?
Speaker 5tenho umas reclamações do seu conteúdo. Tá Depois eu vou colocar aqui.
Speaker 2É, e aí eu tava priorizando criação de conteúdo, trabalho, reunião com cliente e me despriorizando. E aí agora eu tô chata, assim, o que é minha agenda comigo que eu tenho até a cor no calendário?
Speaker 2as agendas vermelhas eu também tenho cor no meu calendário agendas vermelhas não podem ser desmarcadas, então, tá ali, a minha é literalmente igual a minha vermelha. Jamais é sagrada aquilo ali e seja momento com a família, seja momento com os gatos. Que os meus gatinhos poxa. Eles estavam comigo só quando eu estava trabalhando, sabe, eu não tinha um tempinho pra curtir os meus bichinhos e eles.
Speaker 5O tempo passa, minha família passa, eu vou te contar a minha queixa. Você vai Coloca uns conteúdos igual. Gente vem comigo pra aula de bateria V de bateria. Falei pra ela de bateria. Ela vai no caminho pra Depois. Não mostra a aula, falei eu quero a aula.
Speaker 1Ela chamou pra ir com você.
Speaker 2Ela não falou que ia te mostrar a aula. Eu disse que ia mostrar.
Speaker 4Mas ela aposta bastante a aula de bateria E eu acho que vou começar. Ai é muito bom, né, Mas eu vou dizer porque eu não sou blogueira de natureza assim Eu me esforço muito
Speaker 2pra compartilhar o meu dia. Mas eu esqueço. Tipo agora nem gravamos nada, porque eu vou me divertindo, vou me divertindo com as coisas e acabo não registrando. Eu queria ser mais aquela pessoa que só puxa o celular e Não eu acho até inconveniente. Sinceramente, eu sou mais old school, aí eu pô vou pedir pro professor parar a aula aqui pra eu conveniente. Sinceramente, eu sou mais old school, é meio esquisito, né? Aí eu pô eu pedi professor para a aula aqui pra eu fazer um story Ah, ficou inconveniente.
Speaker 5Entendi, é, eu sou mais. Eu tava nos parques da Universal lá em Orlando e tinha um cara sozinho com dois braços pendurados aqui, assim, e tinha dois cílindros lá pendurados.
Speaker 4Entendeu Que loucura E o cara fazendo live, conversando com as pessoas, andando pelo parque, conversando com as pessoas o dia inteiro, sozinho. Não, mas é normal? não, não é normal é talvez comum normal, não entendeu é um ponto de vista, não é um tipo de live que a galera tem feito. Agora eu esqueci o nome.
Speaker 5Tem o V né o cara tá ali compartilhando o momento de viver. Cara, aí eu tive que eu falei eu tenho que ver quantas pessoas estão online com esse cara. Tinha mais de 10 mil com o cara O cara era famoso ainda.
Speaker 4Não era o Cid do Não Salvo não.
Speaker 5Não, o cara era americano.
Speaker 2Mas é curioso, né? E eu sou aquela blogueira cansada, assim eu não lembro de gravar as coisas. Ontem tentei fazer story, desistir assim no meio do rolê, e eu, ah, eu não vou postar, não é cansativo, vou curtir o negócio, que é muito melhor e outra.
Speaker 5Você tem que ficar auditorando o que você mesmo disse. Eu sou um cara que não dá pra, não só gravar e publicar, já ia ser cancelado.
Speaker 1E Gi conta pra gente outra coisa como é que a vida Pô? eu lembro que a gente conversou lá atrás Falando que adora viajar, não viajar, e de repente eu quero viajar. Passa um pouquinho, né Primeira vez que a gente gravou. Não sei se tá conversando, passa um pouquinho. Você tá viajando pra caralho, seguindo exatamente o que você falou né E fazendo tudo que é lugar, campos, pardes, aqui colar, e continuando com essa rotina. Ontem você pô a gente faleceu até oito da noite, depois sei lá horas de fila lá de gente tirar foto. Como é que tá sendo pra você digerir tudo isso aí, cara?
Speaker 2eu gosto, eu tenho muita energia, então não me cansa. As pessoas perguntam como é que tu viaja tanto? é porque eu gosto. Eu só vou, só fluir, eu não tô me obrigando a nada. Se talvez fosse uma obrigação, eu me sentiria cansada, exausta, mentalmente, enfim, mas é bem, algo bem natural. Então por isso que só flui assim. Mas realmente, às vezes eu troco ideia com umas amigas. Elas dizem Gi, tu tava aqui, eu tava nesse evento contigo, tu já tá em outro e eu fiquei muito cansada daquele, eu nem me recuperei e tu já tá. É que eu não preciso me recuperar, eu saio, uhul, é isso aí, vambora Você é aquilo, ali, que você curte, é o que eu curto.
Speaker 2então é por isso que sai E eu gosto mais do offline do que o online. Então tu me chamar pra um evento. Eu vou todos os dias do evento, vou me divertir todos os dias. Dificilmente vou gravar um conteúdo, mas eu vou curtir muito aquele evento porque eu gosto do offline, eu gosto de pessoas, gosto do rolezinho e a pandemia, ela me relembrou o quanto é bom ter pessoas ao redor, conhecer pessoas.
Speaker 2Só essa semana aqui em São Paulo encontrei uma galera que eu nunca tinha visto pessoalmente. Fiz amizade com um monte de gente, então já saindo cheia de energias novas pra casa e já louca pra levar o que eu aprendi pra outros eventos, então é algo muito natural pra mim. Eu não me sinto cansada, eu não preciso aguentar esta vida, porque é a vida que eu sempre quis entendeu, é isso aí que eu queria, é o que eu imaginava, que eu faleiava, eu amo eu amo.
Speaker 2E se desse assim, talvez se eu trabalhasse um pouquinho, o que dá uma cansadinha é eu ter que conciliar a produtividade com, porque de certa forma deslocamento, o dormir dá uma atrapalhada, então tu fica um pouquinho menos produtivo por causa disso. Mas aí eu compenso seja com setup ergonômico, seja com tentar manter a disciplina, pegar sempre lugares que têm academia, priorizar a alimentação corretinha, e aí isso dá uma amenizada nos danos de viagem. Como é que você faz com os gatos? Os meus gatinhos são autossuficientes.
Speaker 4Você deixa?
Speaker 5lá. Eu tenho milhares de caixas de areia O gato comeu o outro, né Os gatos são donos da casa.
Speaker 1Você não tá entendendo?
Speaker 2não é cachorro, é tipo eu chego, eles olham Ah, a Cora voltou já.
Speaker 5É, não é muito de gozo Eu nunca deixo eles sozinhos, mas tem um gato lá em Alagoas, né, eu fiquei um ano sem ver o gato.
Speaker 2Pensei vou ver o gato o gato vai me ver e vai ficar né Eu cheguei, oi gato.
Speaker 1Ah sim Claro ele tá cagando pra você Literalmente.
Speaker 4Não o meu gato.
Speaker 5Quando eu viajo e volto pé um pouquinho.
Speaker 2É isso Aí demonstra o amor.
Speaker 1É a forma de amor do gato.
Speaker 2Tem várias formas do amor, mas uma coisa importante é que o meu apartamento tem sol, tem ar, tem espaço, tem brinquedos.
Speaker 1O gato dela não é floripa, tá bem, ele tem os passarinhos pra ver os macaquinhos.
Speaker 2Pra ele se entreter, então eles passam o dia inteiro. Eu fico olhando nas câmeras, eu só vejo os risquinhos. Um risquinho branco pra cima e pra baixo. Assim passando Porque eles brincam o dia inteiro dentro do apartamento, então essa qualidade de vida pra eles Também permite. Porque imagina Deixar o bichinho num apartamento de 20 metros quadrados e sair e deixar o bicho entra em depressão? Não dá né, cara. Eles são muito felizinhos, gordinhos e alegrinhos. assim Eles são meus xodózinhos. Eles estão bem, estão bem.
Speaker 1Galera. assim o papo tá ótimo, podia virar um podcast de horas aqui um flow. Mas infelizmente estamos chegando naquela hora.
Speaker 5In, mas infelizmente estamos chegando naquela hora, Inevitáveis considerações finais. Dona Gibordinho, e aqui o microfone está na sua mão para deixar link jabá, recomendação, mensagem motivacional cobrar quem está devendo.
Speaker 3Abraço para a família.
Speaker 5Você fica à vontade, entendeu.
Speaker 2Eu acho que eu tenho que cobrar a mim mesma que na última edição do podcast eu tinha dito que eu queria fazer um podcast e eu não fiz até hoje. Mas assim ó quero dizer que já tô com vinheta encaminhada. Tá bom, já tô com roteiros escritos.
Speaker 2Agora só falta eu sentar e gravar o meu cursinho de C Sharp e também começar a produzir um podcast, mas enquanto isso vai me acompanhando nas redes sociais. Eu sou Space Code em todos os lugares, às vezes Space Code com dois S no início, porque roubaram meu nick, mas eu crio conteúdo sobre programação, tecnologia e tudo o que me interessa na área.
Speaker 5Devolvam o nick da Gi.
Speaker 2E outra coisa vai chamar SpaceCast. Eu acho que tá registrado. Eu tô em processo de registro de marca.
Speaker 3Eu acho que não vai passar Agora.
Speaker 2Você Ninguém registra o nome dela Eu já acho que SpaceCast não vai ralar. Já tô lutando já tô tendo problemas, Vamos ter que trabalhar aí o branding.
Speaker 5Vamos ver o branding depois Pode ser que o New Degrace Tyson queira esse, queira esse domínio pra falar sobre o espaço, o que é uma besteira.
Speaker 2É uma besteira pra essa programação Pra falar sobre programação Muito melhor, Gi. Muitíssimo obrigado pelo seu tempo, eu que agradeço A gente tá disputadíssimo, tá aqui pra gente.
Speaker 1Eu tenho certeza que Valeu.
Speaker 4Vai inspirar muita gente.
Speaker 1Continue com seus conteúdos. A gente adora te seguir. É fã mesmo ali? Ah, eu também E com certeza vamos nos encontrar em algum outro rolê.
Speaker 2Em breve, né Por favor. Adorei, vamos sempre nos encontrar.
Speaker 5Muitos eventos de tecnologia no radar. Com certeza não só tecnologia não só tecnologia é isso aí valeu gente, valeu pode café da PEI, quinta temporada, hoje tem café tem café hoje.
Speaker 3Tem café. Tem café Hoje tem café. Pode café, pode café.